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sexta-feira, 20 de setembro de 2013
"Funk só depois de 5 da manhã e muito bêbada", diz Fani
Essa foi a primeira vez de Fani Pacheco em um Rock in Rio, mas a ex-BBB diz que rock é o estilo musical que mais ouve, por influência do pai.
ESPECIAIS DO ROCK IN RIO
"Adoro Pink Floyd e Led Zepellin. As pessoas acham que eu gosto de funk, mas, para mim, funk só depois das 5 da manhã e muito bêbada. No máximo, gosto de funk melody", disse a ex-BBB, que participou de muitas festinhas embaladas por funk, inclusive no "Big Brother".
Em 2013, a veterana retornou ao "BBB" e tornou-se a décima primeira eliminada da 13ª edição do reality, em uma disputa com Nasser. Ao deixar o programa, a sister disse que seu tratamento contra depressão "foi para o lixo" porque não pode tomar os remédios receitados por seu médico durante o confinamento.
Fani namora há três meses Márcio Alvino, ele é prefeito da cidade de Guararema, no interior de são Paulo, e vai encontrá-lo neste final de semana. .
No "Big Brother Brasil 7", Fani protagonizou um triângulo amoroso com Diego Alemão e Íris Stefanelli. Em 2010, posou para a revista "Playboy" ao lado da também ex-BBB Natália Casassola.
quinta-feira, 12 de setembro de 2013
Filme sobre negro livre que vira escravo é o favorito em Toronto
festival de cinema de Toronto, como esperado, não tem decepcionado no quesito filmes potenciais candidatos ao prêmio Oscar.
Nenhum dos trabalhos exibidos, porém, chegou tão per to de uma unanimidade quanto o "12 Years a Slave", terceiro longa-metragem do cineasta e artista visual inglês Steve McQueen.
O filme é baseado na história real de Solomon Northup (Chiweter Ejiofor), um músico negro, livre, que, antes da Guerra da Secessão, é dopado e vendido como escravo para fazendeiros do sul dos Estados Unidos.
Fox Searchlight Films
O ator Chiwetel Ejiofor em cena do filme de McQueen
"Suspendam as apostas: eu acabei de ver o vencedor do Oscar de melhor filme, e é '12 Years a Slave'", escreveu o editor de cinema do site Vulture, da revista "New York".
Já o jornal inglês "The Guardian" deu avaliação de cinco estrelas para o drama de Steve McQueen.
"12 Years a Slave" deve ganhar indicações nas principais categorias e colocar na disputa os atores Chiwetel Ejiofor, Michael Fassbender, no papel do volátil fazendeiro Edwin Epps, e Lupita Nyong'o, como a escrava Patsey, objeto do desejo do fazendeiro Epps.
Outra obra aguardada era "August: Osage County", baseada em uma peça do americano Tracy Letts, vencedora do Pulitzer, e dirigida por John Wells.
No filme, Meryl Streep faz a personagem Violet, a matriarca da família Weston, que é reunida à força quando seu marido, Beverly, vivido pelo ator Sam Shepard, desaparece.
Trata-se de uma família altamente disfuncional. Violet sofre de câncer e é viciada em analgésicos. Sem filtro, ela lança ataques como uma metralhadora giratória contra as pessoas à sua volta.
Sua filha mais velha, Barbara, interpretada por Julia Roberts, é a única do clã com coragem suficiente para enfrentá-la.
O elenco é o grande trunfo da produção, com chances de indicações para Streep e Roberts. A fotografia do brasileiro Adriano Goldman, que capta tanto a amplidão da paisagem do Estado de Oklahoma, no meio-oeste dos Estados Unidos, quanto o interior sufocante da casa de Violet, também é um dos destaques do filme. Mas "August: Osage County" não consegue disfarçar a sua origem teatral.
Depois de sua exibição no festival de Toronto, "Labor Day", de Jason Reitman, passou a figurar nas listas de possíveis concorrentes.
A adaptação do romance de Joyce Maynard é o primeiro trabalho dramático do diretor, conhecido por "Juno" e "Jovens Adultos".
Winslet interpreta Adele, uma mãe solteira deprimida que vive com o filho pré-adolescente (Gattlin Griffith) e é forçada a abrigar o fugitivo Frank (Josh Brolin).
Desta forma, forma-se uma família das menos convencionais. Trata-se de uma história de emoções humanas complexas, mas Reitman consegue equilibrá-las e acerta no tom.
quarta-feira, 11 de setembro de 2013
Muricy ganhará cerca de R$ 300 mil e terá cláusula de renovação no SP
Muricy Ramalho receberá no São Paulo muito menos do que recebia no Santos, em seu último trabalho. O técnico aceitou salários de cerca de R$ 300 mil para retornar ao Morumbi, valor inferior à metade dos vencimentos de R$ 700 mil que ganhava na Vila Belmiro. O contrato firmado com o técnico vai até o fim do ano, mas conta com cláusula de renovação automática que prevê a manutenção do valor.
Quando decidiram contratar Paulo Autuori, após a demissão de Ney Franco, dirigentes da cúpula são-paulina afirmaram que Muricy pedia salários muito altos e que não se enquadravam no teto salarial proposto pelo São Paulo. O técnico, no entanto, disse a amigos que aceitaria retornar por valor muito menor e que na ocasião não foi nem procurado para discutir termos de contrato.
Apesar de o termo assinado ter validade apenas até o fim deste ano, o contrato terá cláusula de renovação automática por mais uma temporada se assim o São Paulo desejar. O prolongamento do acordo manterá o valor de salários acordado neste momento.
Candidato indicado por Juvenal Juvêncio para representar a situação na eleição presidencial de abril de 2014, Carlos Miguel Aidar esteve nesta terça-feira no CT da Barra Funda para recepcionar Muricy. Aidar, que foi presidente entre 1984 e 1988, afirmou que conversou com Muricy na segunda-feira, enquanto Juvenal fazia o mesmo, e que gostaria de ter o treinador durante os seis anos de seu mandato – até 2020 – projetando não só a vitória no pleito próximo como a reeleição em 2017.
terça-feira, 10 de setembro de 2013
Em seu 1º filme em Hollywood, Wagner Moura machuca o joelho e pega pneumonia
"Elysium", ficção científica de US$ 115 milhões, não marca apenas a volta de Neill Blomkamp, diretor do premiadíssimo "Distrito 9" (2009). É também é a estreia do ator brasileiro Wagner Moura em Hollywood ao lado de Matt Damon, Jodie Foster e da amiga Alice Braga.
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A experiência não foi tão glamourosa quanto se esperaria de uma superprodução americana. "Pensei que Wagner Moura não sobreviveria a 'Elysium'", conta à Folha Blomkamp, num misto de seriedade e diversão sádica.
"Eu estava assistindo a uma cena de perseguição pelo monitor e, de repente, ele sumiu do enquadramento. Senti que algo de ruim tinha acontecido e corri em sua direção. Wagner escorregou e caiu com tanta força em cima do joelho que precisamos parar de trabalhar naquele dia."
Kimberley French/Associated Press
Wagner Moura segura equipamento usado para enfrentar robôs em 'Elysium
Wagner Moura segura equipamento usado para enfrentar robôs em 'Elysium'
Como o brasileiro interpreta uma mistura de hacker e líder revolucionário com um problema na perna, a produção continuou, mas a deficiência não veio a calhar.
"Adoraria dizer que foi minha imersão no papel, mas eu caí em cima do joelho esquerdo, enquanto meu personagem manca com a perna direita. Doeu pra cacete", diz o ator, que também torceu o tornozelo filmando "Tropa de Elite" (2009). "Eu sempre vou parar no hospital quando estou fazendo um filme."
Em "Elysium" não foi diferente. Com o joelho recuperado, Wagner Moura voltou a trabalhar normalmente em Vancouver, Canadá, onde a grande maioria das cenas internas foi rodada. Mas, duas semanas depois, ele apresentou um a forte pneumonia e precisou ser internado.
"Nunca fiquei tão doente na minha vida. Estava com uma febre tão forte que eu não conseguia conversar com ninguém de tanto que tremia. Eu pensei que ia morrer", revela o ator, que teve a companhia da amiga brasileira --e companheira de set-- Alice Braga no hospital. "Lili foi maravilhosa. Eu só queria minha mãe, que estava na Bahia. Acho que isso é o mais difícil de trabalhar fora, a distância da família."
TERRA DO FUTURO
Alice faz o par romântico de Matt Damon, que vive Max, um ex-delinquente e parceiro de Spider, o personagem de Moura.
Max tenta sobreviver na Los Angeles de 2154, uma megalópole suja e povoada apenas por quem não tem condições de viajar para Elysium, uma estação orbital onde doenças são curadas por máquinas, o destino da Terra é comandado por políticos poderosos (entre eles, Jodie Foster) e as casas são o sonho dos ricos que moram ali.
"É uma espécie de rua de boutiques japonesas", responde o diretor sul-africano. "Minha inspiração é sempre a realidade. A Terra do futuro é como partes mais pobres da África. Tudo precisa ser crível para o público."
É tudo tão "cru" que Matt Damon sofre. No México para filmar uma das sequências mais impressionantes de "Elysium", o astro precisa derrubar a nave de um poderoso ricaço e sequestrar os dados de sua mente, o que garantiria sua passagem para Elysium, onde seria curado de um envenenamento radioativo que o está matando.
"Filmamos essa sequência em um lixão e literalmente respiramos bosta quando um helicóptero fez um rasante", diz ele.
Na mesma cena, Damon --ao lado do mexicano Diego Luna-- enfrenta robôs usando um exoesqueleto (aparelho que recobre tronco e membros) inspirado em projetos do exército dos EUA, que pesava 11 quilos e levava duas horas para ser ajustado a seu corpo.
"Eu me senti como um carro de Nascar [stock car], com os mecânicos trocando meus parafusos. Mas essas armaduras não inibem meus movimentos. Há protótipos no exército e Doug Liman [diretor de 'Sr. e Sra. Smith'] está usando em seu novo filme. Mas a dele é mais pesada."
Matt Damon só muda o tom de sofrimento quando lembra de trabalhar com os dois brasileiros no set. "Eles foram ótimos, nem tive nenhum trabalho, porque eles elevam o nível no set. É como jogar uma partida de tênis com um bom jogador", compara o americano.
"Eu já conhecia Wagner por causa de 'Tropa de Elite'. Todo ator de Hollywood já viu 'Tropa de Elite'. Quem disser o contrário, é um mentiroso."
Óbvio que, por sua reconhecida polidez, Matt Damon não falaria algo diferente. Mas a recepção de Wagner Moura pelos críticos americanos foi surpreendente.
Todd McCarthy, da "Variety", principal revista de mercado de cinema dos Estados Unidos, foi superlativo, escrevendo que o brasileiro tem a "grandiloquência do finado Raul Julia", referindo-se ao ator porto-riquenho de "A Família Addams" (1991).
Divulgação
Matt Damon (à esq.) interpreta Max, parceiro de Spider, vivido por Wagner Moura
Matt Damon (à esq.) interpreta Max, parceiro de Spider, vivido por Wagner Moura
Mas o desempenho, infelizmente, não livrou a ficção científica de números decepcionantes. Apesar de ter estreado em primeiro lugar nas bilheterias americanas, "Elysium" estacionou nos US$ 82 milhões.
A trajetória internacional, principalmente na América Latina, porém, deve garantir que Blomkamp desafie o esquema hollywoodiano com roteiros inteligentes e novidades no elenco.
"Gosto que meus filmes sejam vistos, mas essa não é minha preocupação", afirma ele, que também diz não querer salvar o mundo. "Não são os filmes-pipoca hollywoodianos que vão mudar a vida de alguém. Não vamos nos levar tão a sério."
segunda-feira, 9 de setembro de 2013
Luiza Valdetaro tem vontade de viver uma vilã
Loura e dona de profundos olhos azuis, Luiza Valdetaro está acostumada a interpretar papéis de boa moça. Contudo, a atriz se prepara para viver um novo tipo de heroína. Em Joia Rara, próxima novela das seis da Globo, ela será Hilda, uma jovem de família nobre, mas que não desiste de lutar pelo seu sonho. O principal objetivo da personagem é investir na carreira de cantora. Habituada a tipos sensíveis e sofredores, como a Antônia, de Cordel Encantado, de 2011, e Gerusa, do remake de Gabriela, de 2012, Luiza aposta na força de sua nova personagem para fugir do óbvio.
"Hilda é diferente porque tem jogo de cintura. Ela não se abala com o primeiro não que recebe", avalia.
E, se surgir a oportunidade de interpretar outro gênero de personagem é algo que a empolga ainda mais.
"Tenho vontade de ser vilã. A Amora Mautner (diretora-geral) me prometeu que um dia vai vir", torce.
Natural do Rio de Janeiro, a atriz de 28 anos, que protagonizou a temporada de 2006 de Malhação como a doce Manuela , teve a grande chance de mostrar seu trabalho em Cordel Encantado, último folhetim de Thelma Guedes e Duca Rachid.
"Tive a oportunidade de mostrar um lado dramático forte. Como a Antônia, consegui explorar essa vertente", valoriza.
Outro desempenho importante da atriz foi na pele de Gerusa, em Gabriela. No entanto, para crescer ainda mais profissionalmente, Luiza afirma que não quer ser somente lembrada como mais um "rostinho" bonito da televisão.
"Tudo tem os dois lados. A beleza abriu muitas portas, mas muitas pessoas julgam você", conta.
Agora, em Joia Rara a atriz se prepara para interpretar mais um papel de época. E que também marca o seu reencontro com o texto de Thelma e Duca. Mesmo com trabalhos de estilo semelhante, Luiza valoriza o tipo.
"Adoro novelas de época porque fogem completamente do cotidiano", conta a atriz, que, para se aprofundar nos trejeitos de meados do Século XX, fez aulas de etiqueta.
Além disso, a intérprete de Hilda começou a ter aulas de canto com a ajuda da preparadora vocal Ester Ellias.
"Ainda estou me aperfeiçoando. Gosto de fazer tudo bem feito. Principalmente em uma área que não é muito a minha", entrega.
Apesar de não ser vilã, a personagem de Luiza está bem próxima das principais maldades da trama. Isso porque Hilda é filha do poderoso Ernest Hauser, vivido por José de Abreu, que obviamente não apoia a sua independência, atitude considerada moderna para época. Já com os irmãos Franz e Viktor, vividos por Bruno Gagliasso e Rafael Cardoso, respectivamente, a relação é de cumplicidade.
"A Hilda encoraja o Viktor, que pensa em ser pintor. Ele é um pouco mais medroso. E ela se mostra otimista de que tudo vai dar certo", conta a atriz, que cita outro ponto importante de sua personagem: o amor proibido com o revolucionário Toni, de Thiago Lacerda.
"Ela se apaixona, mas não pode dizer quem ela é de verdade", explica.
Sul-Sudeste tem 19 das 25 melhores universidades do país
A s regiões Sul-Sudeste concentram 19 das 25 melhores universidades do país. São Paulo aparece à frente, com cinco instituições, seguido por Rio de Janeiro (quatro), Minas Gerais, Paraná e Rio Grande do Sul (três cada) e Santa Catarina (uma). O Nordeste tem quatro (Bahia, Ceará, Paraíba e Pernambuco) e o Centro-Oeste, duas (Goiás e Distrito Federal).
USP, UFRJ e UFMG encabeçam o ranking. A região Norte não aparece no grupo principal.
A título de comparação, a nota média do grupo de elite do RUF (86,79) é 27% superior à média das 25 instituições que vêm a seguir no ranking de universidades (68,40).
Essa radiografia regionalizada do ensino superior brasileiro emerge da edição 2013 do RUF, cujo ranking geral, publicado integralmente nesse suplemento, classifica as 192 instituições reconhecidas como universidades pelo Ministério da Educação (veja quadro da pág. 6).
Em sua segunda edição, o RUF manteve a filosofia e aperfeiçoou a metodologia para contemplar duas grandes áreas de interesse: a produção científica --aferida com base em indicadores de pesquisa, inserção internacional e inovação-- e a graduação, calcada na avaliação da qualidade de ensino e na ressonância da instituição no mercado de trabalho.
No total, são avaliados 5 indicadores, subdivididos em 16 subindicadores, que geram rankings independentes e podem ser consultados separadamente (veja a metodologia na pág. ao lado).
É na área de graduação que está a maior novidade deste ano: o ranking de ensino, uma análise extensiva inédita dos indicadores dos cursos ministrados em 2.358 instituições.
A avaliação contempla as 30 carreiras com maior número de estudantes matriculados em 2011 (último dado disponível no instituto de pesquisa do MEC, o Inep).
Conduzido pelo Datafolha, o levantamento usa basicamente os mesmos critérios de ensino e mercado do ranking geral de universidades, mas com adaptações metodológicas para atender às diferenças de propósitos das instituições --que nesse caso incluem também os centros universitários e faculdades (veja quadro na pág. 19).
Dada a extensão do universo pesquisado, o ranking de cursos é publicado em versão limitada aos dez primeiros colocados. As tabelas completas podem ser consultadas no site do RUF.
RESULTADOS
A USP aparece com destaque nesse levantamento pormenorizado, com o maior número de cursos no top 10 das 30 carreiras analisadas. A maior universidade estadual paulista só não pontua em serviço social porque não tem essa graduação.
A ampliação da avaliação do ensino por curso permitiu ainda identificar destaques entre instituições que não são classificadas como universidades. As faculdades Insper e a FGV-SP, por exemplo, ficaram entre as dez melhores nas duas carreiras de seus portfólios analisadas pelo RUF.
Outra novidades do RUF 2013 é a criação do ranking de internacionalização, liderado na estreia pela Universidade Federal do ABC. Criada em 2005 e com um modelo inovador de ensino, a instituição tem 100% de docentes com doutorado e desponta no 21º lugar do ranking de pesquisa científica do RUF.
domingo, 8 de setembro de 2013
Vettel vence e dispara na liderança; Massa faz boa prova e fica em 4º 36
A corrida deste domingo no GP Itália teve como foco Felipe Massa, que entrou no cockpit sabendo que um novo fracasso poderia custar a vaga na Ferrari para 2014. O brasileiro fez uma prova segura e terminou na 4ª posição, ficando atrás das Red Bulls de Vettel e Webber e do companheiro de equipe Fernando Alonso.
A vitória novamente ficou nas mãos de Sebastian Vettel, que disparou na classificação e fica muito próximo de alcançar o tetracampeonato mundial. Alonso terminou na 2ª colocação, com Webber em 3º.
Com mais um triunfo, Vettel chega a 222 pontos. Alonso tem 169 pontos, com Hamilton em 3º, com 141 pontos, e Raikkonen, com 134. Massa ocupa a sétima colocação, com 79.
Largando em 4º, Felipe Massa precisou trocar de motor antes da prova, já que apresentava vazamento. O motor foi o mesmo utilizado no GP da Bélgica. O brasileiro fez ótima largada, pulando de 4º para 2º.
Massa seguiu por fora na reta após o sinal verde e deixou para trás Nico Hulkenberg e Mark Webber antes da primeira curva.
A Ferrari também teve Fernando Alonso se dando bem no começo da prova. O espanhol também ultrapassou Hulkenberg e Webber, ficando na cola de Massa e de Vettel.
Massa foi colocado à prova neste fim de semana, onde estouraram especulações de que ele perderia o posto de piloto da escuderia italiana após o fim da temporada. Kimi Raikkonen surge como o principal candidato ao posto. Um novo fiasco do brasileiro, diante da torcida italiana, poderia sacramentar sua despedida antecipada da Ferrari.
Mas Massa fez uma prova segura, girando em tempos próximos aos três adversários à frente.
Ramires e Jô agarram chance e puxam a fila de 'testados' por Felipão
O que poderia ser um problema para o técnico Luiz Felipe Scolari, acabou sendo um grande teste. Com quatro de seus titulares contundidos, o treinador se viu obrigado a escalar uma nova formação. E deu certo. Em campo, a seleção goleou a fraca Austrália por 6 a 0 e teve como destaque Jô e Ramires, que substituíram Fred e Oscar.
"Fico feliz de aproveitar essa oportunidade. Tenho mais um jogo para mostrar o meu trabalho. Tenho que respeitar o Fred, que é o titular e está contundido. O Felipão deve estar feliz de ver que quando não pode contar com um, pode colocar outro. Acho que esse é o caminho", disse o atacante do Atlético-MG que marcou duas vezes.
Os números do Datafolha comprovam a boa atuação da dupla. Ramires foi o segundo jogador que mais participou do jogo - 90 vezes -, perdendo apenas para Neymar (108). Já o atacante, finalizou duas vezes e teve 100% de aproveitamento.
Maicon e Bernard, substitutos de Daniel Alves e Hulk, também foram muito bem, tiveram bom entendimento e infernizaram o lado esquerdo da defesa australiana. Alexandre Pato foi outro que comprovou a boa fase que vive no Corinthians e deixou o seu no segundo tempo.
Destaque ainda para o lateral do Paris Saint Germain, Maxwell. Ele entrou na vaga do contundido Marcelo e deu assistência para o gol de Ramires. Na próxima terça, ele deve ganhar nova chance, já que o lateral do Real Madrid foi cortado com uma lesão na coxa esquerda. O Brasil volta a campo contra a seleção de Portugal, às 22 horas, em Boston.
sábado, 7 de setembro de 2013
COI muda direção e escolhe Tóquio para sediar Jogos Olímpicos de 2020
óquio será a sede da Olimpíada 2020. Na votação deste sábado, em Buenos Aires, os japoneses derrotaram na final Istambul. Essa decisão do COI (Comitê Olímpico Internacional) representou uma mudança no ciclo de procurar novas fronteiras para grandes eventos, já que, desta vez, optou-se por uma cidade segura, com um dinheiro garantido já na conta. A cidade japonesa bateu Istambul por 60 votos a 36 na segunda rodada - Madri havia sido eliminada na etapa anterior.
Será a segunda vez na história que Tóquio receberá os Jogos, sendo a primeira em 1964. Naquela ocasião, era um marco da definitiva recuperação do país após a Segunda Guerra Mundial, quando, cerca de vinte anos antes, houve a devastação de duas cidades por duas bombas nucleares.
Desta vez, a candidatura apostou em um baixo investimento que totaliza US$ 7,8 bilhões cerca de metade da proposta carioca para os Jogos, que era de US$ 14,4 bilhões em valores de 2008. Isso porque os japoneses alegam já terem a infraestrutura de transporte e de outros itens para realizar o evento. O dinheiro será gasto apenas com uma parte das instalações esportivas, já que o restante está pronta, e com a Vila Olímpica.
Os Jogos serão concentrados na área do porto do Tóquio, sendo que a intenção é que a maior parte das competições ocorram em um raio de apenas 8 quilômetros dentro da área central da cidade. Já existe um fundo, criado em 2009, de US$ 4,5 bilhões para financiar as obras necessárias para a nova cidade olímpica.
Tóquio fez a melhor das apresentações das concorrentes em Buenos Aires, e respondeu aos questionamentos de itens críticos. Ou seja, sob o ponto de vista técnico, esteve melhor do que Madri e Istambul.
A cidade japonesa mostrou sua forte base financeira e a garantia de que vai entregar os Jogos, como repetiu seguidamente por meio de seus representantes. Além de bem estruturada, a candidatura japonesa desta vez exibiu inédito bom humor, contando histórias singulares como a da atleta paraolímpica Mami Sato, que perdeu uma perna e depois ainda sofreu com o acidente nuclear de Fukushima. Ela relatou isso rindo, valorizando a superação.
Foi justamente o problema na usina que apareceu como ponto fraco para os japoneses. Mas o primeiro-ministro do país Shinzo Abe foi enfático ao negar qualquer possibilidade de ameaça para Tóquio. Afirmou que o problema foi bloqueado, que não há nenhum nível medido significativo de radiação, e que tomará ainda mais medidas preventivas. Suas explicações foram detalhadas e ele pediu aos membros do COI que leiam além das manchetes, o que parece tê-los convencido afinal.
Sete de Setembro terá protestos em todas as capitais e cerco a mascarados
Pela primeira vez as celebrações do Sete de Setembro, dia da Independência do Brasil, deverão ser acompanhadas de protestos em ao menos 149 cidades do país, inclusive em todas as capitais. As manifestações estão sendo convocadas pelo grupo Anonymous nas redes sociais desde que eclodiu uma onda de protestos pelo país, entre junho e julho.
Até as 18h de ontem (6), mais de 400 mil pessoas confirmam participação no evento "Maior Protesto da História do Brasil", criado no Facebook por um usuário que se identifica como Anonymous. Foram espalhados mais de 5 milhões de convites para o evento. A página do evento reúne links com os protestos convocados nas 149 cidades.
Haverá reforço na segurança dos desfiles em Brasília --em que a presidente Dilma Rousseff participa--, São Paulo e no Rio de Janeiro, entre outras capitais. Manifestantes mascarados estão proibidos de participar dos protestos na capital federal, em Minas Gerais e em Pernambuco.
A pauta de reivindicações divulgada pelo Anonymous inclui seis itens: prisão de condenados no mensalão; aprovação do projeto de lei 7368/2006, conhecido como Lei de Combate à Corrupção; redução do número de deputados; reforma tributária; fim do voto obrigatório; e aprovação do novo Plano Nacional de Educação (PNE).
Protestos se espalham pelo Brasil
Protestos se espalham pelo Brasil
No Twitter, o protesto está sendo divulgado com a hashtag #OperacaoSeteDeSetembro. A grande adesão nas redes sociais não implica, necessariamente, na presença maciça do público nos protestos, como se verificou em várias manifestações convocadas pela web nos últimos meses.
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Os criadores do evento afirmam que os protestos buscam um "país melhor" e não "um golpe militar, intervenção, fascismo ou socialismo, bem como não possui ligação com qualquer partido político."
O ministro Gilberto Carvalho, secretário-geral da Presidência da República, afirmou ontem (6), em entrevista à Rádio Gaúcha, que o governo orientou as autoridades de segurança a não criar hostilidades.
"A orientação que estamos dando pra segurança é que não se crie um clima de hostilidade. Ao mesmo tempo, temos que assegurar que não haja nenhuma perturbação, nem àqueles que desfilam, nem àqueles que assistem", afirmou o ministro, que defende a realização dos protestos. "Acho que a sociedade precisa continuar na rua, senão as mudanças não vão ocorrer."
Dez estudiosos explicam "a voz das ruas" em seus Estados
BAHIA: Não é por acaso que estádio da Copa é alvo de protestos em Salvador
GOIÁS: Caminhoneiros, turistas e produtores agrícolas protestam contra estradas esburacadas
MARANHÃO: Manifestações retomam combates contra a oligarquia
MINAS GERAIS: O gigante mineiro já estava acordado; as pessoas é que não se davam conta
PARÁ: Manifestações abordam do transporte fluvial à morte de bebês
PARANÁ: Protestos refletem sistema de transporte aquém das expectativas em Curitiba
PERNAMBUCO: Mobilizações sociais retomam feridas profundas
PORTO ALEGRE: Protestos geraram aliança política histórica e improvável
RIO DE JANEIRO: Não é de hoje que se fala no "caráter rebelde" do povo carioca
SÃO PAULO: "Mais saraus, menos presídios"; periferia paulistana faz novas reivindicações
Grito dos Excluídos
Também irá acontecer nas principais capitais do país o "Grito dos Excluídos", com o tema "Juventude que ousa lutar constrói projeto popular". Realizado anualmente no Sete de Setembro desde 1995, o "Grito" tem origem nas pastorais da Igreja Católica e conta com a adesão de movimentos sociais da cidade e do campo, centrais sindicais, organizações da juventude, entidades estudantis e partidos políticos de esquerda.
Participam das manifestações o MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra), CUT (Central Única dos Trabalhadores), CMP (Central de Movimentos Populares), Marcha Mundial das Mulheres, Levante Popular da Juventude, entre outros. Os integrantes do Grito criticam o modelo político e econômico "concentrador de riqueza", buscam expor nas ruas o "rosto dos excluídos" e defendem uma democracia com "inclusão social" e "participação ampla de todos os cidadãos."
Distrito Federal
Em Brasília, vários protestos --entre eles o do Anonymous-- estão sendo convocados para ocorrer na Esplanada dos Ministérios, onde haverá o desfile de celebração do Dia da Independência, com a presenças das principais autoridades do país. A concentração será no Museu Nacional, entre 8h e 9h. À tarde, há manifestações programadas no entorno do estádio Mané Garrincha, onde a seleção brasileira enfrenta a seleção australiana a partir de 16h.
A polícia estima que os atos devam reunir entre 40 a 50 mil pessoas. A Secretaria Segurança Pública do DF anunciou que colocará mais 4.000 policiais militares para fazer a segurança dos eventos e protestos. Por conta dos atos, o Congresso não estará aberto a visitas, como de praxe.
O Grito dos Excluídos do DF está marcado para começar às 12h, na rodoviária do Plano Piloto. Os manifestantes devem marchar até o estádio Mané Garrincha e engrossar o protesto antes do jogo da seleção. O ato tem o apoio do Movimento Passe Livre do DF, que declarou não apoiar as manifestações convocadas para a Esplanada dos Ministérios.
O comandante-geral da Polícia Militar, coronel Jooziel de Melo Freire, afirmou que manifestantes mascarados que se recusarem a se identificar serão detidos. Ele promete atuação rigorosa da polícia para evitar atos de vandalismo.
A parada militar na capital federal não terá a participação da Esquadrilha da Fumaça em função do acidente que matou dois militares no último dia 12, durante apresentação em Pirassununga (SP). A exibição, que anualmente atrai grande público, foi cancelada porque os pilotos precisam concluir um ano de treinamento nos aviões Super Tucano, adquiridos recentemente.
Segundo o Ministério da Defesa, Marinha, Exército e Aeronáutica, além de organizações de segurança pública, como policiais militares e bombeiros, trarão para a Esplanada dos Ministérios 1.850 militares e civis para o desfile a pé, além disso de 105 carros militares.
terça-feira, 3 de setembro de 2013
Kaká volta a um Milan "piorado" e desafia fiascos de medalhões brasileiros
volta para a casa onde mais conquistou títulos, foi eleito o melhor jogador do planeta e é adorado pela torcida por seu bom futebol e comportamento exemplar. Por esses argumentos, pode-se colocar o Milan como o clube ideal para Kaká reviver seus bons tempos, depois de quatro anos amargos no Real Madrid.
Mas há outros fatores que colocam em xeque se a volta ao time rubro-negro é o melhor caminho no atual estágio da carreira de Kaká, já que muito do que ele encontrou por lá não é mais da mesma maneira. A casa está bem diferente.
A realidade vivida pelo Milan em 2003, ano da chegada de sua primeira passagem, e atual, são contrastantes. O então jovem promissor de 21 anos chegava a uma equipe que havia sido campeã europeia meses antes e vivia um período recheado de títulos e dinheiro para contratações de impacto no futebol mundial, como fora a do próprio ex-jogador do São Paulo.
Desde a saída de Kaká, o Milan venceu apenas um Campeonato Italiano, entre os títulos mais expressivos, e virou praticamente um figurante na Liga dos Campeões. Chegou no máximo às quartas de final. O momento agora é de reconstrução e na aposta de bons jogadores, mas que não estavam dando certo em seus últimos clubes, como Balotelli, Robinho e De Jong, entre outros.
O técnico que esteve ao lado de Kaká nos seis anos de clube, Carlo Ancelotti, já não é mais o mesmo. E a formação que ajudou o brasileiro a ser o rei do planeta já se foi. E não só a espinha dorsal do time da última década que foi quebrada. Todo o time campeão da Europa em 2007, ano de Kaká melhor mundo, se foi.
O meio-campo era alinhado com a proteção de Gattuso e Ambrosini e auxiliado com as trocas de passes e lançamentos de Pirlo e Seedorf. Nenhum deles está mais no elenco rubro-negro. Os atacantes que "consagraram" o brasileiro marcando com suas belas assistências, como Inzaghi e Shevchenko, hoje estão aposentados.
domingo, 1 de setembro de 2013
Em jantar, Aécio e Campos não engolem reforma eleitoral de Renan
No jantar que os reuniu no Recife, os presidenciáveis Aécio Neves (PSDB) e Eduardo Campos (PSB) desancaram o projeto de reforma eleitoral do senador Romero Jucá (PMDB-RR), bancado por Renan Calheiros (PMDB-AL) e desengavetado na CCJ.
Acreditam que a ideia de redução de campanha na TV para 30 dias só beneficia quem ‘já é conhecido, e quem não é, que se vire’.
A dupla teme perder a chance de aparecer mais na mídia durante os 45 dias de campanha, pela atual lei eleitoral. ‘É de caráter eleitoreiro, sob falso manto de baratear campanha’, concordaram.
As bancadas do PSB e PSDB, com 15 senadores, atuarão para derrubar o projeto e já articulam, a mando da dupla, com outras legendas.
Campos e Aécio concordaram em afinar o discurso contra altos gastos correntes do governo e descontrole fiscal sobre o que consideram projeto de poder do PT.
Durante o encontro , na noite de Quinta, os dois herdeiros políticos – principalmente o socialista – levaram uma hora e meia, antes dos pratos à mesa, lembrando causos dos avós.
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FBI NA CAPITAL
Graduados agentes do FBI estarão em Brasília dia 14 de Setembro para passar know how no XXII Congresso de Criminalística, com foco na segurança da Copa e Jogos.
ORDEM NA PISTA
A ANTT enfim criou o grupo que vai preparar licitações das linhas de ônibus interestaduais, demanda desde que a agência foi criada. Ricardo Antunes presidirá a comissão de Outorga, com seis integrantes. Organizará o ‘Leilão para a concessão da exploração dos Serviços de Transporte Rodoviário Interestaduais de Passageiros’ (ufa!)
PROJETO SOLAR
Walter Feldman (PSDB-SP) ganhou simpatia para dois projetos: ooque obriga adição de vitamina D nos derivados de leite. E o que determina que empresas onde se trabalhe seis horas ininterruptas, haja permissão de 15 minutos para banho de sol.
BANCADA DO PASSEIO
Entidade que evita a mídia, por motivos óbvios, a Unale – União Nacional dos Legisladores e Legislativos Estaduais tem bancado passeios internacionais, como para Nova York e Suécia, para os deputados associados, que pagam mensalidades.
ESCRITOR PROCURADO
No livro ‘O combate à corrupção’, há trecho ‘quer ser bom prefeito, é só não roubar’.O autor é Eduardo Gaievski, ex-assessor da Casa Civil do Planalto, suspeito de pedofilia.
NO VOLANTE
A despeito do veto da presidente Dilma ao projeto, o senador Gim Argello (PTB-DF), esperto, incluiu como relator na MP 615 a permissão hereditária para taxistas.
CIUMEIRA
Pimenta da Veiga, futuro coordenador da campanha de Aécio, causou ciumeira no tucanato mineiro, que briga pela indicação do candidato ao governo. Disse que o presidente da Assembleia, Dinis Pinheiro, ‘é a maior liderança popular do PSDB’.
COFRINHO DA SAÚDE
O senador Humberto Costa (PT-PE) conclui relatório na Comissão de Fontes Alternativas para a Saúde. Recebeu sugestão do grupo Saúde + 10 (CNBB, OAB e CNS) para projeto que destine 10% das receitas brutas da União para o setor. Ex-ministro da Saúde, Costa teve outra ideia. Vai apresentar minuta de projeto que destina percentual da receita líquida que equivalha ao montante do índice proposto pela Saúde + 10. Considera mais plausível para facilitar a vida do governo.
OS CUBANOS
De quem acompanha de perto a atuação dessa nova safra de médicos cubanos: Não farão cirurgias, apenas prevenção, diagnóstico e prescreverão receitas com princípios ativos – os genéricos serão mais procurados nas drogarias. Por isso, a rejeição aos cubanos não passa apenas pela classe médica, mas também pela velada atuação da indústria farmacêutica tradicional que pode perder lucros.
MALA PRONTA
O tucano Wambert di Lorenzo, que concorreu à prefeitura de Porto Alegre, negocia entrada no PSD. Esteve em Brasília negociando com o deputado Danrley.
contato@colunaesplanada.com.br
sábado, 31 de agosto de 2013
Obama diz que decidiu por ataque à Síria, mas quer aval do Congresso dos EUA
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse neste sábado (31) que o país decidiu realizar uma ação militar na Síria. "Decidi que os EUA devem atacar a Síria", disse em entrevista coletiva de imprensa na Casa Branca.
Leia também
Rebeldes se dizem desapontados com espera em ataque
Brasil condena arma química, mas quer aval da ONU
Obama, porém, declarou que não fará isso sem antes submeter a decisão ao Congresso, que deverá debater e votar sobre a investida. O Congresso, no entanto, volta do recesso em 9 de setembro, o que indica que o aval para um real ataque só deve acontecer depois dessa data.
A ação militar dos EUA seria uma retaliação ao governo sírio, acusado de usar armas químicas contra civis no país. Obama falou que o episódio foi o "pior ataque químico do século 21".
A Síria vive uma guerra civil desde 2011, entre grupos rebeldes e forças do governo, que causou um enorme êxodo do país, com milhões de refugiados, e mais de 100 mil pessoas mortas.
Crianças sírias têm queimaduras parecidas com as de napalm
"Estou confiante que o governo fará o que tiver que ser feito", disse Obama. "Que mensagem nós daremos se não fizermos nada?"
Obama disse ainda que o país "não pode fechar os olhos para o que está acontecendo em Damasco" e que ele não foi eleito para "evitar decisões difíceis".
O presidente citou que as imagens divulgadas de pessoas queimadas, as quais chamou de 'terríveis', foram um "insulto a dignidade humana".
Logo após o pronunciamento de Obama, o primeiro-ministro do Reino Unido, David Cameron, disse que "entende e apoia" a decisão do presidente dos Estados Unidos.
Veja Álbum de fotos
Na quinta-feira, Cameron teve que desistir de participar dessa operação militar após perder uma votação no Parlamento.
Antes do anúncio, legisladores dos EUA já pressionavam o presidente por mais informações, e muitos expressavam reservas sobre o custo e o impacto dos potenciais ataques.
O anúncio acontece um dia depois de a Casa Branca divulgar um relatório no qual aponta o regime de Damasco responsável pelo ataque com armas químicas em 21 de agosto, que matou pelo menos 1.429 civis, sendo um terço deles crianças.
A maioria dos norte-americanos não querem que os EUA façam uma intervenção na Síria. Uma pesquisa Reuters/Ipsos feita nesta semana mostrou que apenas 20 por cento acreditam que o país deveria tomar uma ação, isso ante nove por cento uma semana antes. (Com agências internacionais)
Obama diz que decidiu por ataque à Síria, mas quer aval do Congresso dos EUA
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse neste sábado (31) que o país decidiu realizar uma ação militar na Síria. "Decidi que os EUA devem atacar a Síria", disse em entrevista coletiva de imprensa na Casa Branca.
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Obama, porém, declarou que não fará isso sem antes submeter a decisão ao Congresso, que deverá debater e votar sobre a investida. O Congresso, no entanto, volta do recesso em 9 de setembro, o que indica que o aval para um real ataque só deve acontecer depois dessa data.
A ação militar dos EUA seria uma retaliação ao governo sírio, acusado de usar armas químicas contra civis no país. Obama falou que o episódio foi o "pior ataque químico do século 21".
A Síria vive uma guerra civil desde 2011, entre grupos rebeldes e forças do governo, que causou um enorme êxodo do país, com milhões de refugiados, e mais de 100 mil pessoas mortas.
Crianças sírias têm queimaduras parecidas com as de napalm
"Estou confiante que o governo fará o que tiver que ser feito", disse Obama. "Que mensagem nós daremos se não fizermos nada?"
Obama disse ainda que o país "não pode fechar os olhos para o que está acontecendo em Damasco" e que ele não foi eleito para "evitar decisões difíceis".
O presidente citou que as imagens divulgadas de pessoas queimadas, as quais chamou de 'terríveis', foram um "insulto a dignidade humana".
Logo após o pronunciamento de Obama, o primeiro-ministro do Reino Unido, David Cameron, disse que "entende e apoia" a decisão do presidente dos Estados Unidos.
Veja Álbum de fotos
Na quinta-feira, Cameron teve que desistir de participar dessa operação militar após perder uma votação no Parlamento.
Antes do anúncio, legisladores dos EUA já pressionavam o presidente por mais informações, e muitos expressavam reservas sobre o custo e o impacto dos potenciais ataques.
O anúncio acontece um dia depois de a Casa Branca divulgar um relatório no qual aponta o regime de Damasco responsável pelo ataque com armas químicas em 21 de agosto, que matou pelo menos 1.429 civis, sendo um terço deles crianças.
A maioria dos norte-americanos não querem que os EUA façam uma intervenção na Síria. Uma pesquisa Reuters/Ipsos feita nesta semana mostrou que apenas 20 por cento acreditam que o país deveria tomar uma ação, isso ante nove por cento uma semana antes. (Com agências internacionais)
sexta-feira, 30 de agosto de 2013
Messi recusa apoiar candidatura de Madri aos Jogos Olímpicos de 2020
atacante Lionel Messi, eleito melhor jogador do mundo nos últimos quatro anos, recusou o convite do COE (Comitê Olímpico Espanhol) para participar do vídeo da campanha de Madri a sede dos Jogos Olímpicos de 2020.
O anúncio da negativa de Messi ao convite foi feito pelo presidente do COE, Alejandro Blanco. "Ele considerou que não devia participar", afirmou o dirigente em coletiva de imprensa em Buenos Aires, cidade que vai receber a sessão do COI (Comitê Olímpico Internacional) que vai definir o local de disputa da Olimpíadas de 2020.
Blanco minimizou a recusa do atacante do Barcelona. "Não acontece absolutamente nada com nossa candidatura porque um esportista não queira participar. Temos que ser respeitosos com a decisão do melhor jogador do mundo", afirmou o dirigente.
"Na Espanha temos grandes esportistas, muitos para escolher", continuou o presidente do COE, que citou o nome do astro do basquete Pau Gasol , que ficará encarregado da apresentação da candidatura na sessão do COI. "Ficamos muito felizes que seja ele quem vá falar em nome dos atletas espanhóis. Em primeiro lugar pela amizade pessoal que nos une, e em segundo por ter sido nosso porta-bandeira em Londres".
Madri foi derrotada nas últimas duas eleições do COI, perdendo para Londres os Jogos Olímpicos de 2012, e para o Rio de Janeiro a edição de 2016, votação na qual a capital espanhola chegou até a última rodada, deixando Chicago e Tóquio para trás.
Na disputa por 2020, Madri vai reeditar a disputa com Tóquio, além de enfrentar também a cidade de Istambul, na Turquia. A decisão do COI será anunciada no próximo dia 7 de setembro.
quinta-feira, 29 de agosto de 2013
Campos e Aécio inauguram 'aliança tática' contra Dilma
governador Eduardo Campos (PSB-PE) e o senador Aécio Neves (PSDB-MG), virtuais adversários em 2014, ensaiam parceria temporária para fortalecer seus nomes à disputa presidencial. Aliados querem que eles evitem agressões mútuas e estabeleçam, sempre que possível, convergência nas críticas ao governo Dilma Rousseff.
Hoje, Campos receberá o tucano para um jantar no Recife (PE), como antecipou ontem a coluna Painel. A ideia é mudar a pauta dos encontros regulares que realizam.
Diálogo recente entre o governador de Pernambuco e o senador mineiro mostra quão afinados estão os dois virtuais candidatos à Presidência da República.
"Você é oposição, e eu sou aquele que reconhece quando há acertos [do governo federal]", disse o pernambucano ao mineiro há pouco mais de dois meses.
"Esquece, Eduardo, esse sou eu, pô! Só dar porrada é discurso vazio", retrucou, sorrindo, o tucano.
Nos últimos dias, Campos e Aécio fizeram críticas muito parecidas ao Planalto e à própria presidente Dilma, de quem o governador socialista ainda é formal aliado.
Campos preside o PSB, partido com cargos no segundo escalão federal e dois ministérios (Integração Nacional e Secretaria de Portos).
Auxiliares do pernambucano afirmam que as declarações não foram combinadas. Reconhecem, contudo, que as críticas em dose dupla ganham dimensão maior na imprensa e podem aprofundar o desgaste da petista.
Interlocutores de ambos os lados ouvidos pela Folha explicam que a proximidade não significa um pacto de não agressão. Mas nenhum deles demonstra vontade de tratar o outro como rival agora.
Até porque o limite dessa "parceria tática", como definiu um aliado do pernambucano, são os números das pesquisas. Ou seja: se um disparar sobre o espólio eleitoral do outro, o acordo evapora. O jantar de hoje é justamente para retardar, ao máximo, esse momento.
Outro tema do encontro são eventuais conflitos em candidaturas do PSDB e do PSB nos Estados. Em Minas, Campos quer que o prefeito Márcio Lacerda, seu correligionário, dispute o governo. Ocorre que Lacerda é aliado de Aécio. Há desafios em São Paulo, no Paraná, na Paraíba, mas também muito esforço para compor palanques onde for possível.
fotografia
Afora as demandas objetivas, socialista e tucano querem explorar o simbolismo do encontro. Ao mostrar afinidade, eles indicam que uma aliança em um eventual segundo turno é um caminho natural. Isso fortalece a perspectiva de poder de ambos.
Os dois têm desempenho modesto nas pesquisas. Em um dos cenários da pesquisa Datafolha de 10 de agosto, Aécio tinha 13% de intenção de voto. Campos, 8%.
Para "eduardistas", a imagem dos dois juntos abre caminho para que Campos, político com histórico de esquerda, mas que flerta com setores tidos como mais conservadores, avance sobre o segundo espectro ideológico.
De outro lado, Aécio tem dificuldade de fazer o movimento contrário. Ele tenta puxar o governador para conduta mais ofensiva contra Dilma.
Na conversa de hoje, os dois terão de discutir dois fatores que podem mudar o cenário atual: a possibilidade de Marina Silva não montar a Rede e a eventual candidatura de José Serra pelo PPS.
Hoje no PSDB, Serra tiraria votos de Aécio sobretudo em São Paulo, território vital para dar competitividade a qualquer um dos prováveis candidatos.
Campos e Aécio inauguram 'aliança tática' contra Dilma
governador Eduardo Campos (PSB-PE) e o senador Aécio Neves (PSDB-MG), virtuais adversários em 2014, ensaiam parceria temporária para fortalecer seus nomes à disputa presidencial. Aliados querem que eles evitem agressões mútuas e estabeleçam, sempre que possível, convergência nas críticas ao governo Dilma Rousseff.
Hoje, Campos receberá o tucano para um jantar no Recife (PE), como antecipou ontem a coluna Painel. A ideia é mudar a pauta dos encontros regulares que realizam.
Diálogo recente entre o governador de Pernambuco e o senador mineiro mostra quão afinados estão os dois virtuais candidatos à Presidência da República.
"Você é oposição, e eu sou aquele que reconhece quando há acertos [do governo federal]", disse o pernambucano ao mineiro há pouco mais de dois meses.
"Esquece, Eduardo, esse sou eu, pô! Só dar porrada é discurso vazio", retrucou, sorrindo, o tucano.
Nos últimos dias, Campos e Aécio fizeram críticas muito parecidas ao Planalto e à própria presidente Dilma, de quem o governador socialista ainda é formal aliado.
Campos preside o PSB, partido com cargos no segundo escalão federal e dois ministérios (Integração Nacional e Secretaria de Portos).
Auxiliares do pernambucano afirmam que as declarações não foram combinadas. Reconhecem, contudo, que as críticas em dose dupla ganham dimensão maior na imprensa e podem aprofundar o desgaste da petista.
Interlocutores de ambos os lados ouvidos pela Folha explicam que a proximidade não significa um pacto de não agressão. Mas nenhum deles demonstra vontade de tratar o outro como rival agora.
Até porque o limite dessa "parceria tática", como definiu um aliado do pernambucano, são os números das pesquisas. Ou seja: se um disparar sobre o espólio eleitoral do outro, o acordo evapora. O jantar de hoje é justamente para retardar, ao máximo, esse momento.
Outro tema do encontro são eventuais conflitos em candidaturas do PSDB e do PSB nos Estados. Em Minas, Campos quer que o prefeito Márcio Lacerda, seu correligionário, dispute o governo. Ocorre que Lacerda é aliado de Aécio. Há desafios em São Paulo, no Paraná, na Paraíba, mas também muito esforço para compor palanques onde for possível.
fotografia
Afora as demandas objetivas, socialista e tucano querem explorar o simbolismo do encontro. Ao mostrar afinidade, eles indicam que uma aliança em um eventual segundo turno é um caminho natural. Isso fortalece a perspectiva de poder de ambos.
Os dois têm desempenho modesto nas pesquisas. Em um dos cenários da pesquisa Datafolha de 10 de agosto, Aécio tinha 13% de intenção de voto. Campos, 8%.
Para "eduardistas", a imagem dos dois juntos abre caminho para que Campos, político com histórico de esquerda, mas que flerta com setores tidos como mais conservadores, avance sobre o segundo espectro ideológico.
De outro lado, Aécio tem dificuldade de fazer o movimento contrário. Ele tenta puxar o governador para conduta mais ofensiva contra Dilma.
Na conversa de hoje, os dois terão de discutir dois fatores que podem mudar o cenário atual: a possibilidade de Marina Silva não montar a Rede e a eventual candidatura de José Serra pelo PPS.
Hoje no PSDB, Serra tiraria votos de Aécio sobretudo em São Paulo, território vital para dar competitividade a qualquer um dos prováveis candidatos.
quarta-feira, 28 de agosto de 2013
Ticiana Villas Boas se casa três vezes com o mesmo milionário. Leia na revista J.P
m outubro do ano passado, a vida da apresentadora Ticiana Villas Boas, 32 anos, que compartilha a bancada do Jornal da Band com Ricardo Boechat, passou a se dividir em AC/DC – antes do casamento e depois. Em uma festança para 1.500 convidados, Ticiana se casou com o empresário Joesley Batista, dono da maior empresa de processamento de proteína animal do mundo, o grupo JBS Friboi, que, em 2012, faturou R$ 55 bilhões. Ela conta rindo que, até ali, nem sabia direito quem era Karl Lagerfeld, o lendário estilista da Maison Chanel que assinou seu vestido de noiva. A indicação foi de Cicila Street, buyer da marca para o Brasil. “O [arquiteto] Edo [Rocha], namorado da Cicila, é amigo do Joesley. Quando contei a ela que não tinha pensado ainda no vestido, a Cicila disse na hora que ia ser Chanel. Fomos com eles assistir ao desfile outono-inverno [no Grand Palais] e o conheci [Lagerfeld].” Tici ainda teve de ir a Paris três vezes para provar o vestido, sempre no jatinho particular do marido.
Muito noticiada pela mídia de celebridades, a festança levou os maledicentes a concluir precipitadamente que se tratava do casamento de uma apresentadora arrivista com um empresário milionário. Como será que ela reage a esses comentários? “Não tenho problema com isso porque venho de duas famílias muito tradicionais da Bahia”, diz, sem prestar muita atenção. Ticiana é Tanajura da parte da mãe, que é engenheira; e Villas Boas do pai, advogado, ambos funcionários da Empresa Baiana de Águas e Saneamento S.A. (Embasa), estatal “que é a Sabesp de lá”. Conta que seus pais estudaram com baianos enriquecidos como o empresário Daniel Dantas e os publicitários Duda Mendonça e Nizan Guanaes. Seus avós eram íntimos de Antônio Carlos Magalhães.
Ticiana cresceu em um condomínio de classe média na praia de Piatã, a cerca de 20 quilômetros de Salvador, estudou em colégio de freiras e se formou em comunicação na federal da Bahia. “Nunca li jornal. No máximo, Caderno 2. Fiz comunicação para saber o que era. Meu pai queria direito, para eu ficar com o escritório dele, e prestei para agradá-lo, mas não me atraía. Como passei para comunicação na federal, era uma boa desculpa para não fazer direito numa particular”, conta. Na infância, ela sonhava ser bailarina. Gostava da “área cultural” e vivia “com o povo de teatro”, Vladimir Brichta, Wagner Moura, Lázaro Ramos.
NOTÍCIA BOA
Ótima aluna, ela lembra que sempre a selecionavam em um concurso de crônicas e poemas promovido pela escola. Isso foi um ponto a favor do jornalismo. Ainda na universidade, começou a estagiar na TV Cultura local, onde fez de tudo: produção, edição, até roteiro de radio novela. E então, bingo, quando a apresentadora de um telejornal da emissora tirou férias, ela entrou para substituí-la. Em um mês, foi chamada pela Band da Bahia. Passou um ano padecendo na rua, “cobrindo alagamento, buraco, pega ladrão”, e, de vez em quando, entrava no noticiário nacional. Numa dessas, agradou a chefia em São Paulo. Mandaram sondá-la, ela não pestanejou, transferiu-se. Tornou-se uma repórter de pautas criativas, produziu matérias saborosas de comportamento e também documentários. Um dia, Mariana Ferrão, a apresentadora híbrida de garota do tempo no Jornal da Band, foi convidada para ir para a Globo.
Ticiana não tinha indicação para ocupar a vaga, uma das mais disputadas por jornalistas de TV. Não que ela não merecesse. O problema é que ia muito bem como repórter. O próprio Ricardo Boechat lembra que votou contra: “Ela sempre foi o nosso melhor quadro para um grande universo de reportagens, tinha talento, espontaneidade. Não fazia sentido tirá-la dali”, diz. Além disso, Boechat era a favor de se investir em uma editoria de meteorologia, como já se faz com política, economia, geral. “O ideal seria colocar no lugar da Mariana alguém que, como ela, fosse um especialista no assunto. O tempo é algo que tem interferência dramática na vida da população, e, mesmo assim, aqui no Brasil as pessoas só o consultam para saber se vai dar praia no fim de semana.” Na disputa por Ticiana Villas Boas, ganhou a bancada. E Boechat não lamenta. “Ela se preparou, investiu, e possui qualidades notáveis. É charmosa, tem presença de vídeo, deu certíssimo.”
ESFORÇO PARA APARECER
Por sua vez, Joesley Batista detesta aparecer. “Se ele faz o esforço de sair em alguma foto comigo é porque eu tenho uma carreira pública e preciso estar na mídia. Mas longe dele querer formar um casal margarina.” Para demonstrar o temperamento recluso do marido, ela pergunta: “Você já sabia quem era Joesley Batista antes do nosso casamento?”. Não. Nem ela. Os dois se conheceram em abril de 2012, durante um seminário de economia em São Paulo. Ticiana era mediadora. Nos intervalos, para não ser importunada enquanto estudava para o ciclos de palestras, ela colocou a bolsa na cadeira ao lado. Não adiantou muito. “Joesley nem pediu para tirar a bolsa da cadeira: simplesmente a afastou e se sentou”, lembra. O empresário foi insistente. Tici acabou fornecendo seu e-mail profissional. O primeiro beijo aconteceu quatro meses depois. A partir daí, as coisas caminharam relativamente rápido. Até o casamento com festa, em outubro, eles celebraram sua união outras duas vezes. A primeira “cerimônia” foi no Taj Mahal, na Índia, quando Wesley, irmão de Joesley, fez um pequeno discurso; a segunda foi em Bora Bora, no Taiti. “Viajamos só com a família dele e, na volta, achei injusto com meus pais, irmãos e amigos. Por isso, fiz a cerimônia oficial. Joesley pediu minha mão em um jantar com meus pais e participou até do curso de noivos!”, conta ela. Tici prefere não falar de seu casamento anterior, que durou seis meses.
GUERREIRA DE RÍMEL
“Estou com 2 quilos a mais e queria que você me afinasse um pouco aqui”, diz ela ao maquiador, apontando para a bochecha. Ticiana mede 1,63 metro e tem 52 quilos, corpo em dia, sorriso encantador, ou seja, só ela vê o excesso de peso no rosto. “Cuido do cabelo e da pele, e não saio de casa sem rímel”, conta. Tudo isso é novidade, segundo sua melhor amiga, a produtora gaúcha Bruna Estivalet. “A Tici sempre foi muito guerreira, mas desligada com a aparência. Nunca soube marca de roupa, usava o mesmo tênis sempre. Nem ia à manicure.” As duas se conheceram na Band, recém-chegadas em São Paulo, e se tornaram muito amigas. Uma foi madrinha de casamento da outra. “Até hoje, a Tici me manda fotos dos looks para saber se ficou bom”, diverte-se Bruna.
A entrevista para J.P foi no casarão em que Joesley e Ticiana passaram a viver depois do casamento, no Jardim Europa, em São Paulo. Eles entregaram o projeto de decoração a João Armentano. “Existe uma integração muito grande entre interno e externo”, diz o arquiteto. Logo na entrada, depois de passar por um espelho d’água iluminado por LEDs, o visitante ingressa em uma sala com 7 metros de pé-direito, envidraçada de alto a baixo. Ali, na mesa de centro, há livros de capa dura com títulos como The World’s Finest Charter Yachts e Images of Australia.
Além de uma edição com a obra completa de Vik Muniz, há quadros dele pendurados nos paredões. Mas o maior de todos, retratando um arranjo de tulipas gigantes, é de Luzia Simons. No living, que dá para a raia de 25 metros, chama a atenção uma luminária muito grande, que verga arredondada sobre um poltronão. Em uma mesa ali perto, repousa um exemplar de How to Raise a Gentleman, próximo a uma caixa de charutos cubanos Cohiba. A assessora de Ticiana embarca com a equipe no elevador, para mostrar o quarto do casal e, mais acima, o solarium com vista para a vizinhança.
Sempre muito divertida, Ticiana explica como foi que seu casamento acabou virando um megaevento. Diz que usou o raciocínio do “já que”: “Pensei o seguinte: já que a gente ia se casar na igreja, tinha de ser numa bem tradicional. Já que era na Nossa Senhora do Brasil, que tem 500 lugares, por que não usar um vestido à altura? E já que eu ia usar um Chanel, por que não fazer uma festa legal? Já que a festa ia ser legal, por que não chamar alguém bacana para fazer um show? Já que ia ter Bruno & Marrone, por que não chamar alguém da Bahia? Por que não chamar Ivete Sangalo? Já que…”. Ao fim da sessão de fotos, o “já que” continua. Na hora do clique à mesa do almoço, Ticiana chama Marcos Laurentino e diz: “Marquinhos, troca esse champanhe do balde. Põe um Cristal. Já que é para sair na foto, melhor que seja um bom, né?”.
Festival de Veneza de 2013 contempla variedade do cinema americano
70ª edição do Festival de Cinema de Veneza começa na noite desta quarta-feira (28), com a exibição do filme norte-americano "Gravidade", estrelado por Sandra Bullock e George Clooney. Nas duas semanas que se seguem, a cidade italiana vai apresentar uma variedade de longas e curtas, em competição ou não, que reúne várias nacionalidades. Mas a presença dos Estados Unidos em 2013 foi algo destacado pelo diretor Alberto Barbera ao anunciar as atrações deste ano.
VEJA QUEM COMPETE
NO FESTIVAL EM 2013
"Es-Stouh"
"L'Intrepido"
"Miss Violence"
"Tracks"
"Via Castellana Bandiera"
"Tom À La Ferme"
"Child of God"
"Philomena"
"La Jalousie"
"The Zero Theorem"
"Ana Arabia"
"Under the Skin"
"Joe"
"Die Frau Des Polizisten"
"Kaze Tachinu"
"The Unknown Known"
"Night Moves"
"Sacro Gra"
"Jiaoyou"
"Parkland"
Celebridades teens crescidas com Zac Efron e Lindsay Lohan participam de filmes a serem lançados durante o festival, tanto de novatos como Peter Landesman, que estreia na direção com um longa que retrata o assassinato de John Kennedy sob múltiplos ângulos, como de veteranos do porte de Paul Schrader, roteirista de "Touro Indomável" e "Taxi Driver", que dirige o filme "The Canyons".
Os Estados Unidos ainda são representados por Terry Gilliam, um dos principais nomes da série de humor "Monty Python", que dirige Christoph Waltz no papel de um gênio da computação, além de atores como Tilda Swinton e Ben Whishaw no longa "The Zero Theorem".
Outro país bem representado no evento será o Reino Unido, com filmes como o do diretor Jonathan Glazer, que trará ao evento o longa "Under The Skin", com Scarlett Johansson vivendo uma alien dentro de um corpo humano, perambulando pela Escócia -- e de cabelo preto.
Já o Brasil estará em Veneza em coprodução com a França. O longa "Amazônia", um híbrido de documentário com ficção, não conta com atores humanos, nem com falas ou efeitos especiais. A história, dirigida por Thierry Ragobert e roteirizada pelo brasileiro Luiz Bolognesi ("Uma História de Amor e Fúria"), mostra um macaco que cai de um avião e precisa sobreviver na região de floresta equatorial homônima. Estimado em US$ 20 milhões, o filme conta com tecnologia 3D.
Patriota se disse responsável pela saída de senador da Bolívia
Tão logo soube que o senador boliviano Roger Pinto Molina entrara no Brasil, Dilma Rousseff quis saber quem fora o responsável pela operação que abriu uma crise no Ministério das Relações Exteriores e derrubou o chanceler Antonio Patriota.
Foi o chanceler quem disse à presidente, por telefone, que o boliviano havia entrado no país. A Folha apurou que Dilma e Patriota se falaram no sábado. O tom da conversa entre os dois teria sido tenso.
Senador poderá ir ao Uruguai antes de obter refúgio no Brasil
Ex-chanceleres se dividem sobre a postura de Saboia
Membro de comissão criticada por Saboia desiste de investigá-lo
Patriota estava no aeroporto de Guarulhos (SP), prestes a embarcar para a Finlândia, e, segundo relatos, parecia incomodado. Fez vários telefonemas e avisou que poderia ter de voltar para Brasília.
Uma das ligações foi para um funcionário do Itamaraty, que confirmou que o senador havia entrado no país após passar 455 dias na embaixada em La Paz.
Patriota teria demonstrado surpresa e apreensão com a notícia. Imediatamente pediu a um assessor para que o colocasse em contato com a presidente. A primeira tentativa, contudo, foi frustrada.
Ele telefonou então para o chanceler da Bolívia, David Choquehuanca, informando que acabara de saber da retirada do senador oposicionista.
Na conversa, teria dito que havia sido uma decisão de um funcionário da embaixada devido às condições de saúde do senador. Prometeu que providências seriam tomadas pelo governo brasileiro.
Em seguida, Patriota falou com Dilma. Apesar de afirmar que a condição de saúde do senador era séria, disse que a decisão não fora tomada em Brasília.
Dilma quis saber quem planejara a operação. Patriota apontou o encarregado de negócios, Eduardo Saboia, mas se responsabilizou pela retirada do oposicionista, uma vez que havia sido ele que indicara Saboia para o cargo.
Patriota voltou então à capital federal.
No dia seguinte, o Itamaraty divulgou nota citando Saboia e anunciando que uma investigação interna seria aberta para apurar o caso.
Na segunda-feira, Patriota deixou o cargo e foi indicado para representar o Brasil na ONU. O senado precisará sabatiná-lo.
domingo, 25 de agosto de 2013
Mulheres de todo o mundo reúnem-se para Marcha Mundial em SP
Cerca de 1.600 mulheres vindas de todo o mundo participam ao longo da semana do 9º Encontro Internacional da Marcha Mundial das Mulheres (MMM), na capital paulista. A abertura pública do evento acontece segunda-feira (26), no Memorial da América Latina. No entanto, a partir de hoje (25) o público já pode visitar a exposição Feminismo em Marcha, na Galeria Olido, no centro da cidade. Podem ser vistas projeções, fotos e faixas, entre outros materiais produzidos pelo movimento, mostrando a atuação da marcha em 62 países.
Além de fazer um balanço das atividades dos dois últimos anos, serão discutidas pautas relativas às mulheres em todo o mundo. "Vamos fazer um balanço dessa trajetória de construção de um feminismo popular, enraizado nas lutas locais, mas também articulado a partir de ações internacionais", afirmou Tica Moreno, da coordenação nacional da MMM, sobre o evento que marca o fim da gestão brasileira no movimento. "Desde 2006, a coordenação internacional da marcha está aqui no Brasil. Foi um período que a gente apendeu muito."
As pautas serão discutidas dentro da proposta que considera que as reivindicações sociais estão intimamente ligadas às demandas feministas. "Os desafios que a gente enfrenta para mudar o mundo e a vida das mulheres são as questões mais globais do capitalismo patriarcal, da divisão sexual do trabalho, da forma de organização da sociedade de mercado. Não basta um feminismo que beneficia apenas setores das mulheres", disse Tica.
sábado, 24 de agosto de 2013
'Empresários não deveriam repassar dólar para os preços', diz Guido Mantega
ministro Guido Mantega (Fazenda) aposta no recuo da cotação do dólar e apela ao empresariado que, nesse caso, não repasse a alta do câmbio dos últimos dias para os preços. Para ele, o patamar registrado nesta semana, com a cotação a R$ 2,45, "não é bom para ninguém".
O ministro diz que seu apelo vale para a Petrobras, que não deve levar em conta o pico das cotações ao definir um reajuste da gasolina e do diesel.
Ele sinalizou, contudo, que um aumento de combustível, como pleiteia a estatal, virá ainda neste ano.
Segundo ele, a Petrobras tem uma política de reajuste que implica mais de um aumento por ano -neste, só houve um, em janeiro.
Guido adverte: os especuladores que apostam apenas na alta do dólar podem "quebrar a cara". Ele também voltou a prometer que o governo será mais transparente na área fiscal.
*
Folha - O mercado ainda enxerga certa fragilidade na área fiscal do governo. Vem uma sinalização na meta de superavit [economia que o governo faz para pagar os juros da dívida] de 2014?
Guido Mantega - Ainda estamos discutindo os números. Acreditamos que um bom desempenho fiscal ajuda a manter a confiança na economia brasileira. O que posso dizer é que a dívida líquida vai continuar caindo. Essa diretriz será mantida e com mais transparência em operações que poderiam suscitar dúvidas.
O sr. disse que revisou o crescimento deste ano para 2,5%. E no próximo ano?
Nossa previsão será de 4% para o próximo, 4% para 2015 e 4,5% para 2016.
É factível, num cenário de muita incerteza? Não teme ser tachado de otimista?
Não. Apesar da turbulência, a economia mundial está dando sinais de ligeira melhora. Com este cenário, você terá uma recuperação do comércio internacional, uma das molas mestras do crescimento global. A perspectiva é de melhorar, mesmo porque é difícil piorar.
Quando a inflação começou a cair, o dólar subiu. A inflação vai voltar a subir?
A inflação tem uma trajetória sazonal. Começa alta no início do ano, vem caindo, atinge seu menor patamar em julho, depois volta a subir. O importante é a velocidade de crescimento, para que ela esteja dentro dos parâmetros normais. Por exemplo, que a inflação de agosto fique em torno de 0,30%.
Mas o dólar não pode prejudicar isso?
O dólar, se ficar insistentemente elevado, pode influenciar, trazer uma pressão. Até agora apareceu muito pouco. Mas é aconselhável que, se essa subida do dólar for revertida, e ela pode ser revertida, os empresários não repassem isso para os preços.
Seria bom que não repassassem. Vale também para a Petrobras. Não tem sentido dar aumentos em razão do aumento do dólar. Mesmo porque são aumentos extemporâneos. Não devemos nos precipitar, temos de aguardar e não antecipar repasses que podem ser desnecessários.
Não haverá aumento da gasolina no curto prazo?
Não estou dizendo isso. Estou dizendo que não vai ter repasse do aumento do câmbio em momentos de volatilidade. Essa é a regra na Petrobras, que trabalha com uma tarifa média, não repassando picos. Tivemos uma situação excepcional, o que não significa que não vai ter reajuste.
Mas antes disso a Petrobras já pedia um reajuste de preços.
A Petrobras sempre pede. Ela tem uma política de mais de um reajuste por ano, mas sem olhar a questão cambial de momento.
Há uma ala do governo que considera um dólar a R$ 2,40 positivo para a indústria. O sr. está dentro desse grupo?
Não, esse dólar alto não é bom para ninguém. Essa subida com essa volatilidade não é boa para ninguém, porque os empreendedores retardam suas operações. Mesmo os que ganham com um dólar mais valorizado, os exportadores, dão uma parada para ver a quanto vai o dólar. Atrapalha todo mundo.
Eu, como ministro da Fazenda, tenho de me preocupar com um cenário mais estável. E esse dólar não é favorável. Claro que, no longo prazo, para os exportadores, o dólar mais caro é favorável. Mas, no curto prazo, não é, e, portanto, combatemos isso.
Por que o real é uma das moedas que mais sofrem neste momento?
Entre outras coisas, porque temos um mercado mais líquido. Não temos problemas de fluxo de dólares. Tanto que não há pressão no mercado à vista, mas há investidores aproveitando a onda de desvalorização para ganhar no mercado futuro. E nosso mercado é bem regulado, é seguro fazer aplicação de derivativos aqui. O que não acontece em outros países.
Agora, é bom deixar claro que essa pressão do dólar, no nosso caso, não é saída de capitais, não é perda de reservas, como em outros países. Aqui é hedge e especulação.
Qual é o recado para os especuladores?
Você pode ganhar, mas pode perder. Porque o nosso câmbio é flutuante. Então, é preciso tomar cuidado. Houve época em que nosso câmbio flutuava só para um lado. Se você apostar demais numa direção, pode quebrar a cara.
Os últimos dados do Ministério do Trabalho mostram que a geração de empregos está perdendo força. O desemprego vai subir?
O que acontece é que estamos gerando menos emprego. Neste ano geramos até agora 900 mil novos empregos, o suficiente para o mercado de trabalho. Não dá mais para gerar 2 milhões de empregos, como em anos de disponibilidade de mão de obra. Agora, 900 mil está de bom tamanho. Está gerando menos, porém também há menos necessidade de emprego, porque a maior parte da população está empregada, há quase pleno emprego em vários setores.
sexta-feira, 23 de agosto de 2013
Governo quer força total nas obras da Copa
O governo federal vai realizar uma ofensiva para concluir 1,6 mil obras de turismo para a Copa do Mundo de 2014. Os dados, obtidos pelo jornal O Estado de S. Paulo, serão divulgados, nesta sexta-feira, 23, pelo Ministério do Turismo. A ideia é mostrar que esse "legado", ao ficar pronto, vai comprovar que a atuação do governo em relação ao grande evento vai além da mera construção de arenas esportivas.
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A ordem é que essas obras, que incluem pavimentação de estradas, sinalização de destinos turísticos e centros de convenções, recebam atenção total nos próximos nove meses. Desse volume de empreendimentos, cerca de 900 estão em estágio avançado, e outros 700 têm o sinal de alerta ligado no cronograma. Ao todo, o Ministério do Turismo tem 5.163 obras em andamento, que consomem um orçamento de R$ 2,15 bilhões - o equivalente a 80% de tudo o que a pasta têm.
Segundo o ministro do Turismo, Gastão Vieira, a própria presidente Dilma Rousseff deve participar das cerimônias de inauguração dos principais empreendimentos, como o Centro de Eventos de João Pessoa (PB), programado para ficar pronto em maio do ano que vem. "Precisamos romper com um ciclo vicioso de ineficiência no gasto com o turismo, e a presença do governo federal será crucial para demonstrar que esses investimentos podem acelerar a economia da região", disse Vieira.
"Há locais como Pipa (RN), Jericoacoara (CE) ou Lençóis Maranhenses, por exemplo, que são maravilhosos destinos turísticos, mas têm infraestrutura precária, e isso aumenta o custo para o turista", afirmou.
Entre os Estados, São Paulo é o que tem o maior volume de intervenções federais em andamento (são 724 obras), que correspondem a R$ 563,7 milhão. Mas o melhor índice de desempenho fica com o segundo colocado, o Ceará, que tem 398 obras em andamento (num total de R$ 273,4 milhões em investimentos), e apenas 1,1% está atrasada.
Quase 90% de todas as obras tocadas pelo Ministério do Turismo são propostas de emendas parlamentares. Segundo Vieira, a pasta tem ainda cerca de R$ 500 milhões parados, que podem irrigar empreendimentos de infraestrutura nos municípios. O dinheiro ficará no caixa do Ministério do Turismo até junho de 2014, quando retornará ao cofre do Tesouro Nacional caso as prefeituras não se habilitem a tomar esses recursos. "Basta ao prefeito resolver pendências na Caixa, e o dinheiro estará liberado", afirmou o ministro.
terça-feira, 20 de agosto de 2013
Copa tem mais de 1 milhão de ingressos solicitados no primeiro dia de venda
Fifa divulgou nesta terça-feira a primeira parcial de solicitações de ingressos para a Copa do Mundo de 2014. Segundo a entidade mais de 1 milhão de entradas fora pedidas pelos torcedores. Brasil, Estados Unidos, Chile e Inglaterra foram os países com maior procura.
"Os jogos mais concorridos são de longe a abertura na Arena de São Paulo (mais de 168 mil pedidos) e a final no Maracanã (mais de 165 mil). Torcedores têm até o dia 10 de outubro de 2013 para solicitar ingressos nesta primeira fase de vendas", diz comunicado da Fifa.
A primeira fase de vendas dos ingressos para a Copa de 2014 começou nesta terça-feira , no site da FIFA. É possível solicitar entradas para todas as categorias (1 a 4) até o dia 10 de outubro. Vale lembrar que o esquema de vendas é o mesmo da Copa das Confederações, com a realização de sorteios caso a procura seja maior que os ingressos disponíveis.
No site, o usuário encontra os lugares disponíveis dentro do estádio e uma tabela de preços, que variam de R$ 30 (o preço da meia-entrada na categoria 4) a R$ 1.980 (na categoria 1) para ingressos individuais, e de R$ 594 a R$ 6.700 para pacotes com até sete entradas para assistir a jogos de diferentes rodadas.
Cerca de duas horas após o início da venda dos ingressos, entradas para algumas partidas da Copa já eram classificadas no site da Fifa como de alta demanda. Os ingressos de todas as categorias para o jogo de abertura da Copa, no dia 12 de junho, em São Paulo, e para a final do torneio, no dia 13 de julho, no Rio de Janeiro, estão entre os mais concorridos.
O início da venda dos bilhetes também foi marcado por problemas no site da entidade máxima do futebol. Ainda na manhã desta terça-feira, as solicitações dos tíquetes para alguns jogos do Mundial apareceram como bloqueadas na página da Fifa.
Por volta das 7h30, quem tentou solicitar um ingresso para o segundo jogo da Copa do Mundo que será realizado em Manaus, no dia 22 de junho, por exemplo, teve problemas. O mesmo aconteceu com quem buscava um ingresso para o segundo jogo do Mundial que acontecerá em Porto Alegre, também no dia 22. Em ambos os casos, as solicitações estavam bloqueadas.
Procurada, a Fifa informou que o site funcionava bem na abertura das vendas
Como comprar?
Na primeira fase de venda de ingressos, é possível solicitar entradas para todas as categorias (1 a 4) até o dia 10 de outubro. Vale lembrar que o esquema de vendas é o mesmo da Copa das Confederações, com a realização de sorteios caso a procura seja maior que os ingressos disponíveis.
No site, o usuário encontra os lugares disponíveis dentro do estádio e uma tabela de preços, que variam de R$ 30 a R$ 1.980 para ingressos individuais, e de R$ 594 a R$ 6.700 para pacotes com até sete entradas para assistir a jogos de diferentes rodadas. (Veja infográfico abaixo)
E quem quiser ver a abertura da Copa, vai ter que pagar bem mais caro pelas entradas. O ingresso para a partida, que vale pela primeira fase da competição, custa mais que o dobro do que o dos outros jogos da mesma etapa. Na categoria um 1 (que dá acesso aos melhores lugares), o preço chega a R$ 990 contra R$ 350 de um ingresso para qualquer outro jogo desta fase.
Garantir um lugar na final também não sai barato. Uma entrada na categoria 4, que é mais em conta, não fica por menos que R$ 330.
domingo, 18 de agosto de 2013
Desembolso para cobrir custo das termelétricas já é o é dobro do previsto
uso contínuo de energia das termelétricas gerou um gasto bilionário para o governo. O valor desembolsado até junho pode chegar ao dobro do previsto para o ano.
O pagamento dessa energia, mais cara e mais poluente, somava até junho R$ 3,9 bilhões, segundo a Eletrobras. Em maio, o ministro Edison Lobão (Minas e Energia) estimou em R$ 2 bilhões o gasto até o fim do ano.
A despesa será repassada aos consumidores, ao longo de cinco anos. Segundo o ministro, trará um aumento máximo de 3% na tarifa.
Apesar de o relatório de gastos ser contabilizado pela Eletrobras, o ministério contesta os valores. Em nota, técnicos argumentam que outras despesas foram incluídas. O valor efetivo despendido foi de R$ 3 bilhões.
Ainda assim, há um aumento em relação aos últimos anos. No ano passado, as térmicas custaram R$ 1,7 bilhão, de acordo com a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica). Em 2010 e em 2011, foram R$ 670 milhões e R$ 6,1 milhões, respectivamente.
As termelétricas funcionam como um estoque de emergência de eletricidade. Se os reservatórios das hidrelétricas estão com nível baixo de água, o governo autoriza o uso das térmicas (movidas a gás, óleo e carvão) para garantir o abastecimento.
Desde o fim do ano passado, as térmicas vêm sendo mais usadas e por mais tempo. Os recursos para evitar que isso bata diretamente no bolso do consumidor saem da CDE (Conta de Desenvolvimento Energético), uma espécie de fundo que banca, por exemplo, o programa Luz Para Todos. O Tesouro tem injetado dinheiro na conta.
No início de julho, o saldo da CDE estava em apenas R$ 371,2 milhões. Foram repassados R$ 4,9 bilhões vindos de outro fundo do setor elétrico (RGR -Reserva Global de Reversão). Na semana passada, o Tesouro realizou um terceiro repasse. Já foram injetados R$ 2 bilhões.
sábado, 17 de agosto de 2013
TSE assinou termo em 2011 para disponibilizar dados de eleitores com a Caixa
Vamos compartilhar O convênio para ceder dados de eleitores para a Serasa não foi o único acordo de compartilhamento de informações firmado pelo Tribunal Superior Eleitoral. Em 2011, o TSE assinou termo de cooperação com a Caixa Econômica Federal, com cláusula de sigilo, para disponibilizar dados de eleitores para o banco com o objetivo de agilizar o pagamento de programas sociais, como o Bolsa Família. Outro, com a Abin, prevê o fornecimento de dispositivos criptográficos ao tribunal.
Pente-fino Na esteira do escândalo da Serasa, o TSE criou uma comissão para analisar todos os convênios envolvendo informações cadastrais do órgão. Técnicos terão 15 dias apresentar resultado.
Dúvida cruel Até ontem, interlocutores de Dilma Rousseff no Planalto diziam que a presidente ainda estava indecisa sobre a nomeação do novo procurador-geral da República, o que surpreendeu assessores e ministros.
Petit comité Michel Temer marcou para segunda-feira uma reunião no Palácio do Jaburu com os petistas Rui Falcão e Aloizio Mercadante para discutir o cenário eleitoral de 2014. O senador Eunício Oliveira (PMDB-CE) também deve participar.
Plataforma 1 O ex-presidente Lula se reuniu por quatro horas ontem, em Osasco, com prefeitos do PT na Grande São Paulo. Pediu o reforço das gestões do partido na região para impulsionar a candidatura de Dilma no Estado.
Plataforma 2 O petista destacou a mobilidade como principal tema dos grandes centros urbanos e pediu aos prefeitos que priorizem ações e investimentos em parceria com o governo federal.
Mote Ao dizer que as demandas apresentadas nos protestos de rua são semelhantes a bandeiras que o próprio PT empunhou por anos, Lula brincou: "Talvez o único ponto diferente fosse uma faixa com críticas ao FMI".
Faltou... Fernando Haddad disse à secretária Leda Paulani (Planejamento) que não gostou da forma como ela explicou a mudança do enquadramento das obras viárias do Arco do Futuro no Plano de Metas da prefeitura.
... combinar A ideia discutida no núcleo duro do prefeito era transformar as obras em operações urbanas para incluí-las no PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), mas sem excluir o compromisso de "licitar, licenciar, projetar e garantir fonte de financiamento" o Arco.
50 tons Na verdade, a meta de licitar e garantir recursos para as obras já é um recuo em relação à campanha eleitoral, quando Haddad prometia executar as obras em seu mandato.
Contra... A Polícia Federal em São Paulo quer concluir no fim do ano ou no início de 2014 a investigação sobre a suspeita de formação de cartel em licitações de trem e metrô no Estado. Quer evitar acusação de uso eleitoral caso a apuração se estenda.
... o relógio A instituição já realizou uma investigação preliminar sobre as denúncias de corrupção no setor, mas espera receber até setembro uma autorização da Justiça para acessar o material apreendido pelo Cade na sede das empresas suspeitas.
Vacina O líder do PT na Câmara, José Guimarães (PT-CE), apresentou projeto de lei complementar propondo a extinção gradativa da multa de 10% do FGTS até 2017. É uma tentativa de mitigar a esperada derrubada do veto de Dilma à extinção da multa.
Ontem e hoje O mesmo Guimarães, no entanto, defendeu a extinção da multa durante reunião com empresários em maio deste ano.
sexta-feira, 16 de agosto de 2013
Senado apura gasto de R$ 2 milhões com selos
Senado gastou quase R$ 2 milhões com a compra de 1,4 milhão de selos - considerando o valor de R$ 1,20 para uma carta comum - em um ano e quatro meses, mas não sabe o que foi feito com o material. Uma auditoria, aberta em junho, apura as despesas dos senadores e da área administrativa com a chamada cota postal. Funcionários já foram afastados e a distribuição de mais selos, proibida.
O gasto em selos seria suficiente para distribuir uma correspondência para cada morador de Goiânia, com 1,3 milhão de habitantes; ou 18 mil selos por senador. O que intriga os responsáveis pela auditoria é que não há previsão nas normas da Casa para a compra de selos.
As correspondências dos senadores e da Casa são seladas por meio de uma máquina franqueadora, equipamento utilizado para imprimir o valor da postagem na correspondência, como um carimbo. Em outras palavras, não há a necessidade de selos em papel.
Segundo fontes ouvidas pelo jornal O Estado de S. Paulo, parte dos selos foi entregue a alguns senadores, que os requisitaram oficialmente, mas não há registro sobre o paradeiro da maior parte do material.
O líder do PTB, Gim Argello (DF), é um dos parlamentares que pediram selos, conforme um dos envolvidos nas investigações. A família dele é dona de agência franqueada dos Correios em Brasília. "Não me lembro, não. Foram quantos? Normalmente, mando carta quando tem aniversário de eleitor, mas não estou lembrado de ter pedido", afirmou o senador. De uma só vez, em dezembro passado, o Senado comprou R$ 360 mil em selos.
Moeda corrente - O selo é considerado moeda corrente. É fácil vender para qualquer empresa que faça uso dos serviços dos Correios. Cada selo tem um valor, a depender do peso da correspondência. O preço de envio de uma carta comercial varia de R$ 1,20 a R$ 6,40. O ato que proíbe a compra de selos foi editado em julho pelo primeiro-secretário do Senado, Flexa Ribeiro (PSDB-PA), depois de aberta a investigação.
Os senadores não têm limite para gastos com o envio de correspondências. A norma do Senado, de 1991, diz que cada parlamentar pode enviar duas para cada mil habitantes de seu Estado, mas não diz qual o volume, o preço ou o peso máximo. O que significa dizer que não faz diferença enviar uma carta ou um contêiner.
O Senado estuda a definição de um limite em reais para o envio de correspondências. Procurada pelo Estado, a assessoria de imprensa da Casa não informou os nomes e o número de funcionários afastados.
Em nota, o Senado confirmou a abertura de auditoria, motivada pela "análise dos processos de gestão", que indicaram, em maio passado, "a necessidade de reformulação da área encarregada do envio de correspondências e de postagens em geral".
O Senado explicou que só após o fim da investigação interna saberá com exatidão o número de postagens e os gastos com serviços solicitados aos Correios. O contrato da Casa com os Correios é de R$ 10,8 milhões anuais e já teve dois aditivos no mesmo valor.
De 2011 a 2013, a soma alcança R$ 32,4 milhões. O Senado informou que este ano, até julho, ao menos R$ 4,1 milhões foram pagos, "não computadas eventuais despesas anteriores, ainda não identificadas". As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
quinta-feira, 15 de agosto de 2013
Após 21 anos, alunos de São Paulo terão lição de casa, nota e boletim
O prefeito Fernando Haddad (PT) e o secretário de Educação César Callegari (PSB) apresentam, na manhã desta quinta-feira (15), um novo programa para a rede municipal de ensino. Chamado "Mais Educação São Paulo", o pacote de iniciativas faz clara referência ao programa de ensino integral do governo federal criado por Haddad enquanto ministro.
As escolas públicas municipais terão um novo regimento geral que mudará a rotina dos estudantes e professores: provas a cada dois meses (bimestrais), lição de casa, notas de 0 a 10 e boletim que poderá ser consultado pelos pais na internet.
Progressão continuada existe há 21 anos na rede municipal de São Paulo
"O ensino na rede municipal de ensino de São Paulo foi organizado em ciclos em 1992, na gestão da prefeita Luiza Erundina de Souza, filiada então ao PT (Partido dos Trabalhadores). Nesse período, o ensino fundamental de oito anos passou a ter três ciclos: ciclo 1, 1º , 2º e 3º anos; ciclo 2, 4º, 5º e 6º anos e ciclo 3, 7º e 8º anos. Em 1998, na gestão de Celso Pitta, o ensino foi reorganizado em dois ciclos: ciclo 1, correspondendo aos quatro primeiros anos do ensino fundamental, e ciclo 2, aos quatro últimos anos."
Márcia Aparecida Jacomini, no artigo "Por que a maioria dos pais e alunos defende a reprovação?"
"[O programa] procura resgatar ideias boas e velhas e [acrescentar] ideias boas e novas", afirmou o prefeito Fernando Haddad. "[É uma] combinação virtuosa, com resgate de uma escola que passou por um suposto processo de modernização."
Segundo diagnóstico da Prefeitura, apenas 34% dos alunos apresentam conhecimento adequado ou avançado em português e 27% em matemática. Na 8ª série, 23% está com nível adequado e avançado em português e 10% apresenta esse resultado em matemática.
As mudanças passam a valer a partir de 2014 e o texto está sob consulta pública (com recebimento de sugestões de mudança) até o dia 15 de setembro.
Há 21 anos, o município havia implantado a chamada progressão continuada, uma concepção em que não há reprovação todos os anos e existem ciclos -- a ideia é que os alunos têm diferentes ritmos e tempos para a aprendizagem.
Ideias "velhas"
A retenção (reprovação) dos alunos poderá acontecer em cinco momentos -- atualmente, ela só é possível ao final do 5º ano (antiga 4ª série) e ao final do 9º ano (antiga 8ª série). Com as mudanças propostas, um estudante da rede municipal pode ser reprovado ao final dos 3º, 6º, 7º, 8º e 9º anos.
Mais sobre o novo programa
Até 2016, prefeitura de SP promete investir R$ 2,3 bilhões em obras
Programa municipal de educação de SP fica sob consulta pública até 15/9
"Em dois ciclos, havia pouca possibilidade de retenção. [E isso] para mim é ruim porque o aluno perde a referência, o aluno acaba não conseguindo acompanhar seu desenvolvimento no tempo", afirmou Haddad.
Os alunos também passarão a ser avaliados com notas de 0 a 10 em vez de receberem conceitos como "suficiente" e "insuficiente" -- a média para ser aprovado deve ficar em 5, segundo Callegari.
"Boletim, prova e lição de casa são a melhor estratégia para envolver a família", disse Haddad. "São elementos centrais que se perderam [com o tempo]".
Ideias "novas"
Junto ao retorno de práticas consideradas tradicionais, o governo municipal propõe algumas novidades. As medidas que vão interferir mais diretamente na rotina dos estudantes são a mudança da composição e caráter dos ciclos e a permanência da figura do professor de sala no 6º ano (antiga 5ª série quando os estudantes passam a ter diversos professores em vez de um único responsável pela turma).
A divisão dos anos de escola ficará assim:
1. Ciclo da alfabetização: vai do 1º ao 3º ano (do antigo pré à antiga 2ª série) e tem como objetivo a alfabetização dos estudantes
2. Ciclo interdisciplinar: será composto dos 4º, 5º e 6º anos e, como o nome sugere, terá ênfase na abordagem interdisciplinar dos conteúdos (ou seja, um mesmo tema será estudado nas diversas matérias) em projetos. Há previsão de docentes para o desenvolvimento dos projetos
3. Ciclo autoral: reunirá os anos entre o 7º e o 9º e a intenção é que o estudante esteja preparado para articular os conhecimentos adquiridos de maneira individualizada. Ao final do 9º ano, será elaborado um TCC (Trabalho de Conclusão de Curso), um tipo de produção que é mais usual no ensino superior
Ao manter apenas um professor para as aulas de por português e matemática no 6º ano (antiga 5ª série), a intenção é "fazer uma transição mais suave" entre o os anos iniciais e finais do ensino fundamental. As avaliações nacional mostram queda no desempenho dos alunos no fundamental 2 -- fase considerada de difícil adaptação para o aluno que deixa de ter um professor de classe e poucas matérias para uma rotina com diversos docentes e disciplinas novas como biologia e história.
A adesão mais ampla ao programa federal de educação integral (Mais Educação) e a implantação de uma rede de formação de professores com cursos semi-presenciais (por meio de um outro programa federal, a UAB - Universidade Aberta do Brasil) são outras "ideias boas e novas" na concepção do "Mais Educação São Paulo".
Após 21 anos, alunos de São Paulo terão lição de casa, nota e boletim
O prefeito Fernando Haddad (PT) e o secretário de Educação César Callegari (PSB) apresentam, na manhã desta quinta-feira (15), um novo programa para a rede municipal de ensino. Chamado "Mais Educação São Paulo", o pacote de iniciativas faz clara referência ao programa de ensino integral do governo federal criado por Haddad enquanto ministro.
As escolas públicas municipais terão um novo regimento geral que mudará a rotina dos estudantes e professores: provas a cada dois meses (bimestrais), lição de casa, notas de 0 a 10 e boletim que poderá ser consultado pelos pais na internet.
Progressão continuada existe há 21 anos na rede municipal de São Paulo
"O ensino na rede municipal de ensino de São Paulo foi organizado em ciclos em 1992, na gestão da prefeita Luiza Erundina de Souza, filiada então ao PT (Partido dos Trabalhadores). Nesse período, o ensino fundamental de oito anos passou a ter três ciclos: ciclo 1, 1º , 2º e 3º anos; ciclo 2, 4º, 5º e 6º anos e ciclo 3, 7º e 8º anos. Em 1998, na gestão de Celso Pitta, o ensino foi reorganizado em dois ciclos: ciclo 1, correspondendo aos quatro primeiros anos do ensino fundamental, e ciclo 2, aos quatro últimos anos."
Márcia Aparecida Jacomini, no artigo "Por que a maioria dos pais e alunos defende a reprovação?"
"[O programa] procura resgatar ideias boas e velhas e [acrescentar] ideias boas e novas", afirmou o prefeito Fernando Haddad. "[É uma] combinação virtuosa, com resgate de uma escola que passou por um suposto processo de modernização."
Segundo diagnóstico da Prefeitura, apenas 34% dos alunos apresentam conhecimento adequado ou avançado em português e 27% em matemática. Na 8ª série, 23% está com nível adequado e avançado em português e 10% apresenta esse resultado em matemática.
As mudanças passam a valer a partir de 2014 e o texto está sob consulta pública (com recebimento de sugestões de mudança) até o dia 15 de setembro.
Há 21 anos, o município havia implantado a chamada progressão continuada, uma concepção em que não há reprovação todos os anos e existem ciclos -- a ideia é que os alunos têm diferentes ritmos e tempos para a aprendizagem.
Ideias "velhas"
A retenção (reprovação) dos alunos poderá acontecer em cinco momentos -- atualmente, ela só é possível ao final do 5º ano (antiga 4ª série) e ao final do 9º ano (antiga 8ª série). Com as mudanças propostas, um estudante da rede municipal pode ser reprovado ao final dos 3º, 6º, 7º, 8º e 9º anos.
Mais sobre o novo programa
Até 2016, prefeitura de SP promete investir R$ 2,3 bilhões em obras
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"Em dois ciclos, havia pouca possibilidade de retenção. [E isso] para mim é ruim porque o aluno perde a referência, o aluno acaba não conseguindo acompanhar seu desenvolvimento no tempo", afirmou Haddad.
Os alunos também passarão a ser avaliados com notas de 0 a 10 em vez de receberem conceitos como "suficiente" e "insuficiente" -- a média para ser aprovado deve ficar em 5, segundo Callegari.
"Boletim, prova e lição de casa são a melhor estratégia para envolver a família", disse Haddad. "São elementos centrais que se perderam [com o tempo]".
Ideias "novas"
Junto ao retorno de práticas consideradas tradicionais, o governo municipal propõe algumas novidades. As medidas que vão interferir mais diretamente na rotina dos estudantes são a mudança da composição e caráter dos ciclos e a permanência da figura do professor de sala no 6º ano (antiga 5ª série quando os estudantes passam a ter diversos professores em vez de um único responsável pela turma).
A divisão dos anos de escola ficará assim:
1. Ciclo da alfabetização: vai do 1º ao 3º ano (do antigo pré à antiga 2ª série) e tem como objetivo a alfabetização dos estudantes
2. Ciclo interdisciplinar: será composto dos 4º, 5º e 6º anos e, como o nome sugere, terá ênfase na abordagem interdisciplinar dos conteúdos (ou seja, um mesmo tema será estudado nas diversas matérias) em projetos. Há previsão de docentes para o desenvolvimento dos projetos
3. Ciclo autoral: reunirá os anos entre o 7º e o 9º e a intenção é que o estudante esteja preparado para articular os conhecimentos adquiridos de maneira individualizada. Ao final do 9º ano, será elaborado um TCC (Trabalho de Conclusão de Curso), um tipo de produção que é mais usual no ensino superior
Ao manter apenas um professor para as aulas de por português e matemática no 6º ano (antiga 5ª série), a intenção é "fazer uma transição mais suave" entre o os anos iniciais e finais do ensino fundamental. As avaliações nacional mostram queda no desempenho dos alunos no fundamental 2 -- fase considerada de difícil adaptação para o aluno que deixa de ter um professor de classe e poucas matérias para uma rotina com diversos docentes e disciplinas novas como biologia e história.
A adesão mais ampla ao programa federal de educação integral (Mais Educação) e a implantação de uma rede de formação de professores com cursos semi-presenciais (por meio de um outro programa federal, a UAB - Universidade Aberta do Brasil) são outras "ideias boas e novas" na concepção do "Mais Educação São Paulo".
quarta-feira, 14 de agosto de 2013
Primeiro mês do Mais Médicos tem 1.096 profissionais brasileiros e 522 estrangeiros
primeiro mês do Programa Mais Médicos teve um total de 1618 profissionais - 1.096 brasileiros e 522 estrangeiros - inscritos. O número representa 10% da demanda dos munícipios por médicos. Os dados foram apresentados pelo Ministério da Saúde nesta quarta-feira (14) em Brasília.
Entenda a proposta do governo
Governo Federal quer atrair médicos para atuarem nas periferias e no interior do país
Segundo o secretário do Ministério da Saúde Mozart Sales, do total de inscritos, 761 médicos vão para regiões consideradas de alta vulnerabilidade. Sales também informou que 68% dos participantes possuem registro profissional no Brasil, 58% são homens, e 71% se formaram nos últimos 10 anos.
Dos 522 médicos inscritos com registro fora do país, 164 deles são brasileiros formados em outros locais, como Espanha, Cuba, Argentina e Portugal. Destes, 56% irão para a periferia e 44% para regiões de alta vulnerabilidade. Estes médicos vieram de 32 países; 63% deles são homens e a maioria está no primeiro terço da carreira. Muitos dos médicos de fora do Brasil vieram de regiões de fronteira com outros países, segundo o secretário.
O programa irá atender 579 municípios e 18 distritos sanitários indígenas, o que representa apenas 16% dos que fizeram inscrição para receber médicos. Desses, mais da metade está em situação de extrema pobreza. Dos 3.511 municípios inscritos, 703 não foram selecionados por nenhum médico.
O Nordeste foi a região com maior contingente de vagas preenchidas, com um total de 547 médicos. No Centro-Oeste, 158 homologaram as inscrições. No Sudeste, houve 371 homologações e, no Sul, 103.
Os profissionais inscritos vão receber uma bolsa de R$ 10 mil reais. Segundo o edital, quem desistir nos primeiros meses do programa terá que reembolsar os valores recebidos a título de ajuda de custo e passagens. O mesmo vale para médicos que exercerem a profissão fora do SUS. No caso de estrangeiros, o profissional ainda terá seu visto cancelado.
O ministro da Saúde Alexandre Padilha frisou que o resultado desse primeiro mês de inscrições mostra que faltam médicos para atuar em regiões carentes do país.
Padilha lembra que em 19 de agosto o sistema será reaberto novamente para inscrição de municípios e, depois, haverá uma nova seleção no final do ano. "Queremos evitar troca de médicos e impedir que profissionais troquem os vínculos com a prefeitura onde atuam para entrar no programa. É o Mais Médicos e não o 'troca de médicos'".
O ministro disse que ainda há médicos de dentro e fora do país interessados no programa. "Vários que concluíram a formação agora em julho expressaram interesse. E há também profissionais de outros países, que estavam de férias, também interessados".
Para ele, o mais importante é que "6 milhões de pessoas passarão a ser atendidos a partir de setembro e 95% do municípios que solicitaram médicos executaram ou estão executando melhorias na infraestrutura"
Estrangeiros
Entre 15 a 18 de agosto, há um contigente de profissionais que terá de fazer a validação final de sua documentação para que seja emitida a passagem, o que acontecerá após verificação de todos os dados. Já entre 23 e 25 agosto, os médicos estrangeiros receberão um curso de acolhimento para iniciar sua atuação no território brasileiro.
Em setembro, esses médicos com registro do exterior, inclusive brasileiros, irão se concentrar em oito capitais para avaliação e acolhimento. Serão três semanas iniciais para avaliação da língua portuguesa e instruções sobre doenças tropicais. Além disso, os profissionais vão passar por avaliações e receberão conteúdos das instituições vinculadas ao programa. Aqueles que forem aprovados chegarão em 1º de outubro aos municípios escolhidos.
"Eles não farão a revalidação do diploma. Quem irá avaliar a qualidade desses profissionais são as universidades federais vinculadas ao programa. Eles serão acompanhados durante três semanas e queremos um profissional com dedicação total ao SUS, à periferia ou ao interior, não que venha para abrir sua clínica", explicou Padilha.
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