Pesquisar este blog
sábado, 7 de setembro de 2013
COI muda direção e escolhe Tóquio para sediar Jogos Olímpicos de 2020
óquio será a sede da Olimpíada 2020. Na votação deste sábado, em Buenos Aires, os japoneses derrotaram na final Istambul. Essa decisão do COI (Comitê Olímpico Internacional) representou uma mudança no ciclo de procurar novas fronteiras para grandes eventos, já que, desta vez, optou-se por uma cidade segura, com um dinheiro garantido já na conta. A cidade japonesa bateu Istambul por 60 votos a 36 na segunda rodada - Madri havia sido eliminada na etapa anterior.
Será a segunda vez na história que Tóquio receberá os Jogos, sendo a primeira em 1964. Naquela ocasião, era um marco da definitiva recuperação do país após a Segunda Guerra Mundial, quando, cerca de vinte anos antes, houve a devastação de duas cidades por duas bombas nucleares.
Desta vez, a candidatura apostou em um baixo investimento que totaliza US$ 7,8 bilhões cerca de metade da proposta carioca para os Jogos, que era de US$ 14,4 bilhões em valores de 2008. Isso porque os japoneses alegam já terem a infraestrutura de transporte e de outros itens para realizar o evento. O dinheiro será gasto apenas com uma parte das instalações esportivas, já que o restante está pronta, e com a Vila Olímpica.
Os Jogos serão concentrados na área do porto do Tóquio, sendo que a intenção é que a maior parte das competições ocorram em um raio de apenas 8 quilômetros dentro da área central da cidade. Já existe um fundo, criado em 2009, de US$ 4,5 bilhões para financiar as obras necessárias para a nova cidade olímpica.
Tóquio fez a melhor das apresentações das concorrentes em Buenos Aires, e respondeu aos questionamentos de itens críticos. Ou seja, sob o ponto de vista técnico, esteve melhor do que Madri e Istambul.
A cidade japonesa mostrou sua forte base financeira e a garantia de que vai entregar os Jogos, como repetiu seguidamente por meio de seus representantes. Além de bem estruturada, a candidatura japonesa desta vez exibiu inédito bom humor, contando histórias singulares como a da atleta paraolímpica Mami Sato, que perdeu uma perna e depois ainda sofreu com o acidente nuclear de Fukushima. Ela relatou isso rindo, valorizando a superação.
Foi justamente o problema na usina que apareceu como ponto fraco para os japoneses. Mas o primeiro-ministro do país Shinzo Abe foi enfático ao negar qualquer possibilidade de ameaça para Tóquio. Afirmou que o problema foi bloqueado, que não há nenhum nível medido significativo de radiação, e que tomará ainda mais medidas preventivas. Suas explicações foram detalhadas e ele pediu aos membros do COI que leiam além das manchetes, o que parece tê-los convencido afinal.
Sete de Setembro terá protestos em todas as capitais e cerco a mascarados
Pela primeira vez as celebrações do Sete de Setembro, dia da Independência do Brasil, deverão ser acompanhadas de protestos em ao menos 149 cidades do país, inclusive em todas as capitais. As manifestações estão sendo convocadas pelo grupo Anonymous nas redes sociais desde que eclodiu uma onda de protestos pelo país, entre junho e julho.
Até as 18h de ontem (6), mais de 400 mil pessoas confirmam participação no evento "Maior Protesto da História do Brasil", criado no Facebook por um usuário que se identifica como Anonymous. Foram espalhados mais de 5 milhões de convites para o evento. A página do evento reúne links com os protestos convocados nas 149 cidades.
Haverá reforço na segurança dos desfiles em Brasília --em que a presidente Dilma Rousseff participa--, São Paulo e no Rio de Janeiro, entre outras capitais. Manifestantes mascarados estão proibidos de participar dos protestos na capital federal, em Minas Gerais e em Pernambuco.
A pauta de reivindicações divulgada pelo Anonymous inclui seis itens: prisão de condenados no mensalão; aprovação do projeto de lei 7368/2006, conhecido como Lei de Combate à Corrupção; redução do número de deputados; reforma tributária; fim do voto obrigatório; e aprovação do novo Plano Nacional de Educação (PNE).
Protestos se espalham pelo Brasil
Protestos se espalham pelo Brasil
No Twitter, o protesto está sendo divulgado com a hashtag #OperacaoSeteDeSetembro. A grande adesão nas redes sociais não implica, necessariamente, na presença maciça do público nos protestos, como se verificou em várias manifestações convocadas pela web nos últimos meses.
LEIA MAIS
Na véspera de protesto, Anonymous invade site, critica veto a mascarados e cobra Dilma
Dois ficam feridos em protesto contra prisão de black blocs no Rio
Mascarados serão detidos durante eventos do 7 de Setembro no DF, diz PM
PM do Rio reduz participação no desfile de 7 de Setembro para atuar na segurança contra protestos
Dois são detidos em manifestação contra decisão que veta máscaras em protestos no Rio
Os criadores do evento afirmam que os protestos buscam um "país melhor" e não "um golpe militar, intervenção, fascismo ou socialismo, bem como não possui ligação com qualquer partido político."
O ministro Gilberto Carvalho, secretário-geral da Presidência da República, afirmou ontem (6), em entrevista à Rádio Gaúcha, que o governo orientou as autoridades de segurança a não criar hostilidades.
"A orientação que estamos dando pra segurança é que não se crie um clima de hostilidade. Ao mesmo tempo, temos que assegurar que não haja nenhuma perturbação, nem àqueles que desfilam, nem àqueles que assistem", afirmou o ministro, que defende a realização dos protestos. "Acho que a sociedade precisa continuar na rua, senão as mudanças não vão ocorrer."
Dez estudiosos explicam "a voz das ruas" em seus Estados
BAHIA: Não é por acaso que estádio da Copa é alvo de protestos em Salvador
GOIÁS: Caminhoneiros, turistas e produtores agrícolas protestam contra estradas esburacadas
MARANHÃO: Manifestações retomam combates contra a oligarquia
MINAS GERAIS: O gigante mineiro já estava acordado; as pessoas é que não se davam conta
PARÁ: Manifestações abordam do transporte fluvial à morte de bebês
PARANÁ: Protestos refletem sistema de transporte aquém das expectativas em Curitiba
PERNAMBUCO: Mobilizações sociais retomam feridas profundas
PORTO ALEGRE: Protestos geraram aliança política histórica e improvável
RIO DE JANEIRO: Não é de hoje que se fala no "caráter rebelde" do povo carioca
SÃO PAULO: "Mais saraus, menos presídios"; periferia paulistana faz novas reivindicações
Grito dos Excluídos
Também irá acontecer nas principais capitais do país o "Grito dos Excluídos", com o tema "Juventude que ousa lutar constrói projeto popular". Realizado anualmente no Sete de Setembro desde 1995, o "Grito" tem origem nas pastorais da Igreja Católica e conta com a adesão de movimentos sociais da cidade e do campo, centrais sindicais, organizações da juventude, entidades estudantis e partidos políticos de esquerda.
Participam das manifestações o MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra), CUT (Central Única dos Trabalhadores), CMP (Central de Movimentos Populares), Marcha Mundial das Mulheres, Levante Popular da Juventude, entre outros. Os integrantes do Grito criticam o modelo político e econômico "concentrador de riqueza", buscam expor nas ruas o "rosto dos excluídos" e defendem uma democracia com "inclusão social" e "participação ampla de todos os cidadãos."
Distrito Federal
Em Brasília, vários protestos --entre eles o do Anonymous-- estão sendo convocados para ocorrer na Esplanada dos Ministérios, onde haverá o desfile de celebração do Dia da Independência, com a presenças das principais autoridades do país. A concentração será no Museu Nacional, entre 8h e 9h. À tarde, há manifestações programadas no entorno do estádio Mané Garrincha, onde a seleção brasileira enfrenta a seleção australiana a partir de 16h.
A polícia estima que os atos devam reunir entre 40 a 50 mil pessoas. A Secretaria Segurança Pública do DF anunciou que colocará mais 4.000 policiais militares para fazer a segurança dos eventos e protestos. Por conta dos atos, o Congresso não estará aberto a visitas, como de praxe.
O Grito dos Excluídos do DF está marcado para começar às 12h, na rodoviária do Plano Piloto. Os manifestantes devem marchar até o estádio Mané Garrincha e engrossar o protesto antes do jogo da seleção. O ato tem o apoio do Movimento Passe Livre do DF, que declarou não apoiar as manifestações convocadas para a Esplanada dos Ministérios.
O comandante-geral da Polícia Militar, coronel Jooziel de Melo Freire, afirmou que manifestantes mascarados que se recusarem a se identificar serão detidos. Ele promete atuação rigorosa da polícia para evitar atos de vandalismo.
A parada militar na capital federal não terá a participação da Esquadrilha da Fumaça em função do acidente que matou dois militares no último dia 12, durante apresentação em Pirassununga (SP). A exibição, que anualmente atrai grande público, foi cancelada porque os pilotos precisam concluir um ano de treinamento nos aviões Super Tucano, adquiridos recentemente.
Segundo o Ministério da Defesa, Marinha, Exército e Aeronáutica, além de organizações de segurança pública, como policiais militares e bombeiros, trarão para a Esplanada dos Ministérios 1.850 militares e civis para o desfile a pé, além disso de 105 carros militares.
terça-feira, 3 de setembro de 2013
Kaká volta a um Milan "piorado" e desafia fiascos de medalhões brasileiros
volta para a casa onde mais conquistou títulos, foi eleito o melhor jogador do planeta e é adorado pela torcida por seu bom futebol e comportamento exemplar. Por esses argumentos, pode-se colocar o Milan como o clube ideal para Kaká reviver seus bons tempos, depois de quatro anos amargos no Real Madrid.
Mas há outros fatores que colocam em xeque se a volta ao time rubro-negro é o melhor caminho no atual estágio da carreira de Kaká, já que muito do que ele encontrou por lá não é mais da mesma maneira. A casa está bem diferente.
A realidade vivida pelo Milan em 2003, ano da chegada de sua primeira passagem, e atual, são contrastantes. O então jovem promissor de 21 anos chegava a uma equipe que havia sido campeã europeia meses antes e vivia um período recheado de títulos e dinheiro para contratações de impacto no futebol mundial, como fora a do próprio ex-jogador do São Paulo.
Desde a saída de Kaká, o Milan venceu apenas um Campeonato Italiano, entre os títulos mais expressivos, e virou praticamente um figurante na Liga dos Campeões. Chegou no máximo às quartas de final. O momento agora é de reconstrução e na aposta de bons jogadores, mas que não estavam dando certo em seus últimos clubes, como Balotelli, Robinho e De Jong, entre outros.
O técnico que esteve ao lado de Kaká nos seis anos de clube, Carlo Ancelotti, já não é mais o mesmo. E a formação que ajudou o brasileiro a ser o rei do planeta já se foi. E não só a espinha dorsal do time da última década que foi quebrada. Todo o time campeão da Europa em 2007, ano de Kaká melhor mundo, se foi.
O meio-campo era alinhado com a proteção de Gattuso e Ambrosini e auxiliado com as trocas de passes e lançamentos de Pirlo e Seedorf. Nenhum deles está mais no elenco rubro-negro. Os atacantes que "consagraram" o brasileiro marcando com suas belas assistências, como Inzaghi e Shevchenko, hoje estão aposentados.
domingo, 1 de setembro de 2013
Em jantar, Aécio e Campos não engolem reforma eleitoral de Renan
No jantar que os reuniu no Recife, os presidenciáveis Aécio Neves (PSDB) e Eduardo Campos (PSB) desancaram o projeto de reforma eleitoral do senador Romero Jucá (PMDB-RR), bancado por Renan Calheiros (PMDB-AL) e desengavetado na CCJ.
Acreditam que a ideia de redução de campanha na TV para 30 dias só beneficia quem ‘já é conhecido, e quem não é, que se vire’.
A dupla teme perder a chance de aparecer mais na mídia durante os 45 dias de campanha, pela atual lei eleitoral. ‘É de caráter eleitoreiro, sob falso manto de baratear campanha’, concordaram.
As bancadas do PSB e PSDB, com 15 senadores, atuarão para derrubar o projeto e já articulam, a mando da dupla, com outras legendas.
Campos e Aécio concordaram em afinar o discurso contra altos gastos correntes do governo e descontrole fiscal sobre o que consideram projeto de poder do PT.
Durante o encontro , na noite de Quinta, os dois herdeiros políticos – principalmente o socialista – levaram uma hora e meia, antes dos pratos à mesa, lembrando causos dos avós.
Siga a coluna no Twitter e no Facebook
___________________
FBI NA CAPITAL
Graduados agentes do FBI estarão em Brasília dia 14 de Setembro para passar know how no XXII Congresso de Criminalística, com foco na segurança da Copa e Jogos.
ORDEM NA PISTA
A ANTT enfim criou o grupo que vai preparar licitações das linhas de ônibus interestaduais, demanda desde que a agência foi criada. Ricardo Antunes presidirá a comissão de Outorga, com seis integrantes. Organizará o ‘Leilão para a concessão da exploração dos Serviços de Transporte Rodoviário Interestaduais de Passageiros’ (ufa!)
PROJETO SOLAR
Walter Feldman (PSDB-SP) ganhou simpatia para dois projetos: ooque obriga adição de vitamina D nos derivados de leite. E o que determina que empresas onde se trabalhe seis horas ininterruptas, haja permissão de 15 minutos para banho de sol.
BANCADA DO PASSEIO
Entidade que evita a mídia, por motivos óbvios, a Unale – União Nacional dos Legisladores e Legislativos Estaduais tem bancado passeios internacionais, como para Nova York e Suécia, para os deputados associados, que pagam mensalidades.
ESCRITOR PROCURADO
No livro ‘O combate à corrupção’, há trecho ‘quer ser bom prefeito, é só não roubar’.O autor é Eduardo Gaievski, ex-assessor da Casa Civil do Planalto, suspeito de pedofilia.
NO VOLANTE
A despeito do veto da presidente Dilma ao projeto, o senador Gim Argello (PTB-DF), esperto, incluiu como relator na MP 615 a permissão hereditária para taxistas.
CIUMEIRA
Pimenta da Veiga, futuro coordenador da campanha de Aécio, causou ciumeira no tucanato mineiro, que briga pela indicação do candidato ao governo. Disse que o presidente da Assembleia, Dinis Pinheiro, ‘é a maior liderança popular do PSDB’.
COFRINHO DA SAÚDE
O senador Humberto Costa (PT-PE) conclui relatório na Comissão de Fontes Alternativas para a Saúde. Recebeu sugestão do grupo Saúde + 10 (CNBB, OAB e CNS) para projeto que destine 10% das receitas brutas da União para o setor. Ex-ministro da Saúde, Costa teve outra ideia. Vai apresentar minuta de projeto que destina percentual da receita líquida que equivalha ao montante do índice proposto pela Saúde + 10. Considera mais plausível para facilitar a vida do governo.
OS CUBANOS
De quem acompanha de perto a atuação dessa nova safra de médicos cubanos: Não farão cirurgias, apenas prevenção, diagnóstico e prescreverão receitas com princípios ativos – os genéricos serão mais procurados nas drogarias. Por isso, a rejeição aos cubanos não passa apenas pela classe médica, mas também pela velada atuação da indústria farmacêutica tradicional que pode perder lucros.
MALA PRONTA
O tucano Wambert di Lorenzo, que concorreu à prefeitura de Porto Alegre, negocia entrada no PSD. Esteve em Brasília negociando com o deputado Danrley.
contato@colunaesplanada.com.br
sábado, 31 de agosto de 2013
Obama diz que decidiu por ataque à Síria, mas quer aval do Congresso dos EUA
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse neste sábado (31) que o país decidiu realizar uma ação militar na Síria. "Decidi que os EUA devem atacar a Síria", disse em entrevista coletiva de imprensa na Casa Branca.
Leia também
Rebeldes se dizem desapontados com espera em ataque
Brasil condena arma química, mas quer aval da ONU
Obama, porém, declarou que não fará isso sem antes submeter a decisão ao Congresso, que deverá debater e votar sobre a investida. O Congresso, no entanto, volta do recesso em 9 de setembro, o que indica que o aval para um real ataque só deve acontecer depois dessa data.
A ação militar dos EUA seria uma retaliação ao governo sírio, acusado de usar armas químicas contra civis no país. Obama falou que o episódio foi o "pior ataque químico do século 21".
A Síria vive uma guerra civil desde 2011, entre grupos rebeldes e forças do governo, que causou um enorme êxodo do país, com milhões de refugiados, e mais de 100 mil pessoas mortas.
Crianças sírias têm queimaduras parecidas com as de napalm
"Estou confiante que o governo fará o que tiver que ser feito", disse Obama. "Que mensagem nós daremos se não fizermos nada?"
Obama disse ainda que o país "não pode fechar os olhos para o que está acontecendo em Damasco" e que ele não foi eleito para "evitar decisões difíceis".
O presidente citou que as imagens divulgadas de pessoas queimadas, as quais chamou de 'terríveis', foram um "insulto a dignidade humana".
Logo após o pronunciamento de Obama, o primeiro-ministro do Reino Unido, David Cameron, disse que "entende e apoia" a decisão do presidente dos Estados Unidos.
Veja Álbum de fotos
Na quinta-feira, Cameron teve que desistir de participar dessa operação militar após perder uma votação no Parlamento.
Antes do anúncio, legisladores dos EUA já pressionavam o presidente por mais informações, e muitos expressavam reservas sobre o custo e o impacto dos potenciais ataques.
O anúncio acontece um dia depois de a Casa Branca divulgar um relatório no qual aponta o regime de Damasco responsável pelo ataque com armas químicas em 21 de agosto, que matou pelo menos 1.429 civis, sendo um terço deles crianças.
A maioria dos norte-americanos não querem que os EUA façam uma intervenção na Síria. Uma pesquisa Reuters/Ipsos feita nesta semana mostrou que apenas 20 por cento acreditam que o país deveria tomar uma ação, isso ante nove por cento uma semana antes. (Com agências internacionais)
Obama diz que decidiu por ataque à Síria, mas quer aval do Congresso dos EUA
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse neste sábado (31) que o país decidiu realizar uma ação militar na Síria. "Decidi que os EUA devem atacar a Síria", disse em entrevista coletiva de imprensa na Casa Branca.
Leia também
Rebeldes se dizem desapontados com espera em ataque
Brasil condena arma química, mas quer aval da ONU
Obama, porém, declarou que não fará isso sem antes submeter a decisão ao Congresso, que deverá debater e votar sobre a investida. O Congresso, no entanto, volta do recesso em 9 de setembro, o que indica que o aval para um real ataque só deve acontecer depois dessa data.
A ação militar dos EUA seria uma retaliação ao governo sírio, acusado de usar armas químicas contra civis no país. Obama falou que o episódio foi o "pior ataque químico do século 21".
A Síria vive uma guerra civil desde 2011, entre grupos rebeldes e forças do governo, que causou um enorme êxodo do país, com milhões de refugiados, e mais de 100 mil pessoas mortas.
Crianças sírias têm queimaduras parecidas com as de napalm
"Estou confiante que o governo fará o que tiver que ser feito", disse Obama. "Que mensagem nós daremos se não fizermos nada?"
Obama disse ainda que o país "não pode fechar os olhos para o que está acontecendo em Damasco" e que ele não foi eleito para "evitar decisões difíceis".
O presidente citou que as imagens divulgadas de pessoas queimadas, as quais chamou de 'terríveis', foram um "insulto a dignidade humana".
Logo após o pronunciamento de Obama, o primeiro-ministro do Reino Unido, David Cameron, disse que "entende e apoia" a decisão do presidente dos Estados Unidos.
Veja Álbum de fotos
Na quinta-feira, Cameron teve que desistir de participar dessa operação militar após perder uma votação no Parlamento.
Antes do anúncio, legisladores dos EUA já pressionavam o presidente por mais informações, e muitos expressavam reservas sobre o custo e o impacto dos potenciais ataques.
O anúncio acontece um dia depois de a Casa Branca divulgar um relatório no qual aponta o regime de Damasco responsável pelo ataque com armas químicas em 21 de agosto, que matou pelo menos 1.429 civis, sendo um terço deles crianças.
A maioria dos norte-americanos não querem que os EUA façam uma intervenção na Síria. Uma pesquisa Reuters/Ipsos feita nesta semana mostrou que apenas 20 por cento acreditam que o país deveria tomar uma ação, isso ante nove por cento uma semana antes. (Com agências internacionais)
sexta-feira, 30 de agosto de 2013
Messi recusa apoiar candidatura de Madri aos Jogos Olímpicos de 2020
atacante Lionel Messi, eleito melhor jogador do mundo nos últimos quatro anos, recusou o convite do COE (Comitê Olímpico Espanhol) para participar do vídeo da campanha de Madri a sede dos Jogos Olímpicos de 2020.
O anúncio da negativa de Messi ao convite foi feito pelo presidente do COE, Alejandro Blanco. "Ele considerou que não devia participar", afirmou o dirigente em coletiva de imprensa em Buenos Aires, cidade que vai receber a sessão do COI (Comitê Olímpico Internacional) que vai definir o local de disputa da Olimpíadas de 2020.
Blanco minimizou a recusa do atacante do Barcelona. "Não acontece absolutamente nada com nossa candidatura porque um esportista não queira participar. Temos que ser respeitosos com a decisão do melhor jogador do mundo", afirmou o dirigente.
"Na Espanha temos grandes esportistas, muitos para escolher", continuou o presidente do COE, que citou o nome do astro do basquete Pau Gasol , que ficará encarregado da apresentação da candidatura na sessão do COI. "Ficamos muito felizes que seja ele quem vá falar em nome dos atletas espanhóis. Em primeiro lugar pela amizade pessoal que nos une, e em segundo por ter sido nosso porta-bandeira em Londres".
Madri foi derrotada nas últimas duas eleições do COI, perdendo para Londres os Jogos Olímpicos de 2012, e para o Rio de Janeiro a edição de 2016, votação na qual a capital espanhola chegou até a última rodada, deixando Chicago e Tóquio para trás.
Na disputa por 2020, Madri vai reeditar a disputa com Tóquio, além de enfrentar também a cidade de Istambul, na Turquia. A decisão do COI será anunciada no próximo dia 7 de setembro.
quinta-feira, 29 de agosto de 2013
Campos e Aécio inauguram 'aliança tática' contra Dilma
governador Eduardo Campos (PSB-PE) e o senador Aécio Neves (PSDB-MG), virtuais adversários em 2014, ensaiam parceria temporária para fortalecer seus nomes à disputa presidencial. Aliados querem que eles evitem agressões mútuas e estabeleçam, sempre que possível, convergência nas críticas ao governo Dilma Rousseff.
Hoje, Campos receberá o tucano para um jantar no Recife (PE), como antecipou ontem a coluna Painel. A ideia é mudar a pauta dos encontros regulares que realizam.
Diálogo recente entre o governador de Pernambuco e o senador mineiro mostra quão afinados estão os dois virtuais candidatos à Presidência da República.
"Você é oposição, e eu sou aquele que reconhece quando há acertos [do governo federal]", disse o pernambucano ao mineiro há pouco mais de dois meses.
"Esquece, Eduardo, esse sou eu, pô! Só dar porrada é discurso vazio", retrucou, sorrindo, o tucano.
Nos últimos dias, Campos e Aécio fizeram críticas muito parecidas ao Planalto e à própria presidente Dilma, de quem o governador socialista ainda é formal aliado.
Campos preside o PSB, partido com cargos no segundo escalão federal e dois ministérios (Integração Nacional e Secretaria de Portos).
Auxiliares do pernambucano afirmam que as declarações não foram combinadas. Reconhecem, contudo, que as críticas em dose dupla ganham dimensão maior na imprensa e podem aprofundar o desgaste da petista.
Interlocutores de ambos os lados ouvidos pela Folha explicam que a proximidade não significa um pacto de não agressão. Mas nenhum deles demonstra vontade de tratar o outro como rival agora.
Até porque o limite dessa "parceria tática", como definiu um aliado do pernambucano, são os números das pesquisas. Ou seja: se um disparar sobre o espólio eleitoral do outro, o acordo evapora. O jantar de hoje é justamente para retardar, ao máximo, esse momento.
Outro tema do encontro são eventuais conflitos em candidaturas do PSDB e do PSB nos Estados. Em Minas, Campos quer que o prefeito Márcio Lacerda, seu correligionário, dispute o governo. Ocorre que Lacerda é aliado de Aécio. Há desafios em São Paulo, no Paraná, na Paraíba, mas também muito esforço para compor palanques onde for possível.
fotografia
Afora as demandas objetivas, socialista e tucano querem explorar o simbolismo do encontro. Ao mostrar afinidade, eles indicam que uma aliança em um eventual segundo turno é um caminho natural. Isso fortalece a perspectiva de poder de ambos.
Os dois têm desempenho modesto nas pesquisas. Em um dos cenários da pesquisa Datafolha de 10 de agosto, Aécio tinha 13% de intenção de voto. Campos, 8%.
Para "eduardistas", a imagem dos dois juntos abre caminho para que Campos, político com histórico de esquerda, mas que flerta com setores tidos como mais conservadores, avance sobre o segundo espectro ideológico.
De outro lado, Aécio tem dificuldade de fazer o movimento contrário. Ele tenta puxar o governador para conduta mais ofensiva contra Dilma.
Na conversa de hoje, os dois terão de discutir dois fatores que podem mudar o cenário atual: a possibilidade de Marina Silva não montar a Rede e a eventual candidatura de José Serra pelo PPS.
Hoje no PSDB, Serra tiraria votos de Aécio sobretudo em São Paulo, território vital para dar competitividade a qualquer um dos prováveis candidatos.
Campos e Aécio inauguram 'aliança tática' contra Dilma
governador Eduardo Campos (PSB-PE) e o senador Aécio Neves (PSDB-MG), virtuais adversários em 2014, ensaiam parceria temporária para fortalecer seus nomes à disputa presidencial. Aliados querem que eles evitem agressões mútuas e estabeleçam, sempre que possível, convergência nas críticas ao governo Dilma Rousseff.
Hoje, Campos receberá o tucano para um jantar no Recife (PE), como antecipou ontem a coluna Painel. A ideia é mudar a pauta dos encontros regulares que realizam.
Diálogo recente entre o governador de Pernambuco e o senador mineiro mostra quão afinados estão os dois virtuais candidatos à Presidência da República.
"Você é oposição, e eu sou aquele que reconhece quando há acertos [do governo federal]", disse o pernambucano ao mineiro há pouco mais de dois meses.
"Esquece, Eduardo, esse sou eu, pô! Só dar porrada é discurso vazio", retrucou, sorrindo, o tucano.
Nos últimos dias, Campos e Aécio fizeram críticas muito parecidas ao Planalto e à própria presidente Dilma, de quem o governador socialista ainda é formal aliado.
Campos preside o PSB, partido com cargos no segundo escalão federal e dois ministérios (Integração Nacional e Secretaria de Portos).
Auxiliares do pernambucano afirmam que as declarações não foram combinadas. Reconhecem, contudo, que as críticas em dose dupla ganham dimensão maior na imprensa e podem aprofundar o desgaste da petista.
Interlocutores de ambos os lados ouvidos pela Folha explicam que a proximidade não significa um pacto de não agressão. Mas nenhum deles demonstra vontade de tratar o outro como rival agora.
Até porque o limite dessa "parceria tática", como definiu um aliado do pernambucano, são os números das pesquisas. Ou seja: se um disparar sobre o espólio eleitoral do outro, o acordo evapora. O jantar de hoje é justamente para retardar, ao máximo, esse momento.
Outro tema do encontro são eventuais conflitos em candidaturas do PSDB e do PSB nos Estados. Em Minas, Campos quer que o prefeito Márcio Lacerda, seu correligionário, dispute o governo. Ocorre que Lacerda é aliado de Aécio. Há desafios em São Paulo, no Paraná, na Paraíba, mas também muito esforço para compor palanques onde for possível.
fotografia
Afora as demandas objetivas, socialista e tucano querem explorar o simbolismo do encontro. Ao mostrar afinidade, eles indicam que uma aliança em um eventual segundo turno é um caminho natural. Isso fortalece a perspectiva de poder de ambos.
Os dois têm desempenho modesto nas pesquisas. Em um dos cenários da pesquisa Datafolha de 10 de agosto, Aécio tinha 13% de intenção de voto. Campos, 8%.
Para "eduardistas", a imagem dos dois juntos abre caminho para que Campos, político com histórico de esquerda, mas que flerta com setores tidos como mais conservadores, avance sobre o segundo espectro ideológico.
De outro lado, Aécio tem dificuldade de fazer o movimento contrário. Ele tenta puxar o governador para conduta mais ofensiva contra Dilma.
Na conversa de hoje, os dois terão de discutir dois fatores que podem mudar o cenário atual: a possibilidade de Marina Silva não montar a Rede e a eventual candidatura de José Serra pelo PPS.
Hoje no PSDB, Serra tiraria votos de Aécio sobretudo em São Paulo, território vital para dar competitividade a qualquer um dos prováveis candidatos.
quarta-feira, 28 de agosto de 2013
Ticiana Villas Boas se casa três vezes com o mesmo milionário. Leia na revista J.P
m outubro do ano passado, a vida da apresentadora Ticiana Villas Boas, 32 anos, que compartilha a bancada do Jornal da Band com Ricardo Boechat, passou a se dividir em AC/DC – antes do casamento e depois. Em uma festança para 1.500 convidados, Ticiana se casou com o empresário Joesley Batista, dono da maior empresa de processamento de proteína animal do mundo, o grupo JBS Friboi, que, em 2012, faturou R$ 55 bilhões. Ela conta rindo que, até ali, nem sabia direito quem era Karl Lagerfeld, o lendário estilista da Maison Chanel que assinou seu vestido de noiva. A indicação foi de Cicila Street, buyer da marca para o Brasil. “O [arquiteto] Edo [Rocha], namorado da Cicila, é amigo do Joesley. Quando contei a ela que não tinha pensado ainda no vestido, a Cicila disse na hora que ia ser Chanel. Fomos com eles assistir ao desfile outono-inverno [no Grand Palais] e o conheci [Lagerfeld].” Tici ainda teve de ir a Paris três vezes para provar o vestido, sempre no jatinho particular do marido.
Muito noticiada pela mídia de celebridades, a festança levou os maledicentes a concluir precipitadamente que se tratava do casamento de uma apresentadora arrivista com um empresário milionário. Como será que ela reage a esses comentários? “Não tenho problema com isso porque venho de duas famílias muito tradicionais da Bahia”, diz, sem prestar muita atenção. Ticiana é Tanajura da parte da mãe, que é engenheira; e Villas Boas do pai, advogado, ambos funcionários da Empresa Baiana de Águas e Saneamento S.A. (Embasa), estatal “que é a Sabesp de lá”. Conta que seus pais estudaram com baianos enriquecidos como o empresário Daniel Dantas e os publicitários Duda Mendonça e Nizan Guanaes. Seus avós eram íntimos de Antônio Carlos Magalhães.
Ticiana cresceu em um condomínio de classe média na praia de Piatã, a cerca de 20 quilômetros de Salvador, estudou em colégio de freiras e se formou em comunicação na federal da Bahia. “Nunca li jornal. No máximo, Caderno 2. Fiz comunicação para saber o que era. Meu pai queria direito, para eu ficar com o escritório dele, e prestei para agradá-lo, mas não me atraía. Como passei para comunicação na federal, era uma boa desculpa para não fazer direito numa particular”, conta. Na infância, ela sonhava ser bailarina. Gostava da “área cultural” e vivia “com o povo de teatro”, Vladimir Brichta, Wagner Moura, Lázaro Ramos.
NOTÍCIA BOA
Ótima aluna, ela lembra que sempre a selecionavam em um concurso de crônicas e poemas promovido pela escola. Isso foi um ponto a favor do jornalismo. Ainda na universidade, começou a estagiar na TV Cultura local, onde fez de tudo: produção, edição, até roteiro de radio novela. E então, bingo, quando a apresentadora de um telejornal da emissora tirou férias, ela entrou para substituí-la. Em um mês, foi chamada pela Band da Bahia. Passou um ano padecendo na rua, “cobrindo alagamento, buraco, pega ladrão”, e, de vez em quando, entrava no noticiário nacional. Numa dessas, agradou a chefia em São Paulo. Mandaram sondá-la, ela não pestanejou, transferiu-se. Tornou-se uma repórter de pautas criativas, produziu matérias saborosas de comportamento e também documentários. Um dia, Mariana Ferrão, a apresentadora híbrida de garota do tempo no Jornal da Band, foi convidada para ir para a Globo.
Ticiana não tinha indicação para ocupar a vaga, uma das mais disputadas por jornalistas de TV. Não que ela não merecesse. O problema é que ia muito bem como repórter. O próprio Ricardo Boechat lembra que votou contra: “Ela sempre foi o nosso melhor quadro para um grande universo de reportagens, tinha talento, espontaneidade. Não fazia sentido tirá-la dali”, diz. Além disso, Boechat era a favor de se investir em uma editoria de meteorologia, como já se faz com política, economia, geral. “O ideal seria colocar no lugar da Mariana alguém que, como ela, fosse um especialista no assunto. O tempo é algo que tem interferência dramática na vida da população, e, mesmo assim, aqui no Brasil as pessoas só o consultam para saber se vai dar praia no fim de semana.” Na disputa por Ticiana Villas Boas, ganhou a bancada. E Boechat não lamenta. “Ela se preparou, investiu, e possui qualidades notáveis. É charmosa, tem presença de vídeo, deu certíssimo.”
ESFORÇO PARA APARECER
Por sua vez, Joesley Batista detesta aparecer. “Se ele faz o esforço de sair em alguma foto comigo é porque eu tenho uma carreira pública e preciso estar na mídia. Mas longe dele querer formar um casal margarina.” Para demonstrar o temperamento recluso do marido, ela pergunta: “Você já sabia quem era Joesley Batista antes do nosso casamento?”. Não. Nem ela. Os dois se conheceram em abril de 2012, durante um seminário de economia em São Paulo. Ticiana era mediadora. Nos intervalos, para não ser importunada enquanto estudava para o ciclos de palestras, ela colocou a bolsa na cadeira ao lado. Não adiantou muito. “Joesley nem pediu para tirar a bolsa da cadeira: simplesmente a afastou e se sentou”, lembra. O empresário foi insistente. Tici acabou fornecendo seu e-mail profissional. O primeiro beijo aconteceu quatro meses depois. A partir daí, as coisas caminharam relativamente rápido. Até o casamento com festa, em outubro, eles celebraram sua união outras duas vezes. A primeira “cerimônia” foi no Taj Mahal, na Índia, quando Wesley, irmão de Joesley, fez um pequeno discurso; a segunda foi em Bora Bora, no Taiti. “Viajamos só com a família dele e, na volta, achei injusto com meus pais, irmãos e amigos. Por isso, fiz a cerimônia oficial. Joesley pediu minha mão em um jantar com meus pais e participou até do curso de noivos!”, conta ela. Tici prefere não falar de seu casamento anterior, que durou seis meses.
GUERREIRA DE RÍMEL
“Estou com 2 quilos a mais e queria que você me afinasse um pouco aqui”, diz ela ao maquiador, apontando para a bochecha. Ticiana mede 1,63 metro e tem 52 quilos, corpo em dia, sorriso encantador, ou seja, só ela vê o excesso de peso no rosto. “Cuido do cabelo e da pele, e não saio de casa sem rímel”, conta. Tudo isso é novidade, segundo sua melhor amiga, a produtora gaúcha Bruna Estivalet. “A Tici sempre foi muito guerreira, mas desligada com a aparência. Nunca soube marca de roupa, usava o mesmo tênis sempre. Nem ia à manicure.” As duas se conheceram na Band, recém-chegadas em São Paulo, e se tornaram muito amigas. Uma foi madrinha de casamento da outra. “Até hoje, a Tici me manda fotos dos looks para saber se ficou bom”, diverte-se Bruna.
A entrevista para J.P foi no casarão em que Joesley e Ticiana passaram a viver depois do casamento, no Jardim Europa, em São Paulo. Eles entregaram o projeto de decoração a João Armentano. “Existe uma integração muito grande entre interno e externo”, diz o arquiteto. Logo na entrada, depois de passar por um espelho d’água iluminado por LEDs, o visitante ingressa em uma sala com 7 metros de pé-direito, envidraçada de alto a baixo. Ali, na mesa de centro, há livros de capa dura com títulos como The World’s Finest Charter Yachts e Images of Australia.
Além de uma edição com a obra completa de Vik Muniz, há quadros dele pendurados nos paredões. Mas o maior de todos, retratando um arranjo de tulipas gigantes, é de Luzia Simons. No living, que dá para a raia de 25 metros, chama a atenção uma luminária muito grande, que verga arredondada sobre um poltronão. Em uma mesa ali perto, repousa um exemplar de How to Raise a Gentleman, próximo a uma caixa de charutos cubanos Cohiba. A assessora de Ticiana embarca com a equipe no elevador, para mostrar o quarto do casal e, mais acima, o solarium com vista para a vizinhança.
Sempre muito divertida, Ticiana explica como foi que seu casamento acabou virando um megaevento. Diz que usou o raciocínio do “já que”: “Pensei o seguinte: já que a gente ia se casar na igreja, tinha de ser numa bem tradicional. Já que era na Nossa Senhora do Brasil, que tem 500 lugares, por que não usar um vestido à altura? E já que eu ia usar um Chanel, por que não fazer uma festa legal? Já que a festa ia ser legal, por que não chamar alguém bacana para fazer um show? Já que ia ter Bruno & Marrone, por que não chamar alguém da Bahia? Por que não chamar Ivete Sangalo? Já que…”. Ao fim da sessão de fotos, o “já que” continua. Na hora do clique à mesa do almoço, Ticiana chama Marcos Laurentino e diz: “Marquinhos, troca esse champanhe do balde. Põe um Cristal. Já que é para sair na foto, melhor que seja um bom, né?”.
Festival de Veneza de 2013 contempla variedade do cinema americano
70ª edição do Festival de Cinema de Veneza começa na noite desta quarta-feira (28), com a exibição do filme norte-americano "Gravidade", estrelado por Sandra Bullock e George Clooney. Nas duas semanas que se seguem, a cidade italiana vai apresentar uma variedade de longas e curtas, em competição ou não, que reúne várias nacionalidades. Mas a presença dos Estados Unidos em 2013 foi algo destacado pelo diretor Alberto Barbera ao anunciar as atrações deste ano.
VEJA QUEM COMPETE
NO FESTIVAL EM 2013
"Es-Stouh"
"L'Intrepido"
"Miss Violence"
"Tracks"
"Via Castellana Bandiera"
"Tom À La Ferme"
"Child of God"
"Philomena"
"La Jalousie"
"The Zero Theorem"
"Ana Arabia"
"Under the Skin"
"Joe"
"Die Frau Des Polizisten"
"Kaze Tachinu"
"The Unknown Known"
"Night Moves"
"Sacro Gra"
"Jiaoyou"
"Parkland"
Celebridades teens crescidas com Zac Efron e Lindsay Lohan participam de filmes a serem lançados durante o festival, tanto de novatos como Peter Landesman, que estreia na direção com um longa que retrata o assassinato de John Kennedy sob múltiplos ângulos, como de veteranos do porte de Paul Schrader, roteirista de "Touro Indomável" e "Taxi Driver", que dirige o filme "The Canyons".
Os Estados Unidos ainda são representados por Terry Gilliam, um dos principais nomes da série de humor "Monty Python", que dirige Christoph Waltz no papel de um gênio da computação, além de atores como Tilda Swinton e Ben Whishaw no longa "The Zero Theorem".
Outro país bem representado no evento será o Reino Unido, com filmes como o do diretor Jonathan Glazer, que trará ao evento o longa "Under The Skin", com Scarlett Johansson vivendo uma alien dentro de um corpo humano, perambulando pela Escócia -- e de cabelo preto.
Já o Brasil estará em Veneza em coprodução com a França. O longa "Amazônia", um híbrido de documentário com ficção, não conta com atores humanos, nem com falas ou efeitos especiais. A história, dirigida por Thierry Ragobert e roteirizada pelo brasileiro Luiz Bolognesi ("Uma História de Amor e Fúria"), mostra um macaco que cai de um avião e precisa sobreviver na região de floresta equatorial homônima. Estimado em US$ 20 milhões, o filme conta com tecnologia 3D.
Patriota se disse responsável pela saída de senador da Bolívia
Tão logo soube que o senador boliviano Roger Pinto Molina entrara no Brasil, Dilma Rousseff quis saber quem fora o responsável pela operação que abriu uma crise no Ministério das Relações Exteriores e derrubou o chanceler Antonio Patriota.
Foi o chanceler quem disse à presidente, por telefone, que o boliviano havia entrado no país. A Folha apurou que Dilma e Patriota se falaram no sábado. O tom da conversa entre os dois teria sido tenso.
Senador poderá ir ao Uruguai antes de obter refúgio no Brasil
Ex-chanceleres se dividem sobre a postura de Saboia
Membro de comissão criticada por Saboia desiste de investigá-lo
Patriota estava no aeroporto de Guarulhos (SP), prestes a embarcar para a Finlândia, e, segundo relatos, parecia incomodado. Fez vários telefonemas e avisou que poderia ter de voltar para Brasília.
Uma das ligações foi para um funcionário do Itamaraty, que confirmou que o senador havia entrado no país após passar 455 dias na embaixada em La Paz.
Patriota teria demonstrado surpresa e apreensão com a notícia. Imediatamente pediu a um assessor para que o colocasse em contato com a presidente. A primeira tentativa, contudo, foi frustrada.
Ele telefonou então para o chanceler da Bolívia, David Choquehuanca, informando que acabara de saber da retirada do senador oposicionista.
Na conversa, teria dito que havia sido uma decisão de um funcionário da embaixada devido às condições de saúde do senador. Prometeu que providências seriam tomadas pelo governo brasileiro.
Em seguida, Patriota falou com Dilma. Apesar de afirmar que a condição de saúde do senador era séria, disse que a decisão não fora tomada em Brasília.
Dilma quis saber quem planejara a operação. Patriota apontou o encarregado de negócios, Eduardo Saboia, mas se responsabilizou pela retirada do oposicionista, uma vez que havia sido ele que indicara Saboia para o cargo.
Patriota voltou então à capital federal.
No dia seguinte, o Itamaraty divulgou nota citando Saboia e anunciando que uma investigação interna seria aberta para apurar o caso.
Na segunda-feira, Patriota deixou o cargo e foi indicado para representar o Brasil na ONU. O senado precisará sabatiná-lo.
domingo, 25 de agosto de 2013
Mulheres de todo o mundo reúnem-se para Marcha Mundial em SP
Cerca de 1.600 mulheres vindas de todo o mundo participam ao longo da semana do 9º Encontro Internacional da Marcha Mundial das Mulheres (MMM), na capital paulista. A abertura pública do evento acontece segunda-feira (26), no Memorial da América Latina. No entanto, a partir de hoje (25) o público já pode visitar a exposição Feminismo em Marcha, na Galeria Olido, no centro da cidade. Podem ser vistas projeções, fotos e faixas, entre outros materiais produzidos pelo movimento, mostrando a atuação da marcha em 62 países.
Além de fazer um balanço das atividades dos dois últimos anos, serão discutidas pautas relativas às mulheres em todo o mundo. "Vamos fazer um balanço dessa trajetória de construção de um feminismo popular, enraizado nas lutas locais, mas também articulado a partir de ações internacionais", afirmou Tica Moreno, da coordenação nacional da MMM, sobre o evento que marca o fim da gestão brasileira no movimento. "Desde 2006, a coordenação internacional da marcha está aqui no Brasil. Foi um período que a gente apendeu muito."
As pautas serão discutidas dentro da proposta que considera que as reivindicações sociais estão intimamente ligadas às demandas feministas. "Os desafios que a gente enfrenta para mudar o mundo e a vida das mulheres são as questões mais globais do capitalismo patriarcal, da divisão sexual do trabalho, da forma de organização da sociedade de mercado. Não basta um feminismo que beneficia apenas setores das mulheres", disse Tica.
sábado, 24 de agosto de 2013
'Empresários não deveriam repassar dólar para os preços', diz Guido Mantega
ministro Guido Mantega (Fazenda) aposta no recuo da cotação do dólar e apela ao empresariado que, nesse caso, não repasse a alta do câmbio dos últimos dias para os preços. Para ele, o patamar registrado nesta semana, com a cotação a R$ 2,45, "não é bom para ninguém".
O ministro diz que seu apelo vale para a Petrobras, que não deve levar em conta o pico das cotações ao definir um reajuste da gasolina e do diesel.
Ele sinalizou, contudo, que um aumento de combustível, como pleiteia a estatal, virá ainda neste ano.
Segundo ele, a Petrobras tem uma política de reajuste que implica mais de um aumento por ano -neste, só houve um, em janeiro.
Guido adverte: os especuladores que apostam apenas na alta do dólar podem "quebrar a cara". Ele também voltou a prometer que o governo será mais transparente na área fiscal.
*
Folha - O mercado ainda enxerga certa fragilidade na área fiscal do governo. Vem uma sinalização na meta de superavit [economia que o governo faz para pagar os juros da dívida] de 2014?
Guido Mantega - Ainda estamos discutindo os números. Acreditamos que um bom desempenho fiscal ajuda a manter a confiança na economia brasileira. O que posso dizer é que a dívida líquida vai continuar caindo. Essa diretriz será mantida e com mais transparência em operações que poderiam suscitar dúvidas.
O sr. disse que revisou o crescimento deste ano para 2,5%. E no próximo ano?
Nossa previsão será de 4% para o próximo, 4% para 2015 e 4,5% para 2016.
É factível, num cenário de muita incerteza? Não teme ser tachado de otimista?
Não. Apesar da turbulência, a economia mundial está dando sinais de ligeira melhora. Com este cenário, você terá uma recuperação do comércio internacional, uma das molas mestras do crescimento global. A perspectiva é de melhorar, mesmo porque é difícil piorar.
Quando a inflação começou a cair, o dólar subiu. A inflação vai voltar a subir?
A inflação tem uma trajetória sazonal. Começa alta no início do ano, vem caindo, atinge seu menor patamar em julho, depois volta a subir. O importante é a velocidade de crescimento, para que ela esteja dentro dos parâmetros normais. Por exemplo, que a inflação de agosto fique em torno de 0,30%.
Mas o dólar não pode prejudicar isso?
O dólar, se ficar insistentemente elevado, pode influenciar, trazer uma pressão. Até agora apareceu muito pouco. Mas é aconselhável que, se essa subida do dólar for revertida, e ela pode ser revertida, os empresários não repassem isso para os preços.
Seria bom que não repassassem. Vale também para a Petrobras. Não tem sentido dar aumentos em razão do aumento do dólar. Mesmo porque são aumentos extemporâneos. Não devemos nos precipitar, temos de aguardar e não antecipar repasses que podem ser desnecessários.
Não haverá aumento da gasolina no curto prazo?
Não estou dizendo isso. Estou dizendo que não vai ter repasse do aumento do câmbio em momentos de volatilidade. Essa é a regra na Petrobras, que trabalha com uma tarifa média, não repassando picos. Tivemos uma situação excepcional, o que não significa que não vai ter reajuste.
Mas antes disso a Petrobras já pedia um reajuste de preços.
A Petrobras sempre pede. Ela tem uma política de mais de um reajuste por ano, mas sem olhar a questão cambial de momento.
Há uma ala do governo que considera um dólar a R$ 2,40 positivo para a indústria. O sr. está dentro desse grupo?
Não, esse dólar alto não é bom para ninguém. Essa subida com essa volatilidade não é boa para ninguém, porque os empreendedores retardam suas operações. Mesmo os que ganham com um dólar mais valorizado, os exportadores, dão uma parada para ver a quanto vai o dólar. Atrapalha todo mundo.
Eu, como ministro da Fazenda, tenho de me preocupar com um cenário mais estável. E esse dólar não é favorável. Claro que, no longo prazo, para os exportadores, o dólar mais caro é favorável. Mas, no curto prazo, não é, e, portanto, combatemos isso.
Por que o real é uma das moedas que mais sofrem neste momento?
Entre outras coisas, porque temos um mercado mais líquido. Não temos problemas de fluxo de dólares. Tanto que não há pressão no mercado à vista, mas há investidores aproveitando a onda de desvalorização para ganhar no mercado futuro. E nosso mercado é bem regulado, é seguro fazer aplicação de derivativos aqui. O que não acontece em outros países.
Agora, é bom deixar claro que essa pressão do dólar, no nosso caso, não é saída de capitais, não é perda de reservas, como em outros países. Aqui é hedge e especulação.
Qual é o recado para os especuladores?
Você pode ganhar, mas pode perder. Porque o nosso câmbio é flutuante. Então, é preciso tomar cuidado. Houve época em que nosso câmbio flutuava só para um lado. Se você apostar demais numa direção, pode quebrar a cara.
Os últimos dados do Ministério do Trabalho mostram que a geração de empregos está perdendo força. O desemprego vai subir?
O que acontece é que estamos gerando menos emprego. Neste ano geramos até agora 900 mil novos empregos, o suficiente para o mercado de trabalho. Não dá mais para gerar 2 milhões de empregos, como em anos de disponibilidade de mão de obra. Agora, 900 mil está de bom tamanho. Está gerando menos, porém também há menos necessidade de emprego, porque a maior parte da população está empregada, há quase pleno emprego em vários setores.
sexta-feira, 23 de agosto de 2013
Governo quer força total nas obras da Copa
O governo federal vai realizar uma ofensiva para concluir 1,6 mil obras de turismo para a Copa do Mundo de 2014. Os dados, obtidos pelo jornal O Estado de S. Paulo, serão divulgados, nesta sexta-feira, 23, pelo Ministério do Turismo. A ideia é mostrar que esse "legado", ao ficar pronto, vai comprovar que a atuação do governo em relação ao grande evento vai além da mera construção de arenas esportivas.
Leia também:
Valcke diz que está "tranquilo" com andamento das obras para Copa
Copa atrairá 600 mil turistas estrangeiros, segundo Embratur
A ordem é que essas obras, que incluem pavimentação de estradas, sinalização de destinos turísticos e centros de convenções, recebam atenção total nos próximos nove meses. Desse volume de empreendimentos, cerca de 900 estão em estágio avançado, e outros 700 têm o sinal de alerta ligado no cronograma. Ao todo, o Ministério do Turismo tem 5.163 obras em andamento, que consomem um orçamento de R$ 2,15 bilhões - o equivalente a 80% de tudo o que a pasta têm.
Segundo o ministro do Turismo, Gastão Vieira, a própria presidente Dilma Rousseff deve participar das cerimônias de inauguração dos principais empreendimentos, como o Centro de Eventos de João Pessoa (PB), programado para ficar pronto em maio do ano que vem. "Precisamos romper com um ciclo vicioso de ineficiência no gasto com o turismo, e a presença do governo federal será crucial para demonstrar que esses investimentos podem acelerar a economia da região", disse Vieira.
"Há locais como Pipa (RN), Jericoacoara (CE) ou Lençóis Maranhenses, por exemplo, que são maravilhosos destinos turísticos, mas têm infraestrutura precária, e isso aumenta o custo para o turista", afirmou.
Entre os Estados, São Paulo é o que tem o maior volume de intervenções federais em andamento (são 724 obras), que correspondem a R$ 563,7 milhão. Mas o melhor índice de desempenho fica com o segundo colocado, o Ceará, que tem 398 obras em andamento (num total de R$ 273,4 milhões em investimentos), e apenas 1,1% está atrasada.
Quase 90% de todas as obras tocadas pelo Ministério do Turismo são propostas de emendas parlamentares. Segundo Vieira, a pasta tem ainda cerca de R$ 500 milhões parados, que podem irrigar empreendimentos de infraestrutura nos municípios. O dinheiro ficará no caixa do Ministério do Turismo até junho de 2014, quando retornará ao cofre do Tesouro Nacional caso as prefeituras não se habilitem a tomar esses recursos. "Basta ao prefeito resolver pendências na Caixa, e o dinheiro estará liberado", afirmou o ministro.
terça-feira, 20 de agosto de 2013
Copa tem mais de 1 milhão de ingressos solicitados no primeiro dia de venda
Fifa divulgou nesta terça-feira a primeira parcial de solicitações de ingressos para a Copa do Mundo de 2014. Segundo a entidade mais de 1 milhão de entradas fora pedidas pelos torcedores. Brasil, Estados Unidos, Chile e Inglaterra foram os países com maior procura.
"Os jogos mais concorridos são de longe a abertura na Arena de São Paulo (mais de 168 mil pedidos) e a final no Maracanã (mais de 165 mil). Torcedores têm até o dia 10 de outubro de 2013 para solicitar ingressos nesta primeira fase de vendas", diz comunicado da Fifa.
A primeira fase de vendas dos ingressos para a Copa de 2014 começou nesta terça-feira , no site da FIFA. É possível solicitar entradas para todas as categorias (1 a 4) até o dia 10 de outubro. Vale lembrar que o esquema de vendas é o mesmo da Copa das Confederações, com a realização de sorteios caso a procura seja maior que os ingressos disponíveis.
No site, o usuário encontra os lugares disponíveis dentro do estádio e uma tabela de preços, que variam de R$ 30 (o preço da meia-entrada na categoria 4) a R$ 1.980 (na categoria 1) para ingressos individuais, e de R$ 594 a R$ 6.700 para pacotes com até sete entradas para assistir a jogos de diferentes rodadas.
Cerca de duas horas após o início da venda dos ingressos, entradas para algumas partidas da Copa já eram classificadas no site da Fifa como de alta demanda. Os ingressos de todas as categorias para o jogo de abertura da Copa, no dia 12 de junho, em São Paulo, e para a final do torneio, no dia 13 de julho, no Rio de Janeiro, estão entre os mais concorridos.
O início da venda dos bilhetes também foi marcado por problemas no site da entidade máxima do futebol. Ainda na manhã desta terça-feira, as solicitações dos tíquetes para alguns jogos do Mundial apareceram como bloqueadas na página da Fifa.
Por volta das 7h30, quem tentou solicitar um ingresso para o segundo jogo da Copa do Mundo que será realizado em Manaus, no dia 22 de junho, por exemplo, teve problemas. O mesmo aconteceu com quem buscava um ingresso para o segundo jogo do Mundial que acontecerá em Porto Alegre, também no dia 22. Em ambos os casos, as solicitações estavam bloqueadas.
Procurada, a Fifa informou que o site funcionava bem na abertura das vendas
Como comprar?
Na primeira fase de venda de ingressos, é possível solicitar entradas para todas as categorias (1 a 4) até o dia 10 de outubro. Vale lembrar que o esquema de vendas é o mesmo da Copa das Confederações, com a realização de sorteios caso a procura seja maior que os ingressos disponíveis.
No site, o usuário encontra os lugares disponíveis dentro do estádio e uma tabela de preços, que variam de R$ 30 a R$ 1.980 para ingressos individuais, e de R$ 594 a R$ 6.700 para pacotes com até sete entradas para assistir a jogos de diferentes rodadas. (Veja infográfico abaixo)
E quem quiser ver a abertura da Copa, vai ter que pagar bem mais caro pelas entradas. O ingresso para a partida, que vale pela primeira fase da competição, custa mais que o dobro do que o dos outros jogos da mesma etapa. Na categoria um 1 (que dá acesso aos melhores lugares), o preço chega a R$ 990 contra R$ 350 de um ingresso para qualquer outro jogo desta fase.
Garantir um lugar na final também não sai barato. Uma entrada na categoria 4, que é mais em conta, não fica por menos que R$ 330.
domingo, 18 de agosto de 2013
Desembolso para cobrir custo das termelétricas já é o é dobro do previsto
uso contínuo de energia das termelétricas gerou um gasto bilionário para o governo. O valor desembolsado até junho pode chegar ao dobro do previsto para o ano.
O pagamento dessa energia, mais cara e mais poluente, somava até junho R$ 3,9 bilhões, segundo a Eletrobras. Em maio, o ministro Edison Lobão (Minas e Energia) estimou em R$ 2 bilhões o gasto até o fim do ano.
A despesa será repassada aos consumidores, ao longo de cinco anos. Segundo o ministro, trará um aumento máximo de 3% na tarifa.
Apesar de o relatório de gastos ser contabilizado pela Eletrobras, o ministério contesta os valores. Em nota, técnicos argumentam que outras despesas foram incluídas. O valor efetivo despendido foi de R$ 3 bilhões.
Ainda assim, há um aumento em relação aos últimos anos. No ano passado, as térmicas custaram R$ 1,7 bilhão, de acordo com a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica). Em 2010 e em 2011, foram R$ 670 milhões e R$ 6,1 milhões, respectivamente.
As termelétricas funcionam como um estoque de emergência de eletricidade. Se os reservatórios das hidrelétricas estão com nível baixo de água, o governo autoriza o uso das térmicas (movidas a gás, óleo e carvão) para garantir o abastecimento.
Desde o fim do ano passado, as térmicas vêm sendo mais usadas e por mais tempo. Os recursos para evitar que isso bata diretamente no bolso do consumidor saem da CDE (Conta de Desenvolvimento Energético), uma espécie de fundo que banca, por exemplo, o programa Luz Para Todos. O Tesouro tem injetado dinheiro na conta.
No início de julho, o saldo da CDE estava em apenas R$ 371,2 milhões. Foram repassados R$ 4,9 bilhões vindos de outro fundo do setor elétrico (RGR -Reserva Global de Reversão). Na semana passada, o Tesouro realizou um terceiro repasse. Já foram injetados R$ 2 bilhões.
sábado, 17 de agosto de 2013
TSE assinou termo em 2011 para disponibilizar dados de eleitores com a Caixa
Vamos compartilhar O convênio para ceder dados de eleitores para a Serasa não foi o único acordo de compartilhamento de informações firmado pelo Tribunal Superior Eleitoral. Em 2011, o TSE assinou termo de cooperação com a Caixa Econômica Federal, com cláusula de sigilo, para disponibilizar dados de eleitores para o banco com o objetivo de agilizar o pagamento de programas sociais, como o Bolsa Família. Outro, com a Abin, prevê o fornecimento de dispositivos criptográficos ao tribunal.
Pente-fino Na esteira do escândalo da Serasa, o TSE criou uma comissão para analisar todos os convênios envolvendo informações cadastrais do órgão. Técnicos terão 15 dias apresentar resultado.
Dúvida cruel Até ontem, interlocutores de Dilma Rousseff no Planalto diziam que a presidente ainda estava indecisa sobre a nomeação do novo procurador-geral da República, o que surpreendeu assessores e ministros.
Petit comité Michel Temer marcou para segunda-feira uma reunião no Palácio do Jaburu com os petistas Rui Falcão e Aloizio Mercadante para discutir o cenário eleitoral de 2014. O senador Eunício Oliveira (PMDB-CE) também deve participar.
Plataforma 1 O ex-presidente Lula se reuniu por quatro horas ontem, em Osasco, com prefeitos do PT na Grande São Paulo. Pediu o reforço das gestões do partido na região para impulsionar a candidatura de Dilma no Estado.
Plataforma 2 O petista destacou a mobilidade como principal tema dos grandes centros urbanos e pediu aos prefeitos que priorizem ações e investimentos em parceria com o governo federal.
Mote Ao dizer que as demandas apresentadas nos protestos de rua são semelhantes a bandeiras que o próprio PT empunhou por anos, Lula brincou: "Talvez o único ponto diferente fosse uma faixa com críticas ao FMI".
Faltou... Fernando Haddad disse à secretária Leda Paulani (Planejamento) que não gostou da forma como ela explicou a mudança do enquadramento das obras viárias do Arco do Futuro no Plano de Metas da prefeitura.
... combinar A ideia discutida no núcleo duro do prefeito era transformar as obras em operações urbanas para incluí-las no PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), mas sem excluir o compromisso de "licitar, licenciar, projetar e garantir fonte de financiamento" o Arco.
50 tons Na verdade, a meta de licitar e garantir recursos para as obras já é um recuo em relação à campanha eleitoral, quando Haddad prometia executar as obras em seu mandato.
Contra... A Polícia Federal em São Paulo quer concluir no fim do ano ou no início de 2014 a investigação sobre a suspeita de formação de cartel em licitações de trem e metrô no Estado. Quer evitar acusação de uso eleitoral caso a apuração se estenda.
... o relógio A instituição já realizou uma investigação preliminar sobre as denúncias de corrupção no setor, mas espera receber até setembro uma autorização da Justiça para acessar o material apreendido pelo Cade na sede das empresas suspeitas.
Vacina O líder do PT na Câmara, José Guimarães (PT-CE), apresentou projeto de lei complementar propondo a extinção gradativa da multa de 10% do FGTS até 2017. É uma tentativa de mitigar a esperada derrubada do veto de Dilma à extinção da multa.
Ontem e hoje O mesmo Guimarães, no entanto, defendeu a extinção da multa durante reunião com empresários em maio deste ano.
sexta-feira, 16 de agosto de 2013
Senado apura gasto de R$ 2 milhões com selos
Senado gastou quase R$ 2 milhões com a compra de 1,4 milhão de selos - considerando o valor de R$ 1,20 para uma carta comum - em um ano e quatro meses, mas não sabe o que foi feito com o material. Uma auditoria, aberta em junho, apura as despesas dos senadores e da área administrativa com a chamada cota postal. Funcionários já foram afastados e a distribuição de mais selos, proibida.
O gasto em selos seria suficiente para distribuir uma correspondência para cada morador de Goiânia, com 1,3 milhão de habitantes; ou 18 mil selos por senador. O que intriga os responsáveis pela auditoria é que não há previsão nas normas da Casa para a compra de selos.
As correspondências dos senadores e da Casa são seladas por meio de uma máquina franqueadora, equipamento utilizado para imprimir o valor da postagem na correspondência, como um carimbo. Em outras palavras, não há a necessidade de selos em papel.
Segundo fontes ouvidas pelo jornal O Estado de S. Paulo, parte dos selos foi entregue a alguns senadores, que os requisitaram oficialmente, mas não há registro sobre o paradeiro da maior parte do material.
O líder do PTB, Gim Argello (DF), é um dos parlamentares que pediram selos, conforme um dos envolvidos nas investigações. A família dele é dona de agência franqueada dos Correios em Brasília. "Não me lembro, não. Foram quantos? Normalmente, mando carta quando tem aniversário de eleitor, mas não estou lembrado de ter pedido", afirmou o senador. De uma só vez, em dezembro passado, o Senado comprou R$ 360 mil em selos.
Moeda corrente - O selo é considerado moeda corrente. É fácil vender para qualquer empresa que faça uso dos serviços dos Correios. Cada selo tem um valor, a depender do peso da correspondência. O preço de envio de uma carta comercial varia de R$ 1,20 a R$ 6,40. O ato que proíbe a compra de selos foi editado em julho pelo primeiro-secretário do Senado, Flexa Ribeiro (PSDB-PA), depois de aberta a investigação.
Os senadores não têm limite para gastos com o envio de correspondências. A norma do Senado, de 1991, diz que cada parlamentar pode enviar duas para cada mil habitantes de seu Estado, mas não diz qual o volume, o preço ou o peso máximo. O que significa dizer que não faz diferença enviar uma carta ou um contêiner.
O Senado estuda a definição de um limite em reais para o envio de correspondências. Procurada pelo Estado, a assessoria de imprensa da Casa não informou os nomes e o número de funcionários afastados.
Em nota, o Senado confirmou a abertura de auditoria, motivada pela "análise dos processos de gestão", que indicaram, em maio passado, "a necessidade de reformulação da área encarregada do envio de correspondências e de postagens em geral".
O Senado explicou que só após o fim da investigação interna saberá com exatidão o número de postagens e os gastos com serviços solicitados aos Correios. O contrato da Casa com os Correios é de R$ 10,8 milhões anuais e já teve dois aditivos no mesmo valor.
De 2011 a 2013, a soma alcança R$ 32,4 milhões. O Senado informou que este ano, até julho, ao menos R$ 4,1 milhões foram pagos, "não computadas eventuais despesas anteriores, ainda não identificadas". As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
quinta-feira, 15 de agosto de 2013
Após 21 anos, alunos de São Paulo terão lição de casa, nota e boletim
O prefeito Fernando Haddad (PT) e o secretário de Educação César Callegari (PSB) apresentam, na manhã desta quinta-feira (15), um novo programa para a rede municipal de ensino. Chamado "Mais Educação São Paulo", o pacote de iniciativas faz clara referência ao programa de ensino integral do governo federal criado por Haddad enquanto ministro.
As escolas públicas municipais terão um novo regimento geral que mudará a rotina dos estudantes e professores: provas a cada dois meses (bimestrais), lição de casa, notas de 0 a 10 e boletim que poderá ser consultado pelos pais na internet.
Progressão continuada existe há 21 anos na rede municipal de São Paulo
"O ensino na rede municipal de ensino de São Paulo foi organizado em ciclos em 1992, na gestão da prefeita Luiza Erundina de Souza, filiada então ao PT (Partido dos Trabalhadores). Nesse período, o ensino fundamental de oito anos passou a ter três ciclos: ciclo 1, 1º , 2º e 3º anos; ciclo 2, 4º, 5º e 6º anos e ciclo 3, 7º e 8º anos. Em 1998, na gestão de Celso Pitta, o ensino foi reorganizado em dois ciclos: ciclo 1, correspondendo aos quatro primeiros anos do ensino fundamental, e ciclo 2, aos quatro últimos anos."
Márcia Aparecida Jacomini, no artigo "Por que a maioria dos pais e alunos defende a reprovação?"
"[O programa] procura resgatar ideias boas e velhas e [acrescentar] ideias boas e novas", afirmou o prefeito Fernando Haddad. "[É uma] combinação virtuosa, com resgate de uma escola que passou por um suposto processo de modernização."
Segundo diagnóstico da Prefeitura, apenas 34% dos alunos apresentam conhecimento adequado ou avançado em português e 27% em matemática. Na 8ª série, 23% está com nível adequado e avançado em português e 10% apresenta esse resultado em matemática.
As mudanças passam a valer a partir de 2014 e o texto está sob consulta pública (com recebimento de sugestões de mudança) até o dia 15 de setembro.
Há 21 anos, o município havia implantado a chamada progressão continuada, uma concepção em que não há reprovação todos os anos e existem ciclos -- a ideia é que os alunos têm diferentes ritmos e tempos para a aprendizagem.
Ideias "velhas"
A retenção (reprovação) dos alunos poderá acontecer em cinco momentos -- atualmente, ela só é possível ao final do 5º ano (antiga 4ª série) e ao final do 9º ano (antiga 8ª série). Com as mudanças propostas, um estudante da rede municipal pode ser reprovado ao final dos 3º, 6º, 7º, 8º e 9º anos.
Mais sobre o novo programa
Até 2016, prefeitura de SP promete investir R$ 2,3 bilhões em obras
Programa municipal de educação de SP fica sob consulta pública até 15/9
"Em dois ciclos, havia pouca possibilidade de retenção. [E isso] para mim é ruim porque o aluno perde a referência, o aluno acaba não conseguindo acompanhar seu desenvolvimento no tempo", afirmou Haddad.
Os alunos também passarão a ser avaliados com notas de 0 a 10 em vez de receberem conceitos como "suficiente" e "insuficiente" -- a média para ser aprovado deve ficar em 5, segundo Callegari.
"Boletim, prova e lição de casa são a melhor estratégia para envolver a família", disse Haddad. "São elementos centrais que se perderam [com o tempo]".
Ideias "novas"
Junto ao retorno de práticas consideradas tradicionais, o governo municipal propõe algumas novidades. As medidas que vão interferir mais diretamente na rotina dos estudantes são a mudança da composição e caráter dos ciclos e a permanência da figura do professor de sala no 6º ano (antiga 5ª série quando os estudantes passam a ter diversos professores em vez de um único responsável pela turma).
A divisão dos anos de escola ficará assim:
1. Ciclo da alfabetização: vai do 1º ao 3º ano (do antigo pré à antiga 2ª série) e tem como objetivo a alfabetização dos estudantes
2. Ciclo interdisciplinar: será composto dos 4º, 5º e 6º anos e, como o nome sugere, terá ênfase na abordagem interdisciplinar dos conteúdos (ou seja, um mesmo tema será estudado nas diversas matérias) em projetos. Há previsão de docentes para o desenvolvimento dos projetos
3. Ciclo autoral: reunirá os anos entre o 7º e o 9º e a intenção é que o estudante esteja preparado para articular os conhecimentos adquiridos de maneira individualizada. Ao final do 9º ano, será elaborado um TCC (Trabalho de Conclusão de Curso), um tipo de produção que é mais usual no ensino superior
Ao manter apenas um professor para as aulas de por português e matemática no 6º ano (antiga 5ª série), a intenção é "fazer uma transição mais suave" entre o os anos iniciais e finais do ensino fundamental. As avaliações nacional mostram queda no desempenho dos alunos no fundamental 2 -- fase considerada de difícil adaptação para o aluno que deixa de ter um professor de classe e poucas matérias para uma rotina com diversos docentes e disciplinas novas como biologia e história.
A adesão mais ampla ao programa federal de educação integral (Mais Educação) e a implantação de uma rede de formação de professores com cursos semi-presenciais (por meio de um outro programa federal, a UAB - Universidade Aberta do Brasil) são outras "ideias boas e novas" na concepção do "Mais Educação São Paulo".
Após 21 anos, alunos de São Paulo terão lição de casa, nota e boletim
O prefeito Fernando Haddad (PT) e o secretário de Educação César Callegari (PSB) apresentam, na manhã desta quinta-feira (15), um novo programa para a rede municipal de ensino. Chamado "Mais Educação São Paulo", o pacote de iniciativas faz clara referência ao programa de ensino integral do governo federal criado por Haddad enquanto ministro.
As escolas públicas municipais terão um novo regimento geral que mudará a rotina dos estudantes e professores: provas a cada dois meses (bimestrais), lição de casa, notas de 0 a 10 e boletim que poderá ser consultado pelos pais na internet.
Progressão continuada existe há 21 anos na rede municipal de São Paulo
"O ensino na rede municipal de ensino de São Paulo foi organizado em ciclos em 1992, na gestão da prefeita Luiza Erundina de Souza, filiada então ao PT (Partido dos Trabalhadores). Nesse período, o ensino fundamental de oito anos passou a ter três ciclos: ciclo 1, 1º , 2º e 3º anos; ciclo 2, 4º, 5º e 6º anos e ciclo 3, 7º e 8º anos. Em 1998, na gestão de Celso Pitta, o ensino foi reorganizado em dois ciclos: ciclo 1, correspondendo aos quatro primeiros anos do ensino fundamental, e ciclo 2, aos quatro últimos anos."
Márcia Aparecida Jacomini, no artigo "Por que a maioria dos pais e alunos defende a reprovação?"
"[O programa] procura resgatar ideias boas e velhas e [acrescentar] ideias boas e novas", afirmou o prefeito Fernando Haddad. "[É uma] combinação virtuosa, com resgate de uma escola que passou por um suposto processo de modernização."
Segundo diagnóstico da Prefeitura, apenas 34% dos alunos apresentam conhecimento adequado ou avançado em português e 27% em matemática. Na 8ª série, 23% está com nível adequado e avançado em português e 10% apresenta esse resultado em matemática.
As mudanças passam a valer a partir de 2014 e o texto está sob consulta pública (com recebimento de sugestões de mudança) até o dia 15 de setembro.
Há 21 anos, o município havia implantado a chamada progressão continuada, uma concepção em que não há reprovação todos os anos e existem ciclos -- a ideia é que os alunos têm diferentes ritmos e tempos para a aprendizagem.
Ideias "velhas"
A retenção (reprovação) dos alunos poderá acontecer em cinco momentos -- atualmente, ela só é possível ao final do 5º ano (antiga 4ª série) e ao final do 9º ano (antiga 8ª série). Com as mudanças propostas, um estudante da rede municipal pode ser reprovado ao final dos 3º, 6º, 7º, 8º e 9º anos.
Mais sobre o novo programa
Até 2016, prefeitura de SP promete investir R$ 2,3 bilhões em obras
Programa municipal de educação de SP fica sob consulta pública até 15/9
"Em dois ciclos, havia pouca possibilidade de retenção. [E isso] para mim é ruim porque o aluno perde a referência, o aluno acaba não conseguindo acompanhar seu desenvolvimento no tempo", afirmou Haddad.
Os alunos também passarão a ser avaliados com notas de 0 a 10 em vez de receberem conceitos como "suficiente" e "insuficiente" -- a média para ser aprovado deve ficar em 5, segundo Callegari.
"Boletim, prova e lição de casa são a melhor estratégia para envolver a família", disse Haddad. "São elementos centrais que se perderam [com o tempo]".
Ideias "novas"
Junto ao retorno de práticas consideradas tradicionais, o governo municipal propõe algumas novidades. As medidas que vão interferir mais diretamente na rotina dos estudantes são a mudança da composição e caráter dos ciclos e a permanência da figura do professor de sala no 6º ano (antiga 5ª série quando os estudantes passam a ter diversos professores em vez de um único responsável pela turma).
A divisão dos anos de escola ficará assim:
1. Ciclo da alfabetização: vai do 1º ao 3º ano (do antigo pré à antiga 2ª série) e tem como objetivo a alfabetização dos estudantes
2. Ciclo interdisciplinar: será composto dos 4º, 5º e 6º anos e, como o nome sugere, terá ênfase na abordagem interdisciplinar dos conteúdos (ou seja, um mesmo tema será estudado nas diversas matérias) em projetos. Há previsão de docentes para o desenvolvimento dos projetos
3. Ciclo autoral: reunirá os anos entre o 7º e o 9º e a intenção é que o estudante esteja preparado para articular os conhecimentos adquiridos de maneira individualizada. Ao final do 9º ano, será elaborado um TCC (Trabalho de Conclusão de Curso), um tipo de produção que é mais usual no ensino superior
Ao manter apenas um professor para as aulas de por português e matemática no 6º ano (antiga 5ª série), a intenção é "fazer uma transição mais suave" entre o os anos iniciais e finais do ensino fundamental. As avaliações nacional mostram queda no desempenho dos alunos no fundamental 2 -- fase considerada de difícil adaptação para o aluno que deixa de ter um professor de classe e poucas matérias para uma rotina com diversos docentes e disciplinas novas como biologia e história.
A adesão mais ampla ao programa federal de educação integral (Mais Educação) e a implantação de uma rede de formação de professores com cursos semi-presenciais (por meio de um outro programa federal, a UAB - Universidade Aberta do Brasil) são outras "ideias boas e novas" na concepção do "Mais Educação São Paulo".
quarta-feira, 14 de agosto de 2013
Primeiro mês do Mais Médicos tem 1.096 profissionais brasileiros e 522 estrangeiros
primeiro mês do Programa Mais Médicos teve um total de 1618 profissionais - 1.096 brasileiros e 522 estrangeiros - inscritos. O número representa 10% da demanda dos munícipios por médicos. Os dados foram apresentados pelo Ministério da Saúde nesta quarta-feira (14) em Brasília.
Entenda a proposta do governo
Governo Federal quer atrair médicos para atuarem nas periferias e no interior do país
Segundo o secretário do Ministério da Saúde Mozart Sales, do total de inscritos, 761 médicos vão para regiões consideradas de alta vulnerabilidade. Sales também informou que 68% dos participantes possuem registro profissional no Brasil, 58% são homens, e 71% se formaram nos últimos 10 anos.
Dos 522 médicos inscritos com registro fora do país, 164 deles são brasileiros formados em outros locais, como Espanha, Cuba, Argentina e Portugal. Destes, 56% irão para a periferia e 44% para regiões de alta vulnerabilidade. Estes médicos vieram de 32 países; 63% deles são homens e a maioria está no primeiro terço da carreira. Muitos dos médicos de fora do Brasil vieram de regiões de fronteira com outros países, segundo o secretário.
O programa irá atender 579 municípios e 18 distritos sanitários indígenas, o que representa apenas 16% dos que fizeram inscrição para receber médicos. Desses, mais da metade está em situação de extrema pobreza. Dos 3.511 municípios inscritos, 703 não foram selecionados por nenhum médico.
O Nordeste foi a região com maior contingente de vagas preenchidas, com um total de 547 médicos. No Centro-Oeste, 158 homologaram as inscrições. No Sudeste, houve 371 homologações e, no Sul, 103.
Os profissionais inscritos vão receber uma bolsa de R$ 10 mil reais. Segundo o edital, quem desistir nos primeiros meses do programa terá que reembolsar os valores recebidos a título de ajuda de custo e passagens. O mesmo vale para médicos que exercerem a profissão fora do SUS. No caso de estrangeiros, o profissional ainda terá seu visto cancelado.
O ministro da Saúde Alexandre Padilha frisou que o resultado desse primeiro mês de inscrições mostra que faltam médicos para atuar em regiões carentes do país.
Padilha lembra que em 19 de agosto o sistema será reaberto novamente para inscrição de municípios e, depois, haverá uma nova seleção no final do ano. "Queremos evitar troca de médicos e impedir que profissionais troquem os vínculos com a prefeitura onde atuam para entrar no programa. É o Mais Médicos e não o 'troca de médicos'".
O ministro disse que ainda há médicos de dentro e fora do país interessados no programa. "Vários que concluíram a formação agora em julho expressaram interesse. E há também profissionais de outros países, que estavam de férias, também interessados".
Para ele, o mais importante é que "6 milhões de pessoas passarão a ser atendidos a partir de setembro e 95% do municípios que solicitaram médicos executaram ou estão executando melhorias na infraestrutura"
Estrangeiros
Entre 15 a 18 de agosto, há um contigente de profissionais que terá de fazer a validação final de sua documentação para que seja emitida a passagem, o que acontecerá após verificação de todos os dados. Já entre 23 e 25 agosto, os médicos estrangeiros receberão um curso de acolhimento para iniciar sua atuação no território brasileiro.
Em setembro, esses médicos com registro do exterior, inclusive brasileiros, irão se concentrar em oito capitais para avaliação e acolhimento. Serão três semanas iniciais para avaliação da língua portuguesa e instruções sobre doenças tropicais. Além disso, os profissionais vão passar por avaliações e receberão conteúdos das instituições vinculadas ao programa. Aqueles que forem aprovados chegarão em 1º de outubro aos municípios escolhidos.
"Eles não farão a revalidação do diploma. Quem irá avaliar a qualidade desses profissionais são as universidades federais vinculadas ao programa. Eles serão acompanhados durante três semanas e queremos um profissional com dedicação total ao SUS, à periferia ou ao interior, não que venha para abrir sua clínica", explicou Padilha.
terça-feira, 13 de agosto de 2013
Banco do Brasil desbanca Itaú e tem maior lucro da história dos bancos
Banco do Brasil (BBAS3), maior instituição financeira da América Latina, teve o maior lucro líquido da história dos bancos no país, com ganhos de R$ 10,03 bilhões no primeiro semestre. Com isso, o BB desbanca o Itaú Unibanco (ITUB4) entre os maiores lucros de bancos privados no país.
Maiores lucros de bancos no primeiro semestre
Banco
Lucro (em R$ bilhões)
Ano
Banco do Brasil
10
2013
Itaú Unibanco
7,2
2013
Itaú Unibanco
7,1
2011
Itaú Unibanco
6,7
2012
Itaú Unibanco
6,3
2010
Banco do Brasil
6,2
2011
Bradesco
5,8
2013
Bradesco
5,6
2012
Banco do Brasil
5,5
2012
Bradesco
5,4
2011
Fonte: Economatica
O lucro de R$ 7,2 bilhões do Itaú Unibanco no primeiro semestre é, agora, o segundo maior entre os bancos do país.
Nos últimos quatro anos, o Itaú ocupou o topo do ranking dos maiores lucros da história dos bancos brasileiros no primeiro semestre.
Os dados são da consultoria Economatica.
Banco do Brasil
O lucro do Banco do Brasil no semestre foi puxado pelo forte resultado do segundo trimestre, quando registrou lucro líquido de R$ 7,47 bilhões, cerca de duas vezes e meia acima do resultado positivo obtido um ano antes.
O desempenho foi impulsionado pela venda bilionária de ações de sua área de previdência, seguros e capitalização, a BB Seguridade (BBSE3).
O banco ainda anunciou dividendos de R$ 2,177 bilhões, ou cerca de R$ 0,7769 por ação, relativos ao segundo trimestre, que serão pagos em 30 de agosto.
No primeiro trimestre, o banco teve lucro líquido de R$ 2,56 bilhões.
Inadimplência cai para menor patamar em 11 anos
O indicador de inadimplência do Banco do Brasil, com dívidas maiores que três meses, caiu para o menor patamar em 11 anos, segundo o balanço do banco.
Mantendo tendência iniciada em meados de 2012, o banco expandiu suas operações de crédito no segundo trimestre.
A carteira de crédito ampliada do Banco do Brasil encerrou junho em R$ 638,628 bilhões, expansão de 7,7% ante março e de 25,7% em 12 meses.
Os destaques do período foram as carteiras pessoa jurídica e de agronegócios, que registraram aumentos em 12 meses de 28,8% e 32,8%, respectivamente.
Ao final de junho, o BB ampliou sua liderança em crédito no sistema financeiro nacional, atingindo 20,8% de participação de mercado.
Os empréstimos destinados à pessoa física totalizaram R$ 161,550 bilhões no segundo trimestre, aumento de 15,9% em doze meses e de 3,3% sobre março, respondendo por 25,3% da carteira de crédito do banco.
Já os recursos destinados às pessoas jurídicas somaram R$ 300,142 bilhões, com elevação de 28,8% e 5,4%, respectivamente. Esse segmento responde por 47,0% da carteira de crédito total do BB.
As despesas com provisões para calotes cresceram 14,8% na comparação com o mesmo período de 2012, para R$ 4,22 bilhões. Segundo o banco, as provisões aumentaram devido ao aumento da carteira de crédito e do maior montante de recuperação de perdas no segundo trimestre.
Retorno
Apesar de números fortes no crédito e baixa inadimplência, o banco teve menor margem financeira líquida no período. O indicador caiu 5,8% ante o ano anterior, para R$ 7,47 bilhões. Outro dado negativo foi o resultado de tesouraria, que caiu 16,2% ante o mesmo trimestre do ano passado, para R$ 2,45 bilhões.
O banco fechou junho com ativos totais de R$ 1,214 trilhão, avanço de 15,5% em relação a um ano antes.
O retorno sobre patrimônio líquido (ROE) ajustado --sem considerar efeitos extraordinários no lucro-- foi de 16,4%, recuo ante o índice de 21,2% um ano antes.
O banco também divulgou retorno de 51,8% contra 21,4% em um ano, impactado pela alienação das ações da BB Seguridade. O BB encerrou o segundo trimestre com patrimônio líquido médio de R$ 64,721 bilhões, montante 6,4% superior ao visto em igual intervalo de 2012.
Banco do Brasil desbanca Itaú e tem maior lucro da história dos bancos
Banco do Brasil (BBAS3), maior instituição financeira da América Latina, teve o maior lucro líquido da história dos bancos no país, com ganhos de R$ 10,03 bilhões no primeiro semestre. Com isso, o BB desbanca o Itaú Unibanco (ITUB4) entre os maiores lucros de bancos privados no país.
Maiores lucros de bancos no primeiro semestre
Banco
Lucro (em R$ bilhões)
Ano
Banco do Brasil
10
2013
Itaú Unibanco
7,2
2013
Itaú Unibanco
7,1
2011
Itaú Unibanco
6,7
2012
Itaú Unibanco
6,3
2010
Banco do Brasil
6,2
2011
Bradesco
5,8
2013
Bradesco
5,6
2012
Banco do Brasil
5,5
2012
Bradesco
5,4
2011
Fonte: Economatica
O lucro de R$ 7,2 bilhões do Itaú Unibanco no primeiro semestre é, agora, o segundo maior entre os bancos do país.
Nos últimos quatro anos, o Itaú ocupou o topo do ranking dos maiores lucros da história dos bancos brasileiros no primeiro semestre.
Os dados são da consultoria Economatica.
Banco do Brasil
O lucro do Banco do Brasil no semestre foi puxado pelo forte resultado do segundo trimestre, quando registrou lucro líquido de R$ 7,47 bilhões, cerca de duas vezes e meia acima do resultado positivo obtido um ano antes.
O desempenho foi impulsionado pela venda bilionária de ações de sua área de previdência, seguros e capitalização, a BB Seguridade (BBSE3).
O banco ainda anunciou dividendos de R$ 2,177 bilhões, ou cerca de R$ 0,7769 por ação, relativos ao segundo trimestre, que serão pagos em 30 de agosto.
No primeiro trimestre, o banco teve lucro líquido de R$ 2,56 bilhões.
Inadimplência cai para menor patamar em 11 anos
O indicador de inadimplência do Banco do Brasil, com dívidas maiores que três meses, caiu para o menor patamar em 11 anos, segundo o balanço do banco.
Mantendo tendência iniciada em meados de 2012, o banco expandiu suas operações de crédito no segundo trimestre.
A carteira de crédito ampliada do Banco do Brasil encerrou junho em R$ 638,628 bilhões, expansão de 7,7% ante março e de 25,7% em 12 meses.
Os destaques do período foram as carteiras pessoa jurídica e de agronegócios, que registraram aumentos em 12 meses de 28,8% e 32,8%, respectivamente.
Ao final de junho, o BB ampliou sua liderança em crédito no sistema financeiro nacional, atingindo 20,8% de participação de mercado.
Os empréstimos destinados à pessoa física totalizaram R$ 161,550 bilhões no segundo trimestre, aumento de 15,9% em doze meses e de 3,3% sobre março, respondendo por 25,3% da carteira de crédito do banco.
Já os recursos destinados às pessoas jurídicas somaram R$ 300,142 bilhões, com elevação de 28,8% e 5,4%, respectivamente. Esse segmento responde por 47,0% da carteira de crédito total do BB.
As despesas com provisões para calotes cresceram 14,8% na comparação com o mesmo período de 2012, para R$ 4,22 bilhões. Segundo o banco, as provisões aumentaram devido ao aumento da carteira de crédito e do maior montante de recuperação de perdas no segundo trimestre.
Retorno
Apesar de números fortes no crédito e baixa inadimplência, o banco teve menor margem financeira líquida no período. O indicador caiu 5,8% ante o ano anterior, para R$ 7,47 bilhões. Outro dado negativo foi o resultado de tesouraria, que caiu 16,2% ante o mesmo trimestre do ano passado, para R$ 2,45 bilhões.
O banco fechou junho com ativos totais de R$ 1,214 trilhão, avanço de 15,5% em relação a um ano antes.
O retorno sobre patrimônio líquido (ROE) ajustado --sem considerar efeitos extraordinários no lucro-- foi de 16,4%, recuo ante o índice de 21,2% um ano antes.
O banco também divulgou retorno de 51,8% contra 21,4% em um ano, impactado pela alienação das ações da BB Seguridade. O BB encerrou o segundo trimestre com patrimônio líquido médio de R$ 64,721 bilhões, montante 6,4% superior ao visto em igual intervalo de 2012.
segunda-feira, 12 de agosto de 2013
Em 13 jogos, São Paulo tem metade dos pontos do Corinthians rebaixado
Penúltimo colocado do Campeonato Brasileiro de 2013, o São Paulo tem motivos de sobra para ficar assustado com a campanha. O time tricolor somou apenas nove pontos em 13 rodadas, praticamente a metade do que o Corinthians havia feito no mesmo período no ano em que foi rebaixado.
O São Paulo colecionou no domingo mais uma derrota no torneio, perdendo para a Portuguesa por 2 a 1, no Canindé.
Em 2007, quando caiu para a segunda divisão do Campeonato Brasileiro, o Corinthians tinha 17 pontos na 13ª rodada. O time alvinegro acabou aquela edição da competição nacional com 44 pontos.
Rogério Ceni deve continuar como batedor oficial de pênaltis no São Paulo? Opine
Blog do Menon: Para não cair, São Paulo precisa contratar. É a última chance
Apesar de derrota, Paulo Autuori enaltece profundidade do São Paulo
Aloísio culpa impulso por mão na bola. E você, o que achou?
APROVEITAMENTO DO SÃO PAULO DESABA COM AUTUORI
O técnico Paulo Autuori completou no último domingo o primeiro mês à frente do São Paulo. E nesse período, o comandante conseguiu aprofundar ainda mais a crise que ele encontrou do Morumbi. Desde que o treinador assumiu, os números da equipe desabaram. Autuori comandou o São Paulo em dez jogos, com uma vitória, um empate e oito derrotas. Ele tem um aproveitamento de 13,3% à frente da equipe paulista..
Aproveitamento do São Paulo desaba em primeiro mês nas mãos de Paulo Autuori
Entre os rivais, quem mais se aproxima do atual São Paulo é o Palmeiras do ano passado. O time alviverde, que também acabou o Campeonato Brasileiro rebaixado, tinha dez pontos na 13ª rodada de 2012.
Na história dos pontos corridos, o pior aproveitamento do São Paulo em 13 rodadas antes deste ano havia sido registrado em 2009. Naquela competição, a equipe do Morumbi conseguiu 15 pontos nesse período.
O alento para a torcida tricolor é que o São Paulo reagiu em 2009. Com 65 pontos, o time do Morumbi acabou aquele Campeonato Brasileiro na terceira colocação.
domingo, 11 de agosto de 2013
Peões comentam sobre suposta invasão do "Pânico" na fazenda
Antes da transmissão do link ao vivo de "A Fazenda" ser interrompido na manhã deste domingo (11), Andressa Urach e a Mulher Filé comentaram com os outros participantes sobre as notícias que elas ouviram sendo pronunciadas em um auto falante fora da casa, que segundo a vice Miss Bumbum foi uma brincadeira de um programa de televisão de outra emissora.
"O Anderson Silva perdeu a última luta e o Brasil é o campeão da Copa das Confederações. A gente ouviu um monte de notícias agora. Acho que foi por isso que mandaram a gente entrar", contou Yani para Paulo Nunes, Yudi Tamashiro e Beto Malfacini ao chegar na cozinha.
Preocupada, a fazendeira da semana pediu para a Mulher Filé não comentar mais sobre o assunto: "É pegadinha. Não dá para a gente ficar falando. Alguém fez de sacanagem com a gente. Alguém de outra emissora".
Curioso, Yudi insistiu para Yani contar mais novidades para ele. Sem ceder ao pedido do apresentador, a Mulher Filé colocou um ponto final no assunto dizendo que não queria ouvir mais nada a respeito.
Fãs do reality show repercutem a "invasão" nas redes sociais
Após o sinal ser cortado, os fãs do reality show começaram a comentar nas redes sociais que o programa "Pânico" invadiu "A Fazenda" novamente .
Muitos disseram que o humorístico repetiu a brincadeira feita na segunda edição do reality show, em 2009, quando o personagem Impostor sobrevoou a fazenda com um ultraleve e contou novidades do mundo externo aos confinados.
Além de ficarem sabendo que a seleção brasileira venceu a Copa das Confederações e Anderson Silva não é mais campeão do UFC, os internautas disseram que o "Pânico" também contou as peoas que Scheila Carvalho foi traída pelo marido, o cantor Toni Sales, e que Aryane Steinkopf é casada com o próprio empresário, Wellington Júnior.
sábado, 10 de agosto de 2013
Auditor da campanha de Dilma apontou falta de comprovantes de R$ 2 milhões
Jogo de empurra O auditor fiscal Rodrigo Lacombe, que apreciou no Tribunal Superior Eleitoral as contas da campanha de Dilma Rousseff em 2010, afirmou ter apontado, à época, falta de documentos para comprovar R$ 2 milhões em gastos com passagens aéreas. Em depoimento no ano passado, Lacombe acusou a secretária de controle interno do TSE, Mary Ellen Gomide, de ter ordenado a supressão desse trecho do parecer. Segundo ele, Mary atribuiu a decisão ao ministro Ricardo Lewandowski.
Eu, não Ouvida por uma comissão de sindicância interna, em novembro de 2012, a ex-secretária do TSE negou ter pedido que Rodrigo Lacombe fizesse qualquer alteração no relatório. Também negou que Lewandowski tenha pedido mudanças.
Bula Em 2010, em resposta a e-mail da ex-diretora do TSE Patrícia Landi sobre problemas detectados na prestação, o ministro disse que, se o erros fossem de natureza "formal", as contas deveriam ser aprovadas com ressalvas, o que de fato ocorreu.
Como faz? Lewandowski ponderou que o plenário do TSE dificilmente iria contra parecer do órgão de exame de contas. "E, então, vamos estar com um problemão", escreveu. "Não estamos lidando com as contas de um boteco de esquina, mas de um comitê de uma presidente com mais de 50 milhões de votos", disse, no e-mail.
Ressalva Por fim, na resposta à ex-diretora, o então presidente do TSE diz: "Se as contas apresentarem problemas sérios, como doações de fontes ilegais ou de lavagem de dinheiro, devemos agir com o máximo rigor possível". Lewandowski não foi encontrado ontem pela coluna para comentar o caso.
A favorita 1 Em entrevista ao programa "É Notícia", que vai ao ar à 0h30 de domingo para segunda-feira na Rede TV!, Luis Fernando Veríssimo afirma que Dilma deve ser reeleita e que considera improvável a hipótese de candidatura de Lula.
A favorita 2 "Seria até um erro se tentasse voltar o Lula", diz o escritor, que elogia o governo, mas diz que Dilma perdeu o "ímpeto" de punir casos de corrupção que demonstrou nos primeiros anos de seu mandato.
Redução... Apesar de lutar contra a criação de uma CPI para investigar a formação de cartel em licitações de trem e metrô em São Paulo, a bancada do governo Geraldo Alckmin na Assembleia Legislativa deve aprovar convite para ouvir o secretário Jurandir Fernandes (Transportes Metropolitanos) na Comissão de Transportes.
... de danos Os tucanos acreditam que, assim, enfraquecem o discurso da oposição, que insiste na criação de uma CPI para apurar as acusações que abrangem as administrações tucanas no Estado desde 1999. A Comissão de Transportes é presidida por João Caramez (PSDB).
Vem... A cúpula do PT admite que as manifestações de junho fortaleceram a imagem do senador Eduardo Suplicy e tornaram de alto risco uma decisão partidária para impedir sua candidatura à reeleição em 2014.
...pra urna Os petistas queriam ceder a vaga na chapa a algum aliado, mas agora dizem que ele pode representar a voz das ruas. Também acham que rifar o senador em nome de uma costura política pode dar uma imagem negativa ao partido.
Visita à Folha Renato Lessa, presidente da Fundação Biblioteca Nacional, visitou ontem a Folha. Estava acompanhado de José Castilho Marques Neto, secretário-executivo do Plano Nacional do Livro e da Leitura do Ministério da Educação.
Auditor da campanha de Dilma apontou falta de comprovantes de R$ 2 milhões
Jogo de empurra O auditor fiscal Rodrigo Lacombe, que apreciou no Tribunal Superior Eleitoral as contas da campanha de Dilma Rousseff em 2010, afirmou ter apontado, à época, falta de documentos para comprovar R$ 2 milhões em gastos com passagens aéreas. Em depoimento no ano passado, Lacombe acusou a secretária de controle interno do TSE, Mary Ellen Gomide, de ter ordenado a supressão desse trecho do parecer. Segundo ele, Mary atribuiu a decisão ao ministro Ricardo Lewandowski.
Eu, não Ouvida por uma comissão de sindicância interna, em novembro de 2012, a ex-secretária do TSE negou ter pedido que Rodrigo Lacombe fizesse qualquer alteração no relatório. Também negou que Lewandowski tenha pedido mudanças.
Bula Em 2010, em resposta a e-mail da ex-diretora do TSE Patrícia Landi sobre problemas detectados na prestação, o ministro disse que, se o erros fossem de natureza "formal", as contas deveriam ser aprovadas com ressalvas, o que de fato ocorreu.
Como faz? Lewandowski ponderou que o plenário do TSE dificilmente iria contra parecer do órgão de exame de contas. "E, então, vamos estar com um problemão", escreveu. "Não estamos lidando com as contas de um boteco de esquina, mas de um comitê de uma presidente com mais de 50 milhões de votos", disse, no e-mail.
Ressalva Por fim, na resposta à ex-diretora, o então presidente do TSE diz: "Se as contas apresentarem problemas sérios, como doações de fontes ilegais ou de lavagem de dinheiro, devemos agir com o máximo rigor possível". Lewandowski não foi encontrado ontem pela coluna para comentar o caso.
A favorita 1 Em entrevista ao programa "É Notícia", que vai ao ar à 0h30 de domingo para segunda-feira na Rede TV!, Luis Fernando Veríssimo afirma que Dilma deve ser reeleita e que considera improvável a hipótese de candidatura de Lula.
A favorita 2 "Seria até um erro se tentasse voltar o Lula", diz o escritor, que elogia o governo, mas diz que Dilma perdeu o "ímpeto" de punir casos de corrupção que demonstrou nos primeiros anos de seu mandato.
Redução... Apesar de lutar contra a criação de uma CPI para investigar a formação de cartel em licitações de trem e metrô em São Paulo, a bancada do governo Geraldo Alckmin na Assembleia Legislativa deve aprovar convite para ouvir o secretário Jurandir Fernandes (Transportes Metropolitanos) na Comissão de Transportes.
... de danos Os tucanos acreditam que, assim, enfraquecem o discurso da oposição, que insiste na criação de uma CPI para apurar as acusações que abrangem as administrações tucanas no Estado desde 1999. A Comissão de Transportes é presidida por João Caramez (PSDB).
Vem... A cúpula do PT admite que as manifestações de junho fortaleceram a imagem do senador Eduardo Suplicy e tornaram de alto risco uma decisão partidária para impedir sua candidatura à reeleição em 2014.
...pra urna Os petistas queriam ceder a vaga na chapa a algum aliado, mas agora dizem que ele pode representar a voz das ruas. Também acham que rifar o senador em nome de uma costura política pode dar uma imagem negativa ao partido.
Visita à Folha Renato Lessa, presidente da Fundação Biblioteca Nacional, visitou ontem a Folha. Estava acompanhado de José Castilho Marques Neto, secretário-executivo do Plano Nacional do Livro e da Leitura do Ministério da Educação.
sexta-feira, 9 de agosto de 2013
Inflação da baixa renda cai 0,29% em julho, indica FGV
A inflação da população de renda mais baixa caiu em julho, na comparação com junho, puxada por transporte, alimentação e vestuário mais baratos, de acordo com a Fundação Getulio Vargas (FGV).
A fundação informou, nesta sexta-feira (9), que o Índice de Preços ao Consumidor - Classe 1 (IPC-C1) teve queda de 0,29% no mês passado, ante alta de 0,33% em junho. No mesmo período em 2012, o indicador subiu 0,27%.
O índice mede a inflação para famílias com renda de até 2,5 salários mínimos (R$ 1.695) por mês e, com o resultado do mês passado, acumulou alta de 2,74% no ano e de 5,84% em 12 meses.
Veja Álbum de fotos
Em julho, a inflação das famílias de menor renda ficou abaixo da média, mas no acumulado em 12 meses ainda segue mais alta. Isso porque os preços medidos pelo IPC-BR (das famílias com renda de até 33 salários) caíram 0,17% no período e acumulam alta de 5,80% em 12 meses.
Seis das oito classes de despesa registraram taxas mais baixas no mês passado, com destaque para transportes, que passou de alta de 0,88% para queda de 1,54%; alimentação, de queda de 0,22% para baixa de 0,54%; e vestuário, de alta de 0,51% para queda de 1,04%. Nesses grupos, os destaques partiram dos itens: tarifa de ônibus urbano (1,53% para menos 2,38%), hortaliças e legumes (de variação negativa de 6,60% para menos 12,35%) e roupas (0,75% para recuo de 1,29%).
Outros três grupos também ajudaram a reduzir a inflação das famílias de menor renda: habitação (de 0,67% para 0,29%), saúde e cuidados pessoais (de 0,29% para 0,26%) e comunicação (de 0,29% para 0,05%). Nesses, os destaques foram tarifa de eletricidade residencial (0,83% para menos 0,37%), medicamentos em geral (0,22% para 0,09%) e tarifa de telefone móvel (0,89% para 0,44%), respectivamente.
Despesas diversas (0,29% para 0,44%) e educação, Leitura e recreação (0,31% para 0,48%) subiram puxadas por itens como alimentos para animais domésticos (0,02% para 1,69%) e hotel (recuo de 0,58% para alta de 2,73%), nesta ordem.
Inflação da baixa renda cai 0,29% em julho, indica FGV
A inflação da população de renda mais baixa caiu em julho, na comparação com junho, puxada por transporte, alimentação e vestuário mais baratos, de acordo com a Fundação Getulio Vargas (FGV).
A fundação informou, nesta sexta-feira (9), que o Índice de Preços ao Consumidor - Classe 1 (IPC-C1) teve queda de 0,29% no mês passado, ante alta de 0,33% em junho. No mesmo período em 2012, o indicador subiu 0,27%.
O índice mede a inflação para famílias com renda de até 2,5 salários mínimos (R$ 1.695) por mês e, com o resultado do mês passado, acumulou alta de 2,74% no ano e de 5,84% em 12 meses.
Veja Álbum de fotos
Em julho, a inflação das famílias de menor renda ficou abaixo da média, mas no acumulado em 12 meses ainda segue mais alta. Isso porque os preços medidos pelo IPC-BR (das famílias com renda de até 33 salários) caíram 0,17% no período e acumulam alta de 5,80% em 12 meses.
Seis das oito classes de despesa registraram taxas mais baixas no mês passado, com destaque para transportes, que passou de alta de 0,88% para queda de 1,54%; alimentação, de queda de 0,22% para baixa de 0,54%; e vestuário, de alta de 0,51% para queda de 1,04%. Nesses grupos, os destaques partiram dos itens: tarifa de ônibus urbano (1,53% para menos 2,38%), hortaliças e legumes (de variação negativa de 6,60% para menos 12,35%) e roupas (0,75% para recuo de 1,29%).
Outros três grupos também ajudaram a reduzir a inflação das famílias de menor renda: habitação (de 0,67% para 0,29%), saúde e cuidados pessoais (de 0,29% para 0,26%) e comunicação (de 0,29% para 0,05%). Nesses, os destaques foram tarifa de eletricidade residencial (0,83% para menos 0,37%), medicamentos em geral (0,22% para 0,09%) e tarifa de telefone móvel (0,89% para 0,44%), respectivamente.
Despesas diversas (0,29% para 0,44%) e educação, Leitura e recreação (0,31% para 0,48%) subiram puxadas por itens como alimentos para animais domésticos (0,02% para 1,69%) e hotel (recuo de 0,58% para alta de 2,73%), nesta ordem.
domingo, 4 de agosto de 2013
Fazenda propõe limitar concessão de seguro-desemprego e cortar parcelas
avanço do gasto com seguro-desemprego e abono salarial, de 192% entre 2002 e 2012, fez com que setores do governo federal trabalhem para mudar as regras de concessão dos benefícios.
Com mudança no seguro-desemprego, plano é economizar R$ 5,8 bilhões por ano
Mesmo com a taxa de desemprego praticamente congelada em patamar historicamente baixo, a previsão oficial é que o pagamento desses benefícios vai consumir R$ 42,5 bilhões neste ano.
Editoria de Arte/Folhapress
Proposta encaminhada pelo Ministério da Fazenda ao Planalto, obtida pela Folha, defende a elevação do período mínimo de trabalho para obtenção do seguro, hoje de seis meses, para até 18 meses, e a redução das parcelas de acordo com as solicitações.
A resistência à proposta é forte. O Ministério do Trabalho é contrário às mudanças.
O cenário político também é desfavorável: boa parte das alterações em estudo precisa passar pelo Congresso Nacional, que está com a base governista conflagrada.
Os setores do governo que defendem mudanças para diminuir esses gastos a partir de uma concessão mais controlada dos benefícios não entendem como essas despesas tiveram um avanço recorde nos últimos anos, enquanto a taxa de desemprego foi reduzida drasticamente.
Em 2003, a taxa média anual de desemprego era de 12,3%, e as despesas com seguro e abono somavam R$ 13,7 bilhões. Em 2012, a taxa de pessoas sem trabalho caiu para 5,5%, mas o gasto subiu para R$ 40 bilhões.
Para o Ministério do Trabalho, três fatores explicam o avanço dos gastos.
O aumento da formalidade é um deles --o número de trabalhadores com carteira assinada (e, portanto, direito a benefícios) quase dobrou no período. Outros motivos são o reajuste do benefício e a alta rotatividade do emprego.
Para integrantes da pasta, o gasto com pagamentos desses dois benefícios não pode ser visto apenas pelo lado financeiro, especialmente o abono salarial, que funciona como uma espécie de 14º salário para os trabalhadores que ganham, em média, até dois salários mínimos.
No entender do Ministério do Trabalho, alterar as regras de concessão seria mexer em direitos do trabalhador. O restante do governo discorda: as propostas em estudo, dizem, visam racionalizar a concessão dos benefícios e fechar brechas para fraudes.
O ministro Manoel Dias (Trabalho) ainda quer que o seguro-desemprego volte a ser corrigido pela mesma fórmula aplicada ao salário mínimo. A Fazenda é contra
Assinar:
Postagens (Atom)
