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quinta-feira, 3 de outubro de 2013
Caravanistas ganham até R$ 4.000 fornecendo "colegas" a programas de auditório
Às 8h de uma terça-feira, 200 mulheres já estão reunidas nos bastidores do estúdio três do Sistema Brasileiro de Televisão, em Osasco (SP), aguardando a gravação do "Programa Silvio Santos". Em uma sala com diversas cadeiras, elas recebem lanches, broches com seus nomes, passam rapidamente pelas mãos dos cabeleireiros e maquiadores da emissora, fazem chapinha nos banheiros disponibilizados exclusivamente para elas e ouvem as dicas do diretor de auditório, o lendário Roque, que trabalha com Silvio há 52 anos, e sua equipe."Nada de gritar 'lindo', 'gostoso', 'tesão' para o Silvio. Ele não gosta dessas coisas", informa uma organizadora.
Auditório: a alma da TV
Rodrigo Capote/UOL
"A caravana salvou a minha vida. Tornei-me uma mulher alegre. Esqueço todos os meus problemas e me divirto por apenas R$ 10 que dou para ajudar a caravanista", afirmou Lívia Molina, 70, enquanto pulava e dançava na plateia do "Legendários", mesmo após ter enfrentado três horas de gravação no palco do "Programa da Tarde", naquele mesmo dia.
Aos 55 anos, Lívia perdeu seu único filho quando ele tinha apenas 15 anos. Nos bastidores das emissoras, ela é conhecida como a "velhinha beijoqueira" do auditório.
"Adoro beijar! Já dei selinho no Rodrigo Faro, no Celso Portiolli, no Danilo Gentili, no Gilberto Barros, no Marcos Mion, em diretor da Globo", enumera a moradora de Embu (SP).
Ver um artista de perto sem ter que gastar muito, se divertir, desfilar sua melhor roupa ou até mesmo ganhar prêmios e dinheiro são alguns dos motivos que levam homens, mulheres, idosos e adolescentes a saírem de casa para acompanhar a gravação de um programa de TV.
A rotina dos caravanistas e das pessoas que acompanham cerca de 25 programas de auditório, no ar hoje na televisão brasileira, é puxada. É preciso ter disposição para ficar pelo menos oito horas dentro de um estúdio, sem almoço, em pé ou sentado por algumas horas, sem perder animação nos aplausos. Nas últimas semanas, o UOL acompanhou a ida de 20 grupos a programas televisivos e conta um pouco dos bastidores.
"Vocês ganharam lanches? Foram bem tratadas pela equipe do SBT?", pergunta Roque à plateia. "Vocês precisam falar na vizinhança que o tratamento do SBT é o melhor do mundo", completa o diretor, que com 58 anos de profissão, se considera o melhor animador de público do Brasil.
No ar desde a década de 1960, Silvio Santos tem ainda hoje o programa mais concorrido do SBT. Com cerca de mil mulheres na lista de espera e sem atrações musicais de peso, o próprio apresentador e seu dinheiro são os protagonistas de um show sem ensaio. Cerca de R$ 3.000 são distribuídos ao público durante as três horas e meia de gravação. "Vamos brincar com o auditório, improvisando, e o que for mais legal a gente coloca", diz Silvio no ponto eletrônico para o diretor do programa, Fabiano Wicher.
Ver o Silvio agradecendo a plateia, mostrando que você não é apenas um auditório, e sim, uma colega de trabalho, emociona. Ele conquista gerações e gerações. Minha avó era caravanista, minha mãe foi e eu frequento alguns programas.
Mariana Gonçalves, 26, na plateia de Silvio
Aos 82 anos, o dono do baú retribui o carinho dos fãs e faz questão de agradecer as caravanas, chamando cada uma pelo nome, perguntando se os banheiros estão bem cuidados, querendo saber quantos ônibus Roque enviou para cada bairro. "Vocês são muito gentis. Chamo de gentis porque deixaram outras diversões de lado para estarem aqui hoje, na televisão de vocês, que vocês ajudaram a construir", diz ele antes de abrir sua atração com a clássica pergunta: "Quem quer dinheiro?". Os aviõezinhos começam a voar e as mulheres se empolgam.
"O clima de alegria é sensacional, dá pra perceber que as pessoas se envolvem com tudo que acontece no palco. Ver o Silvio agradecendo a plateia, mostrando que você não é apenas um auditório, e sim, uma colega de trabalho, emociona. Ele conquista gerações e gerações. Minha avó era caravanista, minha mãe foi e eu frequento alguns programas", conta a administradora de empresas, Mariana Gonçalves, 26, que aproveitou o período de férias no trabalho, para acompanhar uma gravação.
Silvio elogia a aparência, a roupa, o nome das convidadas, tira sarro, oferece aula de português quando "suas meninas" têm dificuldade para formar frases no "Jogo dos Pontinhos". "Chapeuzinho vermelho", "magrinha", "gordinha", são alguns dos adjetivos usados pelo apresentador. "Vem aqui, magrinha", diz ele para uma mulher acima do peso. "Você está de congregação hoje?", perguntou o apresentador, referindo-se ao vestido longo, tipicamente usado pelas fiéis da igreja protestante. Ela não se ofende, quer saber de brincar e ganhar dinheiro. Ri durante um certo minuto, emocionada por estar ali.
Semanalmente cerca de 2 mil pessoas passam pelos estúdios do SBT. Uma das recomendações das emissoras é que as convidadas estejam bem vestidas, maquiadas e tenham disposição para gritar. "Nós que dependemos do público temos a obrigação de lhe darmos atenção", afirma Roque. "O auditório é a alma do programa. É preciso deixar a plateia à vontade, para que ela se solte", completou o animador de plateia da Record, Anderson Souza, de 26 anos.
A saga continua
Rodrigo Capote/UOL
Adolescentes aguardam sentadas no chão a gravação do programa "Legendários", da Record. No dia em que a reportagem acompanhou, foram 4 horas de espera
Espalhadas por uma das recepções da Record, 300 pessoas aguardam a gravação do programa "Legendários" sentadas no chão, nas escadas. A atração teve a participação do cantor Naldo Benny. As dezoito caravanas chegaram ao bairro da Barra Funda, em São Paulo, às 14h, naquela quarta. Elas saíram dos bairros de Diadema, Guarulhos, Interlagos, Santo André e Pirituba.
Sem estresse, senhoras e adolescentes posam para fotos, conversam, comem pão com presunto e queijo e tomam refrigerante, distribuídos pela emissora. Após três horas e meia de espera, o público entra no estúdio.
Enquanto artistas posam para fotos, animadores oferecem autógrafos e CDs para que a plateia não desanime nas próximas três horas de gravação e grite ainda mais.
Profissão caravanista
Maria de Lourdes Correia de Oliveira, de 62 anos, é uma das caravanistas responsáveis por alegrar programas de todas as emissoras. Há 35 anos, ela foi descoberta por Roque na plateia do SBT e, nas últimas décadas, frequenta os auditórios de programas como "O Melhor do Brasil", "Domingão do Faustão" e "Sábado Total".
Arquivo Pessoal
A caravanista Lurdona relembra momentos ao lado do apresentador Silvio Santos no quadro "Topa Tudo por Dinheiro"
"Lurdona", como é conhecida, orgulha-se ao posar com os chapéus que ganhou da dupla Chitãozinho & Xororó e ao mostrar as fotos que tem ao lado de Silvio Santos.
"Uma vez cortei meu vestido de noiva para fazer uma fantasia de baiana e ir a uma gravação do programa do Silvio. Ele me chamou no palco, dançamos, ele fez piada com a minha roupa, foi um show...", relembra a caravanista de Santo André, aos risos.
O trabalho do caravanista para captação de pessoas é diário. É preciso ir a escolas, universidades, bater perna pelo bairro e divulgar seu trabalho. Dois dias antes da gravação, eles precisam estar com a lista de participantes fechada. "É preciso estar ligado 24 horas por dia. Acaba uma gravação e você já está agendado a próxima. Sou conhecido no bairro como 'o cara da caravana'", diz o radialista, Jefferson Gomes, 26, morador do bairro de Interlagos, Zona Sul de São Paulo.
Funcionária do SBT há quatro anos, Lucia Batata, 58, trabalhou durante 15 anos como caravanista e graças ao seu jeito espontâneo e irreverente foi convidada pela equipe de auditório a integrar o time formado por 12 pessoas. "Tornei-me caravanista por causa do Roque, que me incentivou. Tirava de R$ 2.000 a R$ 3.000 por mês. E aos 54 anos, jamais imaginei arrumar um emprego no SBT". Ela é responsável por recepcionar os convidados e animá-los.
Rodrigo Capote/UOL
"Aos 54 anos, jamais imaginei em arrumar um emprego no SBT, na emissora que sempre frequentei como caravanista", afirma Lúcia Batata, que trabalha como organizadora de plateia na TV de Silvio Santos
Globo e Record não dão cachê
"A rotina do organizador de plateia é comum, assim como a de outros trabalhadores brasileiros", afirmam os caravanistas ouvidos pela reportagem. São pelo menos quatro gravações semanais e o salário varia de R$ 3.000 a R$ 4.000 por mês.
Segundo apuração da reportagem, a Band paga R$ 220 aos seus 300 caravanistas cadastrados no banco de dados, cada vez que eles participam de um programa; o SBT dá R$ 250 e a RedeTV!, R$ 50. Rede Globo e Record não dão ajuda de custo.
Para complementar a renda, os caravanistas cobram de seus convidados de R$ 5 a R$ 30, dependendo da atração de cada programa. Em média, cada caravanista precisa ter grupos de 20 a 60 pessoas para cada gravação.
70% dos caravanistas são chefes de família e durante janeiro e fevereiro precisam se organizar, já que são meses em que não têm gravações. Como alternativa, a maioria organiza excursões para parques de diversões e cidades do litoral e interior de São Paulo.
Se animou e quer passar o dia acompanhando a gravação de um programa? Separe sua roupa mais bonita, prepare o make, leve pelo menos dois sapatos, já que terá que esperar por pelo menos quatro horas para o início das filmagens, e convide seus amigos. Veja no álbum o que é preciso fazer para se inscrever nos programas:
quarta-feira, 2 de outubro de 2013
Na estreia da MTV, Anitta diz que quadradinho lhe deu problema na coluna
A nova MTV entrou no ar exatamente às 21h30 desta terça (1º) com chamadas da nova programação e o programa "Coletivation", apresentado por Fiuk e Patrick Maia, ex-apresentador do "Morning Show", da Rede TV!
A primeira convidada do "Coletivation" foi a cantora Anitta, que afirmou estar com problema de coluna de tanto fazer o famoso passo "quadradinho".
Durante a entrevista, ela disse que seus dançarinos são todos gays e dançam melhor que ela. "Eles dançam melhor que eu, gostam de aparecer mais que eu e pegam mais homem que eu."
Antes de começarem as transmissões, Fiuk pediu a "benção" de Mãe Dinah, que previu que a nova emissora seria um sucesso.
Durante o dia todo, a vidente aparecia em uma gravação em "loop" com um relógio fazendo a contagem regressiva para a estreia.
Outro anúncio feito nos intervalos foi a entrada do desenho "South Park" na programa, toda quinta, à 0h. O desenho era exibido pelo canal VH1, cujo espaço a MTV ocupou no canal 88 da NET.
terça-feira, 1 de outubro de 2013
Viuvez de Bridget Jones em novo livro gera comoção nas redes sociais
Reprodução
Collin Firth e Renée Zellweger na adaptação do livro O Diário de Bridget Jones para o cinema
Collin Firth e Renée Zellweger na adaptação do livro O Diário de Bridget Jones para o cinema
A notícia de que a autora Helen Fielding matou o personagem Mark Darcy no terceiro livro da série Bridget Jones provocou comoção entre os fãs nas redes sociais.
Em trechos de seu novo livro, "Louca pelo Garoto" (Mad About the Boy, no título original em inglês), publicados pelo jornal "The Sunday Times", a protagonista Bridget Jones revela em seu diário que Darcy - seu marido e pai de seus dois filhos - morreu cinco anos antes.
Darcy foi representado pelo ator Colin Firth nas adaptações dos dois primeiros livros da série para o cinema.
"Nãããão!"
A revelação foi recebida com indignação pelos fãs. "Nãããão. Não Mark Darcy!", escreveu Fiona Ufton no Twitter. Outra fã, Anne Robinson, acrescentou: "Mark Darcy está morto. Bridget Jones é uma viúva!! Isso é muita coisa para uma manhã de domingo tranquila". "Espero que isso não seja verdade", tuitou Ashley Elliott.
"Vi as notícias sobre a sequência de Bridget Jones, que vai sair no meu aniversário, e Mark Darcy está MORTO! Notícia horrível", disse Mairi Thomson.
Os questionamentos também foram direcionados à autora. "Uma palavra para Helen Fielding: Por quê?", escreveu Chloe Helen Lemmon. Outra fã, Becky Milborrow, questionou: "Que diabos Helen Fielding está fazendo no próximo livro de Bridget Jones?".
Outros sugeriram que o livro pode não ter a mesma aceitação dos anteriores. "Não tenho certeza se eu quero ler o terceiro livro de Bridget Jones agora!", escreveu Naomi Sharples.
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"Orgulho e Preconceito" faz 200 anos: veja versões já feitas para o clássico 10 fotos
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Livremente inspirada em "Orgulho e Preconceito", a comédia britânica "O Diário de Bridget Jones", na qual Colin Firth também encarna um advogado de nome Darcy, só que Mark Darcy Leia mais Reprodução
Namorado jovem
Nos trechos do livro publicados neste domingo, revela-se que Bridget tem dois filhos, Mabel e Billy, e um namorado jovem de 30 anos chamado Roxster.
O primeiro livro da série, "O Diário de Bridget Jones", foi publicado em 1996, com uma sequência, Bridget Jones: No Limite da Razão, publicada três anos depois. Escritos na forma de diário pessoal, os romances contam a história de uma mulher solteira de 30 e poucos anos que mora e trabalha em Londres.
Em 2001, uma adaptação para o cinema foi lançada, com a atriz americana Renee Zellweger no papel principal, Hugh Grant como o mulherengo Daniel Cleaver e Colin Firth como Darcy. A adaptação do segundo livro da série foi lançada em 2004.
O novo livro tem lançamento previsto para 10 de outubro na Grã-Bretanha e no dia 30 de outubro no Brasil.
segunda-feira, 30 de setembro de 2013
O Brasil gosta de putaria", Andressa sobre a final de "A Fazenda 6"
29.set.2013 - Andressa Urach durante a final de "A Fazenda 6" Reprodução/Record
Andressa Urach ficou revoltada com a vitória de Bárbara Evans na sexta edição de "A Fazenda". Em conversa com o UOL, a vice-Miss Bumbum relatou a sua indignação com o resultado final do reality show, que foi anunciado na noite deste domingo (29).
"Duas pessoas que não estavam nem aí para o jogo serem as finalistas me revolta. A Denise e a Bárbara não fizeram nada na casa. Eu torcia pela Scheila Carvalho, pelo Yudi Tamashiro, pelo Gominho e pela Mulher Filé por isso fiz o protesto na última festa. O Brasil gosta de putaria. Então, viva a putaria", disse ela se referindo ao episódio em que ela tirou a roupa e ficou completamente nua na festa com todos os participantes do reality show realizada na última sexta-feira (27), na "Fazenda".
Ao ser questionada se ela ficou preocupada com a reação do seu filho ao ver as polêmicas atitudes da mãe no programa, Andressa foi enfática ao dizer: "O meu filho não vê nem sabe de nada. Ele não vai questionar a minha participação no reality show porque ele entende que quem coloca comida dentro de casa sou eu".
Após sua marcante participação na "Fazenda", a ex-peoa pretende investir na carreira artística: "Tenho várias propostas para continuar trabalhando na televisão. Minha atuação no programa foi ótima! Quem não é visto não é lembrado!", afirmou.
domingo, 29 de setembro de 2013
Tatá Werneck vai ao shooping e recebe o carinho de fãs
Tatá Werneck aproveitou neste sábado (28) uma folguinha e foi até um shopping no Rio de Janeiro dar uma volta. Durante o passeio, a atriz foi assediada por fãs. Muito simpática, atendeu pedidos e tirou fotos.
Antes de ir embora, uma parada para comprar um chocolatinho...
Atualmente, a morena está fazendo muito sucesso com o público na pele da periguete Valdirene, em Amor à Vida, da Globo.
sábado, 28 de setembro de 2013
Sob nova direção, MTV reestreia no Brasil de olho no público jovem e abandonando tradições
A MTV Brasil vai morrer a 20 dias de seu 23o aniversário. Chegou à maioridade, mas talvez não tenha nascido destinada a alcançar, de fato, a maturidade. Afinal, maturidade é coisa à qual juventude nenhuma sobrevive. No novo formato, que estreia em outubro, o canal deixa para trás o Brasil do nome, a TV aberta e a confiança em qualquer espectador com mais de 30 anos de idade.
Dez melhores (ou mais constrangedores) momentos do VMB.
O foco do novo empreendimento da Viacom é nos millennials, expressão que é repetida a toda hora para explicar o projeto e representa o público jovem de 15 a 30 anos. Tiago Worcman, ex-gerente de programação do GNT, e que só tem sete anos a mais do que o limite de idade de seu público, assume o comando da nova MTV com um cargo de duas linhas: vice-presidente de conteúdo e programação e brand manager da MTV no país (além disso, é marido da Carolina Dieckmann). E ele explica como vai tentar acertar onde a antecessora deixou de funcionar. “O que ofereceremos será um novo canal, uma nova MTV e o que tiver o perfil do nosso público e o agradar, entregaremos”, afirma. “VJs, telespectadores e televisão mudaram. Por que a MTV não pode mudar como os próprios jovens mudam o tempo todo?”
A base da programação, segundo Worcman, se apoia em uma ampla pesquisa da Viacom com jovens de todo o mundo, “para conhecer o que desejam, seus medos, angústias, vontades e perfis”. A partir daí, nasce um conteúdo bem variado, que engloba tanto programas diários quanto séries, animações e realitiy shows – bem similar ao que é produzido atualmente na matriz norte-americana. Aliás, boa parte do conteúdo virá da programação global da rede, em versões dubladas e legendadas. Mas o executivo garante uma aposta significativa em conteúdo original local, de todos os formatos, inclusive ficção e reality, já em 2013 e 2014. Haverá também versões nacionais de sucessos atuais dos Estados Unidos, como Catfish e Girl Code/Guy Code.
Entrevista: João Gordo conta que apresentava programa da MTV drogado.
Quem tem saudade da programação dos “velhos tempos” e sonha com a volta do Disk MTV, no entanto, pode começar a aceitar os cabelos brancos. A nova MTV é para o novo jovem, o tal millennial. “Temos de lembrar que os jovens na época do antigo Disk MTV ou de outras atrações já não são mais os mesmos. O tempo passou, o mundo mudou, as redes sociais estão aí, precisamos pensar com a cabeça do jovem de hoje, não com a do jovem de ontem”, define Worcman.
Mas, mesmo antes de estrear, a nova MTV já tem algo em comum com a antiga. Ela enfrenta um questionamento recorrente: e a música? A música é apenas mais um dos assuntos da emissora. Nem mais, nem menos. Ela estará na TV, sim, “tanto na forma de clipes quanto em outros formatos”, diz Worcman. Mas, aparentemente, estará mais presente nas redes sociais e nos eventos que a marca pretende produzir no Brasil, como o World Stage, um show que ocorre em diversos lugares do mundo e é transmitido pelo canal (e, atualmente, pode ser assistido no Brasil no VH1 HD). “Proporcionaremos experiências relevantes, marcantes, queremos trazer grandes eventos que a marca MTV faz em outros países e vamos apostar em muito mais coisas”, ele explica. “A música é relevante para o jovem de hoje? Sim, é. Ela é consumida no rádio, internet, CD, DVD, shows, televisão. O jovem assiste ao clipe e comenta com o amigo, simultaneamente, nas redes sociais. É nesse jovem que estamos pensando.”
Diante do segmento em que a MTV foi mais relevante nos últimos anos, talvez mais realista do que perguntar sobre música seja questionar sobre comédia. Afinal, a Viacom também é dona do Comedy Central, marca que investe no humor, inclusive em produções nacionais. Worcman nega que vá haver concorrência interna entre os dois canais, por conta da diferença de idade dos públicos: o Comedy buscaria uma audiência um pouco mais madura. “A MTV tem um público mais jovem e não teremos stand-up, por exemplo”, diz. “Teremos alguns programas com humor, pois rir faz parte do universo dos millennials.”
Para representar a nova fase, o canal está fazendo testes de apresentadores que sejam capazes de incorporar a cara de representante da nova geração que a MTV quer ter. Não está descartada a volta de profissionais que já tenham trabalhado na antiga, desde que provem, em teste, que estão “dentro do que buscamos para a MTV que desejamos entregar”. Mas, grosso modo, o plano de Worcman parece ser buscar caras novas. “Teremos talentos importantes que serão a cara do canal. Mas, para um jovem multifacetado, como ter uma cara apenas? Então teremos várias ‘caras’, vários talentos para dar voz à variedade de perfis de jovens que o Brasil tem hoje”, conta.
O VMB, premiação que mantinha relevância na validação de novas bandas, deixa de existir – pelo menos como era até 2012. “Estamos avaliando formatos ainda melhores”, diz Worcman. Faz sentido, já que o foco passa longe de qualquer estratégia que abra mão da participação em novas tendências. Afinal, o que a Viacom pretende não é pouca coisa, segundo o executivo: “A MTV vai assumir o papel de precursora de tendências, de voz da Geração Millennials”.
quinta-feira, 26 de setembro de 2013
Lombardi compara estreia de "Pecado Mortal" a parto em lançamento da novela
O elenco de "Pecado Mortal", nova novela da Record, se reuniu nesta quarta (25) no Centro de Eventos do shopping Village Mall, na zona oeste do Rio, para assistir à estreia da trama, que aconteceu nesta noite.
Carlos Lombardi, autor do folhetim, foi um dos primeiros a chegar à festa ao lado da mulher, Cris. Depois de posar para as fotos, ele falou sobre a expectativa para assistir ao primeiro capítulo da trama, que marca sua estreia na Record depois de mais de 30 anos na Globo.
"Para mim, a expectativa é a de sempre. Estreia de novela é como um parto: dói, assusta, mas às vezes sai um filho maravilhoso", disse.
O autor também falou sobre as vantagens de escrever para o horário das 22 horas. E admitiu que a trama terá cenas bem picantes.
"Nesse horário você pode tratar assuntos de uma forma mais adulta. A novela não é excepcionalmente sexual nem é assexuada. Ela é um degrau mais realista", disse ao comparar "Pecado Mortal" com suas outras tramas.
Lombardi ainda garantiu que não está preocupado com o Ibope. O autor disse que se atingir 10 pontos de audiência no decorrer da trama já se dá por satisfeito.
"A maior audiência da Record é o 'Cidade Alerta', que dá 10 pontos. Sou uma pessoa realista, audiência não é raio", afirmou.
Protagonista da história, Fernando Pavão também chegou com a mulher, Maria Elisa, e foi só elogios à novela.
"Minha expectativa é a melhor possível. A novela está muito bonita e tem todos os ingredientes de um novelão. Está bem completa", opinou.
quarta-feira, 25 de setembro de 2013
"Esperamos que a nova MTV foque mais no 'M'", diz Rogério Flausino
Rogério Flausino foi nesta terça-feira (24) em uma festa promovida pela nova MTV em São Paulo. O vocalista da banda Jota Quest disse o que espera que a nova emissora se concentre mais na música e criticou o formato recente dos VMBs.
"Quando a gente soube que a MTV ia mudar, ficamos preocupados. Mas a gente espera que nunca deixe de ser o que é e foque mais no 'M'", falou. "Nos últimos tempos, o VMB mudou, o critério de avaliação mudou. Antes tinham as categorias do júri artístico e apenas uma que era escolha da audiência. Depois, se tornou muito popular, deixando pra trás, a avaliação do júri artístico e deixando as votações só com o público. Se popularizou demais".
"Temos o exemplo do VMA, a melhor premiação de musica junto com o Grammy do mundo", apontou Flausino. "Mas só tenho lembranças boas do VMB. nossa primeira vez foi inesquecível, em 1997, nosso primeiro disco, foi mágico".
terça-feira, 24 de setembro de 2013
TV sob demanda e internet mudam atitudes do espectador, que está mais ansioso e viciado
Diogo Dantas, 26, mudou seu modo de ver televisão. Há um ano, o analista de marketing, que mora em São Paulo, comprou uma Apple TV.
Com o aparelho, que funciona como uma espécie de ponte entre TV e internet, ele usa a plataforma sob demanda Netflix e faz downloads para assistir a tudo o que quer, na hora e do jeito que mais lhe satisfaz.
TV convencional frustra crianças da era Netflix
Dantas é um exemplo da transformação que a tecnologia trouxe ao consumo de entretenimento.
Graças às variadas opções de plataformas de programação sob demanda no Brasil, que cobram preços mais baixos do que os de TV paga, é cada vez mais comum que os espectadores montem suas próprias grades e, quando envolvidos por alguma série, assistam a tudo de uma vez em maratona (ou "binge", como é chamado o hábito nos EUA). fenômeno foi citado pelo ator Kevin Spacey durante um festival de TV em Edimburgo, em agosto: "O público quer o controle, quer liberdade. Se quiser assistir em maratona como vem fazendo com 'House of Cards' [seriado que ele protagoniza no Netflix], temos que permitir".
Dantas está usando essa "liberdade". Fã de seriados como "Homeland" e "Walking Dead", devora tudo: baixa e assiste a vários episódios de uma vez só, faz pesquisa nas redes sociais, lê o que acha pela frente. Para ele, há um fator fundamental que não foi citado por Spacey.
"Tem a ver com ansiedade. Você sabe que a coisa está disponível e quer consumir. Quem hoje não é ansioso?", pergunta o analista.
Já o publicitário Luiz Fernando Silveira, 25, teve motivação financeira para aderir ao novo comportamento. Colocou os gastos com a TV na ponta do lápis e viu que era mais vantajoso assinar uma internet mais rápida e o Netflix. O serviço custa R$ 16,50 ao mês e o Vivo Play, R$ 15,90, ambos bem abaixo dos preços da TV paga --o pacote mais simples da Net custa R$ 39,90, e o da Sky, R$ 49,90.
Agora, Silveira diz que espera que as suas séries favoritas acabem para assistir a tudo de uma vez só. "Foi o que fiz com o 'Lost', já sabia do fator viciante", conta.
segunda-feira, 23 de setembro de 2013
Em volta aos anos 80, Iron Maiden faz melhor show da noite de heavy meta
A banda britânica Iron Maiden participou pela terceira vez do Rock in Rio, encerrando a edição de 2013 do evento com um repertório dominado por músicas antigas, que celebram a trajetória da banda e se confundem com a própria história do heavy metal, estilo musical que dominou as atrações deste domingo (22).
O repertório, mesmo apresentado pelo grupo em São Paulo na sexta-feira, recupera faixas da turnê "Maiden England", que divulgava o álbum "Seventh Son of a Seventh Son", de 1988. A fase é considerada uma das mais importantes da banda, que viveu seu auge durante a primeira estadia do vocalista Bruce Dickinson, do final de 1981 até 1993, um ano após o lançamento do disco "Fear of the Dark", responsável por renovar por pelo menos mais uma década o legado do grupo.
Setlist do Iron Maiden no Rock in Rio
Qual foi o melhor show do sétimo dia de Rock in Rio 2013?
André Matos + Viper
Destruction + Krisiun
Helloween + Kai Hansen
Kiara Rocks
Sepultura + Zé Ramalho
Slayer
Avenged Sevenfold
Iron Maiden
Resultado parcial
Nos primeiros instantes, antes de a banda entrar ao palco, os telões mostravam imagens de icebergs, aves de rapina e paisagens, aumentando o nível de expectativa dos fãs, que encararam filas enormes desde cedo no dia mais concorrido do festival. Pouco tempo se passa até uma explosão indicar a entrada meteórica da banda, com Dickinson dando o primeiro de uma série incontável de saltos em um espetáculo à parte.
Curiosamente, o frontman de 55 anos continua o mesmo das apresentações anteriores no Rock in Rio - em 1985 e 2001, esta que rendeu a gravação de um DVD e CD ao vivo. Dono do palco que parece desenvolvido para suas corridas, ele gesticula e brinca com o pedestal de seu microfone, passeia por cima de uma câmera móvel, troca de roupa inúmeras vezes e, claro, dá pulos impressionantes para um roqueiro de sua idade. (Paul Di'Anno, o vocalista original do Iron Maiden, que saiu em 1981 logo após o lançamento do álbum "Killers", não teria a mesma desenvoltura mesmo que quisesse, a julgar pelo tamanho em que ressurgiu no festival, também neste domingo, como convidado da banda Kiara Rocks, no palco Sunset).
Ao se dirigir ao público, Dickinson é menos criativo, apela para sua marca registrada - os chamados de "Scream for me Braziiiil" (gritem por mim, Brasil) - e os lugares-comuns de todo gringo: cachaça, caipirinha e churrasco. Mas a estratégia batida é tão eficiente para ganhar a atenção do público quanto as suas piruetas.
Ao introduzir a faixa "Afraid to Shoot Strangers", de "Fear of the Dark", o público bradou mais uma versão do canto futebolístico "olê, olê, olê, olê", como de praxe em shows que agradam.
A noite reservaria uma série de coros durante refrãos das músicas mais aguardadas, começando com "Can I Play With Madness", "The Trooper" e "The Prisoner". Pulos da multidão tomariam conta da Cidade do Rock durante faixas como "Phanton of the Opera" e "Number of the Beast", introduzidas no miolo do repertório, trecho que marca o ápice do show.
Mas Dickinson ainda é capaz de surpreender, especialmente quando aparece em sua versão mais bizarra no palco, usando devilock vampiresco, corte de cabelo da banda de horror punk Misfits, durante a faixa "Seventh Son of a Seventh Son".
Mais conservadores, outros rostos famosos do grupo como o baixista e fundador Steve Harris e o guitarrista Dave Murray arriscam poucas corridas, mas seguem cada vez melhores quanto à rapidez e à versatilidade de seus dedos. O baterista Nicko McBrain, escondido atrás de pratos altos, mantém o nível técnico da apresentação tão bem quanto os guitarristas Adrian Smith e Janick Gers.
Nos momentos em que os músicos brilham, Dickinson se ocupa com brincadeiras com a plateia, faz caretas e ainda aproveita para fazer merchand da britânica Unicorn, microcervejaria da qual é dono.
O carismático boneco mascote gigante Eddie - que estampa praticamente todas as capas de discos do Iron Maiden e sempre dá as caras a certa altura do show do grupo - encerra o arsenal de atrações vestindo um uniforme ao estilo "Três Mosqueteiros" durante as músicas "Run to the Hills" e "Wasted Years". A roupa é parecida com a usada por Dickinson durante o clássico "The Trooper", na qual carrega a bandeira do exército do Reino Unido.
Foram 100 minutos de puro heavy metal, que encerraram bem o último dia de atrações do Rock in Rio com o hit "Running Free", primeiro single oficial da história do Iron Maiden, lançado em 1980. A organização do Rock in Rio elevou o nível das atrações de metal em 2013, trazendo grupos com legiões de fãs como Slayer, Destruction e Avenged Sevenfold, mas o posto de melhor show da noite -- na acepção completa da palavra -- ficou com a "Donzela" mais uma vez.
domingo, 22 de setembro de 2013
Rock in Rio confirma nova edição no Rio de Janeiro em 2015
Rock in Rio 2013 não chegou ao fim, mas a organização do festival já informou que o evento voltará ao Rio de Janeiro em 2015. O anuncio foi dado em coletiva de imprensa realizada na Cidade do Rock neste sábado, 21.
O guia da Rolling Stone Brasil para o Rock in Rio.
“Desde a volta do Rock in Rio ao Brasil nossa intenção era realizarmos uma edição a cada dois anos. Nada é garantido, mas estamos trabalhando muito para que o Rock in Rio permaneça no calendário do país por muitos anos”, disse Roberto Medina, presidente do festival em comunicado oficial.
O festival voltou ao Brasil após dez anos longe em 2011, já com a configuração mantida na edição deste ano, com sete dias de shows, espalhados em dois fins de semana, na Cidade do Rock.
“A edição de 2013 confirmou que o Rock in Rio tem um grande poder de reverberação no país”, disse Rodolfo Medina, vice-presidente comercial do festival.
O Rock in Rio 2013 teve os 595 mil ingressos disponibilizados para os sete dias vendidos em questões de horas assim que ficara disponíveis para compra online. O festival deste ano foi puxado pelos shows de Beyoncé, Muse, Justin Timberlake, Metallica, Bon Jovi, Bruce Springsteen e Iron Maiden, que encerra o festival neste domingo, 22.
São 28 anos de história, desde a primeira edição, em 1985, realizada no Rio de Janeiro. O festival se tornou global em 2004, quando passou a também ser realizado em Portugal. Ao todo, já foram 13 edições, contabilizando Brasil (1985, 1991, 2001, 2011 e 2013), Portugal (2004, 2006, 2008, 2010 e 2012) e Espanha (2008, 2010 e 2012).
sábado, 21 de setembro de 2013
Nova lei da TV paga movimenta serviço e aumenta trabalho de produtoras
Nos últimos tempos, ouviu-se falar bastante sobre a nova lei da TV paga, que obriga os canais a apresentar pelo menos três horas de “conteúdo qualificado brasileiro”. Muita gente já leu sobre o assunto, mas outras tantas não sabem bem o que isso significa. O que isso representou para as produtoras brasileiras e para os canais? E em audiência, é vantajoso? São perguntas que vamos tentar explicar nesta matéria especial.
Segundo a Ancine (Agência Nacional de Cinema), essa nova lei foi discutida por cinco anos e visa “democratizar e incentivar uma nova dinâmica para produção e circulação de conteúdos audiovisuais produzidos no Brasil, de modo que mais brasileiros tenham acesso a esses conteúdos”.
Para o assinante, de fato, só muda o seguinte: cada vez mais, ele vê conteúdo nacional na TV paga. O problema é que, como as programadoras não esperavam essa lei, no primeiro momento, o que aumentou foram as reprises de filmes brasileiros, já que cada canal tem que cumprir 3 horas e 30 minutos por semana de conteúdo qualificado, o que colocando no papel, é a duração de dois filmes brasileiros de 1 hora e 45 minutos, por exemplo.
Porém, os canais já estão se movimentando, porque uma hora o estoque de filmes acaba e as reprises irritam. E a intenção da Ancine, de fato, é estimular a produção independente, que segundo ela, não tem “coligação com programadoras, empacotadoras, distribuidoras ou concessionárias de serviço de radiodifusão de sons e imagens”.
sexta-feira, 20 de setembro de 2013
"Funk só depois de 5 da manhã e muito bêbada", diz Fani
Essa foi a primeira vez de Fani Pacheco em um Rock in Rio, mas a ex-BBB diz que rock é o estilo musical que mais ouve, por influência do pai.
ESPECIAIS DO ROCK IN RIO
"Adoro Pink Floyd e Led Zepellin. As pessoas acham que eu gosto de funk, mas, para mim, funk só depois das 5 da manhã e muito bêbada. No máximo, gosto de funk melody", disse a ex-BBB, que participou de muitas festinhas embaladas por funk, inclusive no "Big Brother".
Em 2013, a veterana retornou ao "BBB" e tornou-se a décima primeira eliminada da 13ª edição do reality, em uma disputa com Nasser. Ao deixar o programa, a sister disse que seu tratamento contra depressão "foi para o lixo" porque não pode tomar os remédios receitados por seu médico durante o confinamento.
Fani namora há três meses Márcio Alvino, ele é prefeito da cidade de Guararema, no interior de são Paulo, e vai encontrá-lo neste final de semana. .
No "Big Brother Brasil 7", Fani protagonizou um triângulo amoroso com Diego Alemão e Íris Stefanelli. Em 2010, posou para a revista "Playboy" ao lado da também ex-BBB Natália Casassola.
quinta-feira, 12 de setembro de 2013
Filme sobre negro livre que vira escravo é o favorito em Toronto
festival de cinema de Toronto, como esperado, não tem decepcionado no quesito filmes potenciais candidatos ao prêmio Oscar.
Nenhum dos trabalhos exibidos, porém, chegou tão per to de uma unanimidade quanto o "12 Years a Slave", terceiro longa-metragem do cineasta e artista visual inglês Steve McQueen.
O filme é baseado na história real de Solomon Northup (Chiweter Ejiofor), um músico negro, livre, que, antes da Guerra da Secessão, é dopado e vendido como escravo para fazendeiros do sul dos Estados Unidos.
Fox Searchlight Films
O ator Chiwetel Ejiofor em cena do filme de McQueen
"Suspendam as apostas: eu acabei de ver o vencedor do Oscar de melhor filme, e é '12 Years a Slave'", escreveu o editor de cinema do site Vulture, da revista "New York".
Já o jornal inglês "The Guardian" deu avaliação de cinco estrelas para o drama de Steve McQueen.
"12 Years a Slave" deve ganhar indicações nas principais categorias e colocar na disputa os atores Chiwetel Ejiofor, Michael Fassbender, no papel do volátil fazendeiro Edwin Epps, e Lupita Nyong'o, como a escrava Patsey, objeto do desejo do fazendeiro Epps.
Outra obra aguardada era "August: Osage County", baseada em uma peça do americano Tracy Letts, vencedora do Pulitzer, e dirigida por John Wells.
No filme, Meryl Streep faz a personagem Violet, a matriarca da família Weston, que é reunida à força quando seu marido, Beverly, vivido pelo ator Sam Shepard, desaparece.
Trata-se de uma família altamente disfuncional. Violet sofre de câncer e é viciada em analgésicos. Sem filtro, ela lança ataques como uma metralhadora giratória contra as pessoas à sua volta.
Sua filha mais velha, Barbara, interpretada por Julia Roberts, é a única do clã com coragem suficiente para enfrentá-la.
O elenco é o grande trunfo da produção, com chances de indicações para Streep e Roberts. A fotografia do brasileiro Adriano Goldman, que capta tanto a amplidão da paisagem do Estado de Oklahoma, no meio-oeste dos Estados Unidos, quanto o interior sufocante da casa de Violet, também é um dos destaques do filme. Mas "August: Osage County" não consegue disfarçar a sua origem teatral.
Depois de sua exibição no festival de Toronto, "Labor Day", de Jason Reitman, passou a figurar nas listas de possíveis concorrentes.
A adaptação do romance de Joyce Maynard é o primeiro trabalho dramático do diretor, conhecido por "Juno" e "Jovens Adultos".
Winslet interpreta Adele, uma mãe solteira deprimida que vive com o filho pré-adolescente (Gattlin Griffith) e é forçada a abrigar o fugitivo Frank (Josh Brolin).
Desta forma, forma-se uma família das menos convencionais. Trata-se de uma história de emoções humanas complexas, mas Reitman consegue equilibrá-las e acerta no tom.
quarta-feira, 11 de setembro de 2013
Muricy ganhará cerca de R$ 300 mil e terá cláusula de renovação no SP
Muricy Ramalho receberá no São Paulo muito menos do que recebia no Santos, em seu último trabalho. O técnico aceitou salários de cerca de R$ 300 mil para retornar ao Morumbi, valor inferior à metade dos vencimentos de R$ 700 mil que ganhava na Vila Belmiro. O contrato firmado com o técnico vai até o fim do ano, mas conta com cláusula de renovação automática que prevê a manutenção do valor.
Quando decidiram contratar Paulo Autuori, após a demissão de Ney Franco, dirigentes da cúpula são-paulina afirmaram que Muricy pedia salários muito altos e que não se enquadravam no teto salarial proposto pelo São Paulo. O técnico, no entanto, disse a amigos que aceitaria retornar por valor muito menor e que na ocasião não foi nem procurado para discutir termos de contrato.
Apesar de o termo assinado ter validade apenas até o fim deste ano, o contrato terá cláusula de renovação automática por mais uma temporada se assim o São Paulo desejar. O prolongamento do acordo manterá o valor de salários acordado neste momento.
Candidato indicado por Juvenal Juvêncio para representar a situação na eleição presidencial de abril de 2014, Carlos Miguel Aidar esteve nesta terça-feira no CT da Barra Funda para recepcionar Muricy. Aidar, que foi presidente entre 1984 e 1988, afirmou que conversou com Muricy na segunda-feira, enquanto Juvenal fazia o mesmo, e que gostaria de ter o treinador durante os seis anos de seu mandato – até 2020 – projetando não só a vitória no pleito próximo como a reeleição em 2017.
terça-feira, 10 de setembro de 2013
Em seu 1º filme em Hollywood, Wagner Moura machuca o joelho e pega pneumonia
"Elysium", ficção científica de US$ 115 milhões, não marca apenas a volta de Neill Blomkamp, diretor do premiadíssimo "Distrito 9" (2009). É também é a estreia do ator brasileiro Wagner Moura em Hollywood ao lado de Matt Damon, Jodie Foster e da amiga Alice Braga.
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A experiência não foi tão glamourosa quanto se esperaria de uma superprodução americana. "Pensei que Wagner Moura não sobreviveria a 'Elysium'", conta à Folha Blomkamp, num misto de seriedade e diversão sádica.
"Eu estava assistindo a uma cena de perseguição pelo monitor e, de repente, ele sumiu do enquadramento. Senti que algo de ruim tinha acontecido e corri em sua direção. Wagner escorregou e caiu com tanta força em cima do joelho que precisamos parar de trabalhar naquele dia."
Kimberley French/Associated Press
Wagner Moura segura equipamento usado para enfrentar robôs em 'Elysium
Wagner Moura segura equipamento usado para enfrentar robôs em 'Elysium'
Como o brasileiro interpreta uma mistura de hacker e líder revolucionário com um problema na perna, a produção continuou, mas a deficiência não veio a calhar.
"Adoraria dizer que foi minha imersão no papel, mas eu caí em cima do joelho esquerdo, enquanto meu personagem manca com a perna direita. Doeu pra cacete", diz o ator, que também torceu o tornozelo filmando "Tropa de Elite" (2009). "Eu sempre vou parar no hospital quando estou fazendo um filme."
Em "Elysium" não foi diferente. Com o joelho recuperado, Wagner Moura voltou a trabalhar normalmente em Vancouver, Canadá, onde a grande maioria das cenas internas foi rodada. Mas, duas semanas depois, ele apresentou um a forte pneumonia e precisou ser internado.
"Nunca fiquei tão doente na minha vida. Estava com uma febre tão forte que eu não conseguia conversar com ninguém de tanto que tremia. Eu pensei que ia morrer", revela o ator, que teve a companhia da amiga brasileira --e companheira de set-- Alice Braga no hospital. "Lili foi maravilhosa. Eu só queria minha mãe, que estava na Bahia. Acho que isso é o mais difícil de trabalhar fora, a distância da família."
TERRA DO FUTURO
Alice faz o par romântico de Matt Damon, que vive Max, um ex-delinquente e parceiro de Spider, o personagem de Moura.
Max tenta sobreviver na Los Angeles de 2154, uma megalópole suja e povoada apenas por quem não tem condições de viajar para Elysium, uma estação orbital onde doenças são curadas por máquinas, o destino da Terra é comandado por políticos poderosos (entre eles, Jodie Foster) e as casas são o sonho dos ricos que moram ali.
"É uma espécie de rua de boutiques japonesas", responde o diretor sul-africano. "Minha inspiração é sempre a realidade. A Terra do futuro é como partes mais pobres da África. Tudo precisa ser crível para o público."
É tudo tão "cru" que Matt Damon sofre. No México para filmar uma das sequências mais impressionantes de "Elysium", o astro precisa derrubar a nave de um poderoso ricaço e sequestrar os dados de sua mente, o que garantiria sua passagem para Elysium, onde seria curado de um envenenamento radioativo que o está matando.
"Filmamos essa sequência em um lixão e literalmente respiramos bosta quando um helicóptero fez um rasante", diz ele.
Na mesma cena, Damon --ao lado do mexicano Diego Luna-- enfrenta robôs usando um exoesqueleto (aparelho que recobre tronco e membros) inspirado em projetos do exército dos EUA, que pesava 11 quilos e levava duas horas para ser ajustado a seu corpo.
"Eu me senti como um carro de Nascar [stock car], com os mecânicos trocando meus parafusos. Mas essas armaduras não inibem meus movimentos. Há protótipos no exército e Doug Liman [diretor de 'Sr. e Sra. Smith'] está usando em seu novo filme. Mas a dele é mais pesada."
Matt Damon só muda o tom de sofrimento quando lembra de trabalhar com os dois brasileiros no set. "Eles foram ótimos, nem tive nenhum trabalho, porque eles elevam o nível no set. É como jogar uma partida de tênis com um bom jogador", compara o americano.
"Eu já conhecia Wagner por causa de 'Tropa de Elite'. Todo ator de Hollywood já viu 'Tropa de Elite'. Quem disser o contrário, é um mentiroso."
Óbvio que, por sua reconhecida polidez, Matt Damon não falaria algo diferente. Mas a recepção de Wagner Moura pelos críticos americanos foi surpreendente.
Todd McCarthy, da "Variety", principal revista de mercado de cinema dos Estados Unidos, foi superlativo, escrevendo que o brasileiro tem a "grandiloquência do finado Raul Julia", referindo-se ao ator porto-riquenho de "A Família Addams" (1991).
Divulgação
Matt Damon (à esq.) interpreta Max, parceiro de Spider, vivido por Wagner Moura
Matt Damon (à esq.) interpreta Max, parceiro de Spider, vivido por Wagner Moura
Mas o desempenho, infelizmente, não livrou a ficção científica de números decepcionantes. Apesar de ter estreado em primeiro lugar nas bilheterias americanas, "Elysium" estacionou nos US$ 82 milhões.
A trajetória internacional, principalmente na América Latina, porém, deve garantir que Blomkamp desafie o esquema hollywoodiano com roteiros inteligentes e novidades no elenco.
"Gosto que meus filmes sejam vistos, mas essa não é minha preocupação", afirma ele, que também diz não querer salvar o mundo. "Não são os filmes-pipoca hollywoodianos que vão mudar a vida de alguém. Não vamos nos levar tão a sério."
segunda-feira, 9 de setembro de 2013
Luiza Valdetaro tem vontade de viver uma vilã
Loura e dona de profundos olhos azuis, Luiza Valdetaro está acostumada a interpretar papéis de boa moça. Contudo, a atriz se prepara para viver um novo tipo de heroína. Em Joia Rara, próxima novela das seis da Globo, ela será Hilda, uma jovem de família nobre, mas que não desiste de lutar pelo seu sonho. O principal objetivo da personagem é investir na carreira de cantora. Habituada a tipos sensíveis e sofredores, como a Antônia, de Cordel Encantado, de 2011, e Gerusa, do remake de Gabriela, de 2012, Luiza aposta na força de sua nova personagem para fugir do óbvio.
"Hilda é diferente porque tem jogo de cintura. Ela não se abala com o primeiro não que recebe", avalia.
E, se surgir a oportunidade de interpretar outro gênero de personagem é algo que a empolga ainda mais.
"Tenho vontade de ser vilã. A Amora Mautner (diretora-geral) me prometeu que um dia vai vir", torce.
Natural do Rio de Janeiro, a atriz de 28 anos, que protagonizou a temporada de 2006 de Malhação como a doce Manuela , teve a grande chance de mostrar seu trabalho em Cordel Encantado, último folhetim de Thelma Guedes e Duca Rachid.
"Tive a oportunidade de mostrar um lado dramático forte. Como a Antônia, consegui explorar essa vertente", valoriza.
Outro desempenho importante da atriz foi na pele de Gerusa, em Gabriela. No entanto, para crescer ainda mais profissionalmente, Luiza afirma que não quer ser somente lembrada como mais um "rostinho" bonito da televisão.
"Tudo tem os dois lados. A beleza abriu muitas portas, mas muitas pessoas julgam você", conta.
Agora, em Joia Rara a atriz se prepara para interpretar mais um papel de época. E que também marca o seu reencontro com o texto de Thelma e Duca. Mesmo com trabalhos de estilo semelhante, Luiza valoriza o tipo.
"Adoro novelas de época porque fogem completamente do cotidiano", conta a atriz, que, para se aprofundar nos trejeitos de meados do Século XX, fez aulas de etiqueta.
Além disso, a intérprete de Hilda começou a ter aulas de canto com a ajuda da preparadora vocal Ester Ellias.
"Ainda estou me aperfeiçoando. Gosto de fazer tudo bem feito. Principalmente em uma área que não é muito a minha", entrega.
Apesar de não ser vilã, a personagem de Luiza está bem próxima das principais maldades da trama. Isso porque Hilda é filha do poderoso Ernest Hauser, vivido por José de Abreu, que obviamente não apoia a sua independência, atitude considerada moderna para época. Já com os irmãos Franz e Viktor, vividos por Bruno Gagliasso e Rafael Cardoso, respectivamente, a relação é de cumplicidade.
"A Hilda encoraja o Viktor, que pensa em ser pintor. Ele é um pouco mais medroso. E ela se mostra otimista de que tudo vai dar certo", conta a atriz, que cita outro ponto importante de sua personagem: o amor proibido com o revolucionário Toni, de Thiago Lacerda.
"Ela se apaixona, mas não pode dizer quem ela é de verdade", explica.
Sul-Sudeste tem 19 das 25 melhores universidades do país
A s regiões Sul-Sudeste concentram 19 das 25 melhores universidades do país. São Paulo aparece à frente, com cinco instituições, seguido por Rio de Janeiro (quatro), Minas Gerais, Paraná e Rio Grande do Sul (três cada) e Santa Catarina (uma). O Nordeste tem quatro (Bahia, Ceará, Paraíba e Pernambuco) e o Centro-Oeste, duas (Goiás e Distrito Federal).
USP, UFRJ e UFMG encabeçam o ranking. A região Norte não aparece no grupo principal.
A título de comparação, a nota média do grupo de elite do RUF (86,79) é 27% superior à média das 25 instituições que vêm a seguir no ranking de universidades (68,40).
Essa radiografia regionalizada do ensino superior brasileiro emerge da edição 2013 do RUF, cujo ranking geral, publicado integralmente nesse suplemento, classifica as 192 instituições reconhecidas como universidades pelo Ministério da Educação (veja quadro da pág. 6).
Em sua segunda edição, o RUF manteve a filosofia e aperfeiçoou a metodologia para contemplar duas grandes áreas de interesse: a produção científica --aferida com base em indicadores de pesquisa, inserção internacional e inovação-- e a graduação, calcada na avaliação da qualidade de ensino e na ressonância da instituição no mercado de trabalho.
No total, são avaliados 5 indicadores, subdivididos em 16 subindicadores, que geram rankings independentes e podem ser consultados separadamente (veja a metodologia na pág. ao lado).
É na área de graduação que está a maior novidade deste ano: o ranking de ensino, uma análise extensiva inédita dos indicadores dos cursos ministrados em 2.358 instituições.
A avaliação contempla as 30 carreiras com maior número de estudantes matriculados em 2011 (último dado disponível no instituto de pesquisa do MEC, o Inep).
Conduzido pelo Datafolha, o levantamento usa basicamente os mesmos critérios de ensino e mercado do ranking geral de universidades, mas com adaptações metodológicas para atender às diferenças de propósitos das instituições --que nesse caso incluem também os centros universitários e faculdades (veja quadro na pág. 19).
Dada a extensão do universo pesquisado, o ranking de cursos é publicado em versão limitada aos dez primeiros colocados. As tabelas completas podem ser consultadas no site do RUF.
RESULTADOS
A USP aparece com destaque nesse levantamento pormenorizado, com o maior número de cursos no top 10 das 30 carreiras analisadas. A maior universidade estadual paulista só não pontua em serviço social porque não tem essa graduação.
A ampliação da avaliação do ensino por curso permitiu ainda identificar destaques entre instituições que não são classificadas como universidades. As faculdades Insper e a FGV-SP, por exemplo, ficaram entre as dez melhores nas duas carreiras de seus portfólios analisadas pelo RUF.
Outra novidades do RUF 2013 é a criação do ranking de internacionalização, liderado na estreia pela Universidade Federal do ABC. Criada em 2005 e com um modelo inovador de ensino, a instituição tem 100% de docentes com doutorado e desponta no 21º lugar do ranking de pesquisa científica do RUF.
domingo, 8 de setembro de 2013
Vettel vence e dispara na liderança; Massa faz boa prova e fica em 4º 36
A corrida deste domingo no GP Itália teve como foco Felipe Massa, que entrou no cockpit sabendo que um novo fracasso poderia custar a vaga na Ferrari para 2014. O brasileiro fez uma prova segura e terminou na 4ª posição, ficando atrás das Red Bulls de Vettel e Webber e do companheiro de equipe Fernando Alonso.
A vitória novamente ficou nas mãos de Sebastian Vettel, que disparou na classificação e fica muito próximo de alcançar o tetracampeonato mundial. Alonso terminou na 2ª colocação, com Webber em 3º.
Com mais um triunfo, Vettel chega a 222 pontos. Alonso tem 169 pontos, com Hamilton em 3º, com 141 pontos, e Raikkonen, com 134. Massa ocupa a sétima colocação, com 79.
Largando em 4º, Felipe Massa precisou trocar de motor antes da prova, já que apresentava vazamento. O motor foi o mesmo utilizado no GP da Bélgica. O brasileiro fez ótima largada, pulando de 4º para 2º.
Massa seguiu por fora na reta após o sinal verde e deixou para trás Nico Hulkenberg e Mark Webber antes da primeira curva.
A Ferrari também teve Fernando Alonso se dando bem no começo da prova. O espanhol também ultrapassou Hulkenberg e Webber, ficando na cola de Massa e de Vettel.
Massa foi colocado à prova neste fim de semana, onde estouraram especulações de que ele perderia o posto de piloto da escuderia italiana após o fim da temporada. Kimi Raikkonen surge como o principal candidato ao posto. Um novo fiasco do brasileiro, diante da torcida italiana, poderia sacramentar sua despedida antecipada da Ferrari.
Mas Massa fez uma prova segura, girando em tempos próximos aos três adversários à frente.
Ramires e Jô agarram chance e puxam a fila de 'testados' por Felipão
O que poderia ser um problema para o técnico Luiz Felipe Scolari, acabou sendo um grande teste. Com quatro de seus titulares contundidos, o treinador se viu obrigado a escalar uma nova formação. E deu certo. Em campo, a seleção goleou a fraca Austrália por 6 a 0 e teve como destaque Jô e Ramires, que substituíram Fred e Oscar.
"Fico feliz de aproveitar essa oportunidade. Tenho mais um jogo para mostrar o meu trabalho. Tenho que respeitar o Fred, que é o titular e está contundido. O Felipão deve estar feliz de ver que quando não pode contar com um, pode colocar outro. Acho que esse é o caminho", disse o atacante do Atlético-MG que marcou duas vezes.
Os números do Datafolha comprovam a boa atuação da dupla. Ramires foi o segundo jogador que mais participou do jogo - 90 vezes -, perdendo apenas para Neymar (108). Já o atacante, finalizou duas vezes e teve 100% de aproveitamento.
Maicon e Bernard, substitutos de Daniel Alves e Hulk, também foram muito bem, tiveram bom entendimento e infernizaram o lado esquerdo da defesa australiana. Alexandre Pato foi outro que comprovou a boa fase que vive no Corinthians e deixou o seu no segundo tempo.
Destaque ainda para o lateral do Paris Saint Germain, Maxwell. Ele entrou na vaga do contundido Marcelo e deu assistência para o gol de Ramires. Na próxima terça, ele deve ganhar nova chance, já que o lateral do Real Madrid foi cortado com uma lesão na coxa esquerda. O Brasil volta a campo contra a seleção de Portugal, às 22 horas, em Boston.
sábado, 7 de setembro de 2013
COI muda direção e escolhe Tóquio para sediar Jogos Olímpicos de 2020
óquio será a sede da Olimpíada 2020. Na votação deste sábado, em Buenos Aires, os japoneses derrotaram na final Istambul. Essa decisão do COI (Comitê Olímpico Internacional) representou uma mudança no ciclo de procurar novas fronteiras para grandes eventos, já que, desta vez, optou-se por uma cidade segura, com um dinheiro garantido já na conta. A cidade japonesa bateu Istambul por 60 votos a 36 na segunda rodada - Madri havia sido eliminada na etapa anterior.
Será a segunda vez na história que Tóquio receberá os Jogos, sendo a primeira em 1964. Naquela ocasião, era um marco da definitiva recuperação do país após a Segunda Guerra Mundial, quando, cerca de vinte anos antes, houve a devastação de duas cidades por duas bombas nucleares.
Desta vez, a candidatura apostou em um baixo investimento que totaliza US$ 7,8 bilhões cerca de metade da proposta carioca para os Jogos, que era de US$ 14,4 bilhões em valores de 2008. Isso porque os japoneses alegam já terem a infraestrutura de transporte e de outros itens para realizar o evento. O dinheiro será gasto apenas com uma parte das instalações esportivas, já que o restante está pronta, e com a Vila Olímpica.
Os Jogos serão concentrados na área do porto do Tóquio, sendo que a intenção é que a maior parte das competições ocorram em um raio de apenas 8 quilômetros dentro da área central da cidade. Já existe um fundo, criado em 2009, de US$ 4,5 bilhões para financiar as obras necessárias para a nova cidade olímpica.
Tóquio fez a melhor das apresentações das concorrentes em Buenos Aires, e respondeu aos questionamentos de itens críticos. Ou seja, sob o ponto de vista técnico, esteve melhor do que Madri e Istambul.
A cidade japonesa mostrou sua forte base financeira e a garantia de que vai entregar os Jogos, como repetiu seguidamente por meio de seus representantes. Além de bem estruturada, a candidatura japonesa desta vez exibiu inédito bom humor, contando histórias singulares como a da atleta paraolímpica Mami Sato, que perdeu uma perna e depois ainda sofreu com o acidente nuclear de Fukushima. Ela relatou isso rindo, valorizando a superação.
Foi justamente o problema na usina que apareceu como ponto fraco para os japoneses. Mas o primeiro-ministro do país Shinzo Abe foi enfático ao negar qualquer possibilidade de ameaça para Tóquio. Afirmou que o problema foi bloqueado, que não há nenhum nível medido significativo de radiação, e que tomará ainda mais medidas preventivas. Suas explicações foram detalhadas e ele pediu aos membros do COI que leiam além das manchetes, o que parece tê-los convencido afinal.
Sete de Setembro terá protestos em todas as capitais e cerco a mascarados
Pela primeira vez as celebrações do Sete de Setembro, dia da Independência do Brasil, deverão ser acompanhadas de protestos em ao menos 149 cidades do país, inclusive em todas as capitais. As manifestações estão sendo convocadas pelo grupo Anonymous nas redes sociais desde que eclodiu uma onda de protestos pelo país, entre junho e julho.
Até as 18h de ontem (6), mais de 400 mil pessoas confirmam participação no evento "Maior Protesto da História do Brasil", criado no Facebook por um usuário que se identifica como Anonymous. Foram espalhados mais de 5 milhões de convites para o evento. A página do evento reúne links com os protestos convocados nas 149 cidades.
Haverá reforço na segurança dos desfiles em Brasília --em que a presidente Dilma Rousseff participa--, São Paulo e no Rio de Janeiro, entre outras capitais. Manifestantes mascarados estão proibidos de participar dos protestos na capital federal, em Minas Gerais e em Pernambuco.
A pauta de reivindicações divulgada pelo Anonymous inclui seis itens: prisão de condenados no mensalão; aprovação do projeto de lei 7368/2006, conhecido como Lei de Combate à Corrupção; redução do número de deputados; reforma tributária; fim do voto obrigatório; e aprovação do novo Plano Nacional de Educação (PNE).
Protestos se espalham pelo Brasil
Protestos se espalham pelo Brasil
No Twitter, o protesto está sendo divulgado com a hashtag #OperacaoSeteDeSetembro. A grande adesão nas redes sociais não implica, necessariamente, na presença maciça do público nos protestos, como se verificou em várias manifestações convocadas pela web nos últimos meses.
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Os criadores do evento afirmam que os protestos buscam um "país melhor" e não "um golpe militar, intervenção, fascismo ou socialismo, bem como não possui ligação com qualquer partido político."
O ministro Gilberto Carvalho, secretário-geral da Presidência da República, afirmou ontem (6), em entrevista à Rádio Gaúcha, que o governo orientou as autoridades de segurança a não criar hostilidades.
"A orientação que estamos dando pra segurança é que não se crie um clima de hostilidade. Ao mesmo tempo, temos que assegurar que não haja nenhuma perturbação, nem àqueles que desfilam, nem àqueles que assistem", afirmou o ministro, que defende a realização dos protestos. "Acho que a sociedade precisa continuar na rua, senão as mudanças não vão ocorrer."
Dez estudiosos explicam "a voz das ruas" em seus Estados
BAHIA: Não é por acaso que estádio da Copa é alvo de protestos em Salvador
GOIÁS: Caminhoneiros, turistas e produtores agrícolas protestam contra estradas esburacadas
MARANHÃO: Manifestações retomam combates contra a oligarquia
MINAS GERAIS: O gigante mineiro já estava acordado; as pessoas é que não se davam conta
PARÁ: Manifestações abordam do transporte fluvial à morte de bebês
PARANÁ: Protestos refletem sistema de transporte aquém das expectativas em Curitiba
PERNAMBUCO: Mobilizações sociais retomam feridas profundas
PORTO ALEGRE: Protestos geraram aliança política histórica e improvável
RIO DE JANEIRO: Não é de hoje que se fala no "caráter rebelde" do povo carioca
SÃO PAULO: "Mais saraus, menos presídios"; periferia paulistana faz novas reivindicações
Grito dos Excluídos
Também irá acontecer nas principais capitais do país o "Grito dos Excluídos", com o tema "Juventude que ousa lutar constrói projeto popular". Realizado anualmente no Sete de Setembro desde 1995, o "Grito" tem origem nas pastorais da Igreja Católica e conta com a adesão de movimentos sociais da cidade e do campo, centrais sindicais, organizações da juventude, entidades estudantis e partidos políticos de esquerda.
Participam das manifestações o MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra), CUT (Central Única dos Trabalhadores), CMP (Central de Movimentos Populares), Marcha Mundial das Mulheres, Levante Popular da Juventude, entre outros. Os integrantes do Grito criticam o modelo político e econômico "concentrador de riqueza", buscam expor nas ruas o "rosto dos excluídos" e defendem uma democracia com "inclusão social" e "participação ampla de todos os cidadãos."
Distrito Federal
Em Brasília, vários protestos --entre eles o do Anonymous-- estão sendo convocados para ocorrer na Esplanada dos Ministérios, onde haverá o desfile de celebração do Dia da Independência, com a presenças das principais autoridades do país. A concentração será no Museu Nacional, entre 8h e 9h. À tarde, há manifestações programadas no entorno do estádio Mané Garrincha, onde a seleção brasileira enfrenta a seleção australiana a partir de 16h.
A polícia estima que os atos devam reunir entre 40 a 50 mil pessoas. A Secretaria Segurança Pública do DF anunciou que colocará mais 4.000 policiais militares para fazer a segurança dos eventos e protestos. Por conta dos atos, o Congresso não estará aberto a visitas, como de praxe.
O Grito dos Excluídos do DF está marcado para começar às 12h, na rodoviária do Plano Piloto. Os manifestantes devem marchar até o estádio Mané Garrincha e engrossar o protesto antes do jogo da seleção. O ato tem o apoio do Movimento Passe Livre do DF, que declarou não apoiar as manifestações convocadas para a Esplanada dos Ministérios.
O comandante-geral da Polícia Militar, coronel Jooziel de Melo Freire, afirmou que manifestantes mascarados que se recusarem a se identificar serão detidos. Ele promete atuação rigorosa da polícia para evitar atos de vandalismo.
A parada militar na capital federal não terá a participação da Esquadrilha da Fumaça em função do acidente que matou dois militares no último dia 12, durante apresentação em Pirassununga (SP). A exibição, que anualmente atrai grande público, foi cancelada porque os pilotos precisam concluir um ano de treinamento nos aviões Super Tucano, adquiridos recentemente.
Segundo o Ministério da Defesa, Marinha, Exército e Aeronáutica, além de organizações de segurança pública, como policiais militares e bombeiros, trarão para a Esplanada dos Ministérios 1.850 militares e civis para o desfile a pé, além disso de 105 carros militares.
terça-feira, 3 de setembro de 2013
Kaká volta a um Milan "piorado" e desafia fiascos de medalhões brasileiros
volta para a casa onde mais conquistou títulos, foi eleito o melhor jogador do planeta e é adorado pela torcida por seu bom futebol e comportamento exemplar. Por esses argumentos, pode-se colocar o Milan como o clube ideal para Kaká reviver seus bons tempos, depois de quatro anos amargos no Real Madrid.
Mas há outros fatores que colocam em xeque se a volta ao time rubro-negro é o melhor caminho no atual estágio da carreira de Kaká, já que muito do que ele encontrou por lá não é mais da mesma maneira. A casa está bem diferente.
A realidade vivida pelo Milan em 2003, ano da chegada de sua primeira passagem, e atual, são contrastantes. O então jovem promissor de 21 anos chegava a uma equipe que havia sido campeã europeia meses antes e vivia um período recheado de títulos e dinheiro para contratações de impacto no futebol mundial, como fora a do próprio ex-jogador do São Paulo.
Desde a saída de Kaká, o Milan venceu apenas um Campeonato Italiano, entre os títulos mais expressivos, e virou praticamente um figurante na Liga dos Campeões. Chegou no máximo às quartas de final. O momento agora é de reconstrução e na aposta de bons jogadores, mas que não estavam dando certo em seus últimos clubes, como Balotelli, Robinho e De Jong, entre outros.
O técnico que esteve ao lado de Kaká nos seis anos de clube, Carlo Ancelotti, já não é mais o mesmo. E a formação que ajudou o brasileiro a ser o rei do planeta já se foi. E não só a espinha dorsal do time da última década que foi quebrada. Todo o time campeão da Europa em 2007, ano de Kaká melhor mundo, se foi.
O meio-campo era alinhado com a proteção de Gattuso e Ambrosini e auxiliado com as trocas de passes e lançamentos de Pirlo e Seedorf. Nenhum deles está mais no elenco rubro-negro. Os atacantes que "consagraram" o brasileiro marcando com suas belas assistências, como Inzaghi e Shevchenko, hoje estão aposentados.
domingo, 1 de setembro de 2013
Em jantar, Aécio e Campos não engolem reforma eleitoral de Renan
No jantar que os reuniu no Recife, os presidenciáveis Aécio Neves (PSDB) e Eduardo Campos (PSB) desancaram o projeto de reforma eleitoral do senador Romero Jucá (PMDB-RR), bancado por Renan Calheiros (PMDB-AL) e desengavetado na CCJ.
Acreditam que a ideia de redução de campanha na TV para 30 dias só beneficia quem ‘já é conhecido, e quem não é, que se vire’.
A dupla teme perder a chance de aparecer mais na mídia durante os 45 dias de campanha, pela atual lei eleitoral. ‘É de caráter eleitoreiro, sob falso manto de baratear campanha’, concordaram.
As bancadas do PSB e PSDB, com 15 senadores, atuarão para derrubar o projeto e já articulam, a mando da dupla, com outras legendas.
Campos e Aécio concordaram em afinar o discurso contra altos gastos correntes do governo e descontrole fiscal sobre o que consideram projeto de poder do PT.
Durante o encontro , na noite de Quinta, os dois herdeiros políticos – principalmente o socialista – levaram uma hora e meia, antes dos pratos à mesa, lembrando causos dos avós.
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FBI NA CAPITAL
Graduados agentes do FBI estarão em Brasília dia 14 de Setembro para passar know how no XXII Congresso de Criminalística, com foco na segurança da Copa e Jogos.
ORDEM NA PISTA
A ANTT enfim criou o grupo que vai preparar licitações das linhas de ônibus interestaduais, demanda desde que a agência foi criada. Ricardo Antunes presidirá a comissão de Outorga, com seis integrantes. Organizará o ‘Leilão para a concessão da exploração dos Serviços de Transporte Rodoviário Interestaduais de Passageiros’ (ufa!)
PROJETO SOLAR
Walter Feldman (PSDB-SP) ganhou simpatia para dois projetos: ooque obriga adição de vitamina D nos derivados de leite. E o que determina que empresas onde se trabalhe seis horas ininterruptas, haja permissão de 15 minutos para banho de sol.
BANCADA DO PASSEIO
Entidade que evita a mídia, por motivos óbvios, a Unale – União Nacional dos Legisladores e Legislativos Estaduais tem bancado passeios internacionais, como para Nova York e Suécia, para os deputados associados, que pagam mensalidades.
ESCRITOR PROCURADO
No livro ‘O combate à corrupção’, há trecho ‘quer ser bom prefeito, é só não roubar’.O autor é Eduardo Gaievski, ex-assessor da Casa Civil do Planalto, suspeito de pedofilia.
NO VOLANTE
A despeito do veto da presidente Dilma ao projeto, o senador Gim Argello (PTB-DF), esperto, incluiu como relator na MP 615 a permissão hereditária para taxistas.
CIUMEIRA
Pimenta da Veiga, futuro coordenador da campanha de Aécio, causou ciumeira no tucanato mineiro, que briga pela indicação do candidato ao governo. Disse que o presidente da Assembleia, Dinis Pinheiro, ‘é a maior liderança popular do PSDB’.
COFRINHO DA SAÚDE
O senador Humberto Costa (PT-PE) conclui relatório na Comissão de Fontes Alternativas para a Saúde. Recebeu sugestão do grupo Saúde + 10 (CNBB, OAB e CNS) para projeto que destine 10% das receitas brutas da União para o setor. Ex-ministro da Saúde, Costa teve outra ideia. Vai apresentar minuta de projeto que destina percentual da receita líquida que equivalha ao montante do índice proposto pela Saúde + 10. Considera mais plausível para facilitar a vida do governo.
OS CUBANOS
De quem acompanha de perto a atuação dessa nova safra de médicos cubanos: Não farão cirurgias, apenas prevenção, diagnóstico e prescreverão receitas com princípios ativos – os genéricos serão mais procurados nas drogarias. Por isso, a rejeição aos cubanos não passa apenas pela classe médica, mas também pela velada atuação da indústria farmacêutica tradicional que pode perder lucros.
MALA PRONTA
O tucano Wambert di Lorenzo, que concorreu à prefeitura de Porto Alegre, negocia entrada no PSD. Esteve em Brasília negociando com o deputado Danrley.
contato@colunaesplanada.com.br
sábado, 31 de agosto de 2013
Obama diz que decidiu por ataque à Síria, mas quer aval do Congresso dos EUA
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse neste sábado (31) que o país decidiu realizar uma ação militar na Síria. "Decidi que os EUA devem atacar a Síria", disse em entrevista coletiva de imprensa na Casa Branca.
Leia também
Rebeldes se dizem desapontados com espera em ataque
Brasil condena arma química, mas quer aval da ONU
Obama, porém, declarou que não fará isso sem antes submeter a decisão ao Congresso, que deverá debater e votar sobre a investida. O Congresso, no entanto, volta do recesso em 9 de setembro, o que indica que o aval para um real ataque só deve acontecer depois dessa data.
A ação militar dos EUA seria uma retaliação ao governo sírio, acusado de usar armas químicas contra civis no país. Obama falou que o episódio foi o "pior ataque químico do século 21".
A Síria vive uma guerra civil desde 2011, entre grupos rebeldes e forças do governo, que causou um enorme êxodo do país, com milhões de refugiados, e mais de 100 mil pessoas mortas.
Crianças sírias têm queimaduras parecidas com as de napalm
"Estou confiante que o governo fará o que tiver que ser feito", disse Obama. "Que mensagem nós daremos se não fizermos nada?"
Obama disse ainda que o país "não pode fechar os olhos para o que está acontecendo em Damasco" e que ele não foi eleito para "evitar decisões difíceis".
O presidente citou que as imagens divulgadas de pessoas queimadas, as quais chamou de 'terríveis', foram um "insulto a dignidade humana".
Logo após o pronunciamento de Obama, o primeiro-ministro do Reino Unido, David Cameron, disse que "entende e apoia" a decisão do presidente dos Estados Unidos.
Veja Álbum de fotos
Na quinta-feira, Cameron teve que desistir de participar dessa operação militar após perder uma votação no Parlamento.
Antes do anúncio, legisladores dos EUA já pressionavam o presidente por mais informações, e muitos expressavam reservas sobre o custo e o impacto dos potenciais ataques.
O anúncio acontece um dia depois de a Casa Branca divulgar um relatório no qual aponta o regime de Damasco responsável pelo ataque com armas químicas em 21 de agosto, que matou pelo menos 1.429 civis, sendo um terço deles crianças.
A maioria dos norte-americanos não querem que os EUA façam uma intervenção na Síria. Uma pesquisa Reuters/Ipsos feita nesta semana mostrou que apenas 20 por cento acreditam que o país deveria tomar uma ação, isso ante nove por cento uma semana antes. (Com agências internacionais)
Obama diz que decidiu por ataque à Síria, mas quer aval do Congresso dos EUA
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse neste sábado (31) que o país decidiu realizar uma ação militar na Síria. "Decidi que os EUA devem atacar a Síria", disse em entrevista coletiva de imprensa na Casa Branca.
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Obama, porém, declarou que não fará isso sem antes submeter a decisão ao Congresso, que deverá debater e votar sobre a investida. O Congresso, no entanto, volta do recesso em 9 de setembro, o que indica que o aval para um real ataque só deve acontecer depois dessa data.
A ação militar dos EUA seria uma retaliação ao governo sírio, acusado de usar armas químicas contra civis no país. Obama falou que o episódio foi o "pior ataque químico do século 21".
A Síria vive uma guerra civil desde 2011, entre grupos rebeldes e forças do governo, que causou um enorme êxodo do país, com milhões de refugiados, e mais de 100 mil pessoas mortas.
Crianças sírias têm queimaduras parecidas com as de napalm
"Estou confiante que o governo fará o que tiver que ser feito", disse Obama. "Que mensagem nós daremos se não fizermos nada?"
Obama disse ainda que o país "não pode fechar os olhos para o que está acontecendo em Damasco" e que ele não foi eleito para "evitar decisões difíceis".
O presidente citou que as imagens divulgadas de pessoas queimadas, as quais chamou de 'terríveis', foram um "insulto a dignidade humana".
Logo após o pronunciamento de Obama, o primeiro-ministro do Reino Unido, David Cameron, disse que "entende e apoia" a decisão do presidente dos Estados Unidos.
Veja Álbum de fotos
Na quinta-feira, Cameron teve que desistir de participar dessa operação militar após perder uma votação no Parlamento.
Antes do anúncio, legisladores dos EUA já pressionavam o presidente por mais informações, e muitos expressavam reservas sobre o custo e o impacto dos potenciais ataques.
O anúncio acontece um dia depois de a Casa Branca divulgar um relatório no qual aponta o regime de Damasco responsável pelo ataque com armas químicas em 21 de agosto, que matou pelo menos 1.429 civis, sendo um terço deles crianças.
A maioria dos norte-americanos não querem que os EUA façam uma intervenção na Síria. Uma pesquisa Reuters/Ipsos feita nesta semana mostrou que apenas 20 por cento acreditam que o país deveria tomar uma ação, isso ante nove por cento uma semana antes. (Com agências internacionais)
sexta-feira, 30 de agosto de 2013
Messi recusa apoiar candidatura de Madri aos Jogos Olímpicos de 2020
atacante Lionel Messi, eleito melhor jogador do mundo nos últimos quatro anos, recusou o convite do COE (Comitê Olímpico Espanhol) para participar do vídeo da campanha de Madri a sede dos Jogos Olímpicos de 2020.
O anúncio da negativa de Messi ao convite foi feito pelo presidente do COE, Alejandro Blanco. "Ele considerou que não devia participar", afirmou o dirigente em coletiva de imprensa em Buenos Aires, cidade que vai receber a sessão do COI (Comitê Olímpico Internacional) que vai definir o local de disputa da Olimpíadas de 2020.
Blanco minimizou a recusa do atacante do Barcelona. "Não acontece absolutamente nada com nossa candidatura porque um esportista não queira participar. Temos que ser respeitosos com a decisão do melhor jogador do mundo", afirmou o dirigente.
"Na Espanha temos grandes esportistas, muitos para escolher", continuou o presidente do COE, que citou o nome do astro do basquete Pau Gasol , que ficará encarregado da apresentação da candidatura na sessão do COI. "Ficamos muito felizes que seja ele quem vá falar em nome dos atletas espanhóis. Em primeiro lugar pela amizade pessoal que nos une, e em segundo por ter sido nosso porta-bandeira em Londres".
Madri foi derrotada nas últimas duas eleições do COI, perdendo para Londres os Jogos Olímpicos de 2012, e para o Rio de Janeiro a edição de 2016, votação na qual a capital espanhola chegou até a última rodada, deixando Chicago e Tóquio para trás.
Na disputa por 2020, Madri vai reeditar a disputa com Tóquio, além de enfrentar também a cidade de Istambul, na Turquia. A decisão do COI será anunciada no próximo dia 7 de setembro.
quinta-feira, 29 de agosto de 2013
Campos e Aécio inauguram 'aliança tática' contra Dilma
governador Eduardo Campos (PSB-PE) e o senador Aécio Neves (PSDB-MG), virtuais adversários em 2014, ensaiam parceria temporária para fortalecer seus nomes à disputa presidencial. Aliados querem que eles evitem agressões mútuas e estabeleçam, sempre que possível, convergência nas críticas ao governo Dilma Rousseff.
Hoje, Campos receberá o tucano para um jantar no Recife (PE), como antecipou ontem a coluna Painel. A ideia é mudar a pauta dos encontros regulares que realizam.
Diálogo recente entre o governador de Pernambuco e o senador mineiro mostra quão afinados estão os dois virtuais candidatos à Presidência da República.
"Você é oposição, e eu sou aquele que reconhece quando há acertos [do governo federal]", disse o pernambucano ao mineiro há pouco mais de dois meses.
"Esquece, Eduardo, esse sou eu, pô! Só dar porrada é discurso vazio", retrucou, sorrindo, o tucano.
Nos últimos dias, Campos e Aécio fizeram críticas muito parecidas ao Planalto e à própria presidente Dilma, de quem o governador socialista ainda é formal aliado.
Campos preside o PSB, partido com cargos no segundo escalão federal e dois ministérios (Integração Nacional e Secretaria de Portos).
Auxiliares do pernambucano afirmam que as declarações não foram combinadas. Reconhecem, contudo, que as críticas em dose dupla ganham dimensão maior na imprensa e podem aprofundar o desgaste da petista.
Interlocutores de ambos os lados ouvidos pela Folha explicam que a proximidade não significa um pacto de não agressão. Mas nenhum deles demonstra vontade de tratar o outro como rival agora.
Até porque o limite dessa "parceria tática", como definiu um aliado do pernambucano, são os números das pesquisas. Ou seja: se um disparar sobre o espólio eleitoral do outro, o acordo evapora. O jantar de hoje é justamente para retardar, ao máximo, esse momento.
Outro tema do encontro são eventuais conflitos em candidaturas do PSDB e do PSB nos Estados. Em Minas, Campos quer que o prefeito Márcio Lacerda, seu correligionário, dispute o governo. Ocorre que Lacerda é aliado de Aécio. Há desafios em São Paulo, no Paraná, na Paraíba, mas também muito esforço para compor palanques onde for possível.
fotografia
Afora as demandas objetivas, socialista e tucano querem explorar o simbolismo do encontro. Ao mostrar afinidade, eles indicam que uma aliança em um eventual segundo turno é um caminho natural. Isso fortalece a perspectiva de poder de ambos.
Os dois têm desempenho modesto nas pesquisas. Em um dos cenários da pesquisa Datafolha de 10 de agosto, Aécio tinha 13% de intenção de voto. Campos, 8%.
Para "eduardistas", a imagem dos dois juntos abre caminho para que Campos, político com histórico de esquerda, mas que flerta com setores tidos como mais conservadores, avance sobre o segundo espectro ideológico.
De outro lado, Aécio tem dificuldade de fazer o movimento contrário. Ele tenta puxar o governador para conduta mais ofensiva contra Dilma.
Na conversa de hoje, os dois terão de discutir dois fatores que podem mudar o cenário atual: a possibilidade de Marina Silva não montar a Rede e a eventual candidatura de José Serra pelo PPS.
Hoje no PSDB, Serra tiraria votos de Aécio sobretudo em São Paulo, território vital para dar competitividade a qualquer um dos prováveis candidatos.
Campos e Aécio inauguram 'aliança tática' contra Dilma
governador Eduardo Campos (PSB-PE) e o senador Aécio Neves (PSDB-MG), virtuais adversários em 2014, ensaiam parceria temporária para fortalecer seus nomes à disputa presidencial. Aliados querem que eles evitem agressões mútuas e estabeleçam, sempre que possível, convergência nas críticas ao governo Dilma Rousseff.
Hoje, Campos receberá o tucano para um jantar no Recife (PE), como antecipou ontem a coluna Painel. A ideia é mudar a pauta dos encontros regulares que realizam.
Diálogo recente entre o governador de Pernambuco e o senador mineiro mostra quão afinados estão os dois virtuais candidatos à Presidência da República.
"Você é oposição, e eu sou aquele que reconhece quando há acertos [do governo federal]", disse o pernambucano ao mineiro há pouco mais de dois meses.
"Esquece, Eduardo, esse sou eu, pô! Só dar porrada é discurso vazio", retrucou, sorrindo, o tucano.
Nos últimos dias, Campos e Aécio fizeram críticas muito parecidas ao Planalto e à própria presidente Dilma, de quem o governador socialista ainda é formal aliado.
Campos preside o PSB, partido com cargos no segundo escalão federal e dois ministérios (Integração Nacional e Secretaria de Portos).
Auxiliares do pernambucano afirmam que as declarações não foram combinadas. Reconhecem, contudo, que as críticas em dose dupla ganham dimensão maior na imprensa e podem aprofundar o desgaste da petista.
Interlocutores de ambos os lados ouvidos pela Folha explicam que a proximidade não significa um pacto de não agressão. Mas nenhum deles demonstra vontade de tratar o outro como rival agora.
Até porque o limite dessa "parceria tática", como definiu um aliado do pernambucano, são os números das pesquisas. Ou seja: se um disparar sobre o espólio eleitoral do outro, o acordo evapora. O jantar de hoje é justamente para retardar, ao máximo, esse momento.
Outro tema do encontro são eventuais conflitos em candidaturas do PSDB e do PSB nos Estados. Em Minas, Campos quer que o prefeito Márcio Lacerda, seu correligionário, dispute o governo. Ocorre que Lacerda é aliado de Aécio. Há desafios em São Paulo, no Paraná, na Paraíba, mas também muito esforço para compor palanques onde for possível.
fotografia
Afora as demandas objetivas, socialista e tucano querem explorar o simbolismo do encontro. Ao mostrar afinidade, eles indicam que uma aliança em um eventual segundo turno é um caminho natural. Isso fortalece a perspectiva de poder de ambos.
Os dois têm desempenho modesto nas pesquisas. Em um dos cenários da pesquisa Datafolha de 10 de agosto, Aécio tinha 13% de intenção de voto. Campos, 8%.
Para "eduardistas", a imagem dos dois juntos abre caminho para que Campos, político com histórico de esquerda, mas que flerta com setores tidos como mais conservadores, avance sobre o segundo espectro ideológico.
De outro lado, Aécio tem dificuldade de fazer o movimento contrário. Ele tenta puxar o governador para conduta mais ofensiva contra Dilma.
Na conversa de hoje, os dois terão de discutir dois fatores que podem mudar o cenário atual: a possibilidade de Marina Silva não montar a Rede e a eventual candidatura de José Serra pelo PPS.
Hoje no PSDB, Serra tiraria votos de Aécio sobretudo em São Paulo, território vital para dar competitividade a qualquer um dos prováveis candidatos.
quarta-feira, 28 de agosto de 2013
Ticiana Villas Boas se casa três vezes com o mesmo milionário. Leia na revista J.P
m outubro do ano passado, a vida da apresentadora Ticiana Villas Boas, 32 anos, que compartilha a bancada do Jornal da Band com Ricardo Boechat, passou a se dividir em AC/DC – antes do casamento e depois. Em uma festança para 1.500 convidados, Ticiana se casou com o empresário Joesley Batista, dono da maior empresa de processamento de proteína animal do mundo, o grupo JBS Friboi, que, em 2012, faturou R$ 55 bilhões. Ela conta rindo que, até ali, nem sabia direito quem era Karl Lagerfeld, o lendário estilista da Maison Chanel que assinou seu vestido de noiva. A indicação foi de Cicila Street, buyer da marca para o Brasil. “O [arquiteto] Edo [Rocha], namorado da Cicila, é amigo do Joesley. Quando contei a ela que não tinha pensado ainda no vestido, a Cicila disse na hora que ia ser Chanel. Fomos com eles assistir ao desfile outono-inverno [no Grand Palais] e o conheci [Lagerfeld].” Tici ainda teve de ir a Paris três vezes para provar o vestido, sempre no jatinho particular do marido.
Muito noticiada pela mídia de celebridades, a festança levou os maledicentes a concluir precipitadamente que se tratava do casamento de uma apresentadora arrivista com um empresário milionário. Como será que ela reage a esses comentários? “Não tenho problema com isso porque venho de duas famílias muito tradicionais da Bahia”, diz, sem prestar muita atenção. Ticiana é Tanajura da parte da mãe, que é engenheira; e Villas Boas do pai, advogado, ambos funcionários da Empresa Baiana de Águas e Saneamento S.A. (Embasa), estatal “que é a Sabesp de lá”. Conta que seus pais estudaram com baianos enriquecidos como o empresário Daniel Dantas e os publicitários Duda Mendonça e Nizan Guanaes. Seus avós eram íntimos de Antônio Carlos Magalhães.
Ticiana cresceu em um condomínio de classe média na praia de Piatã, a cerca de 20 quilômetros de Salvador, estudou em colégio de freiras e se formou em comunicação na federal da Bahia. “Nunca li jornal. No máximo, Caderno 2. Fiz comunicação para saber o que era. Meu pai queria direito, para eu ficar com o escritório dele, e prestei para agradá-lo, mas não me atraía. Como passei para comunicação na federal, era uma boa desculpa para não fazer direito numa particular”, conta. Na infância, ela sonhava ser bailarina. Gostava da “área cultural” e vivia “com o povo de teatro”, Vladimir Brichta, Wagner Moura, Lázaro Ramos.
NOTÍCIA BOA
Ótima aluna, ela lembra que sempre a selecionavam em um concurso de crônicas e poemas promovido pela escola. Isso foi um ponto a favor do jornalismo. Ainda na universidade, começou a estagiar na TV Cultura local, onde fez de tudo: produção, edição, até roteiro de radio novela. E então, bingo, quando a apresentadora de um telejornal da emissora tirou férias, ela entrou para substituí-la. Em um mês, foi chamada pela Band da Bahia. Passou um ano padecendo na rua, “cobrindo alagamento, buraco, pega ladrão”, e, de vez em quando, entrava no noticiário nacional. Numa dessas, agradou a chefia em São Paulo. Mandaram sondá-la, ela não pestanejou, transferiu-se. Tornou-se uma repórter de pautas criativas, produziu matérias saborosas de comportamento e também documentários. Um dia, Mariana Ferrão, a apresentadora híbrida de garota do tempo no Jornal da Band, foi convidada para ir para a Globo.
Ticiana não tinha indicação para ocupar a vaga, uma das mais disputadas por jornalistas de TV. Não que ela não merecesse. O problema é que ia muito bem como repórter. O próprio Ricardo Boechat lembra que votou contra: “Ela sempre foi o nosso melhor quadro para um grande universo de reportagens, tinha talento, espontaneidade. Não fazia sentido tirá-la dali”, diz. Além disso, Boechat era a favor de se investir em uma editoria de meteorologia, como já se faz com política, economia, geral. “O ideal seria colocar no lugar da Mariana alguém que, como ela, fosse um especialista no assunto. O tempo é algo que tem interferência dramática na vida da população, e, mesmo assim, aqui no Brasil as pessoas só o consultam para saber se vai dar praia no fim de semana.” Na disputa por Ticiana Villas Boas, ganhou a bancada. E Boechat não lamenta. “Ela se preparou, investiu, e possui qualidades notáveis. É charmosa, tem presença de vídeo, deu certíssimo.”
ESFORÇO PARA APARECER
Por sua vez, Joesley Batista detesta aparecer. “Se ele faz o esforço de sair em alguma foto comigo é porque eu tenho uma carreira pública e preciso estar na mídia. Mas longe dele querer formar um casal margarina.” Para demonstrar o temperamento recluso do marido, ela pergunta: “Você já sabia quem era Joesley Batista antes do nosso casamento?”. Não. Nem ela. Os dois se conheceram em abril de 2012, durante um seminário de economia em São Paulo. Ticiana era mediadora. Nos intervalos, para não ser importunada enquanto estudava para o ciclos de palestras, ela colocou a bolsa na cadeira ao lado. Não adiantou muito. “Joesley nem pediu para tirar a bolsa da cadeira: simplesmente a afastou e se sentou”, lembra. O empresário foi insistente. Tici acabou fornecendo seu e-mail profissional. O primeiro beijo aconteceu quatro meses depois. A partir daí, as coisas caminharam relativamente rápido. Até o casamento com festa, em outubro, eles celebraram sua união outras duas vezes. A primeira “cerimônia” foi no Taj Mahal, na Índia, quando Wesley, irmão de Joesley, fez um pequeno discurso; a segunda foi em Bora Bora, no Taiti. “Viajamos só com a família dele e, na volta, achei injusto com meus pais, irmãos e amigos. Por isso, fiz a cerimônia oficial. Joesley pediu minha mão em um jantar com meus pais e participou até do curso de noivos!”, conta ela. Tici prefere não falar de seu casamento anterior, que durou seis meses.
GUERREIRA DE RÍMEL
“Estou com 2 quilos a mais e queria que você me afinasse um pouco aqui”, diz ela ao maquiador, apontando para a bochecha. Ticiana mede 1,63 metro e tem 52 quilos, corpo em dia, sorriso encantador, ou seja, só ela vê o excesso de peso no rosto. “Cuido do cabelo e da pele, e não saio de casa sem rímel”, conta. Tudo isso é novidade, segundo sua melhor amiga, a produtora gaúcha Bruna Estivalet. “A Tici sempre foi muito guerreira, mas desligada com a aparência. Nunca soube marca de roupa, usava o mesmo tênis sempre. Nem ia à manicure.” As duas se conheceram na Band, recém-chegadas em São Paulo, e se tornaram muito amigas. Uma foi madrinha de casamento da outra. “Até hoje, a Tici me manda fotos dos looks para saber se ficou bom”, diverte-se Bruna.
A entrevista para J.P foi no casarão em que Joesley e Ticiana passaram a viver depois do casamento, no Jardim Europa, em São Paulo. Eles entregaram o projeto de decoração a João Armentano. “Existe uma integração muito grande entre interno e externo”, diz o arquiteto. Logo na entrada, depois de passar por um espelho d’água iluminado por LEDs, o visitante ingressa em uma sala com 7 metros de pé-direito, envidraçada de alto a baixo. Ali, na mesa de centro, há livros de capa dura com títulos como The World’s Finest Charter Yachts e Images of Australia.
Além de uma edição com a obra completa de Vik Muniz, há quadros dele pendurados nos paredões. Mas o maior de todos, retratando um arranjo de tulipas gigantes, é de Luzia Simons. No living, que dá para a raia de 25 metros, chama a atenção uma luminária muito grande, que verga arredondada sobre um poltronão. Em uma mesa ali perto, repousa um exemplar de How to Raise a Gentleman, próximo a uma caixa de charutos cubanos Cohiba. A assessora de Ticiana embarca com a equipe no elevador, para mostrar o quarto do casal e, mais acima, o solarium com vista para a vizinhança.
Sempre muito divertida, Ticiana explica como foi que seu casamento acabou virando um megaevento. Diz que usou o raciocínio do “já que”: “Pensei o seguinte: já que a gente ia se casar na igreja, tinha de ser numa bem tradicional. Já que era na Nossa Senhora do Brasil, que tem 500 lugares, por que não usar um vestido à altura? E já que eu ia usar um Chanel, por que não fazer uma festa legal? Já que a festa ia ser legal, por que não chamar alguém bacana para fazer um show? Já que ia ter Bruno & Marrone, por que não chamar alguém da Bahia? Por que não chamar Ivete Sangalo? Já que…”. Ao fim da sessão de fotos, o “já que” continua. Na hora do clique à mesa do almoço, Ticiana chama Marcos Laurentino e diz: “Marquinhos, troca esse champanhe do balde. Põe um Cristal. Já que é para sair na foto, melhor que seja um bom, né?”.
Festival de Veneza de 2013 contempla variedade do cinema americano
70ª edição do Festival de Cinema de Veneza começa na noite desta quarta-feira (28), com a exibição do filme norte-americano "Gravidade", estrelado por Sandra Bullock e George Clooney. Nas duas semanas que se seguem, a cidade italiana vai apresentar uma variedade de longas e curtas, em competição ou não, que reúne várias nacionalidades. Mas a presença dos Estados Unidos em 2013 foi algo destacado pelo diretor Alberto Barbera ao anunciar as atrações deste ano.
VEJA QUEM COMPETE
NO FESTIVAL EM 2013
"Es-Stouh"
"L'Intrepido"
"Miss Violence"
"Tracks"
"Via Castellana Bandiera"
"Tom À La Ferme"
"Child of God"
"Philomena"
"La Jalousie"
"The Zero Theorem"
"Ana Arabia"
"Under the Skin"
"Joe"
"Die Frau Des Polizisten"
"Kaze Tachinu"
"The Unknown Known"
"Night Moves"
"Sacro Gra"
"Jiaoyou"
"Parkland"
Celebridades teens crescidas com Zac Efron e Lindsay Lohan participam de filmes a serem lançados durante o festival, tanto de novatos como Peter Landesman, que estreia na direção com um longa que retrata o assassinato de John Kennedy sob múltiplos ângulos, como de veteranos do porte de Paul Schrader, roteirista de "Touro Indomável" e "Taxi Driver", que dirige o filme "The Canyons".
Os Estados Unidos ainda são representados por Terry Gilliam, um dos principais nomes da série de humor "Monty Python", que dirige Christoph Waltz no papel de um gênio da computação, além de atores como Tilda Swinton e Ben Whishaw no longa "The Zero Theorem".
Outro país bem representado no evento será o Reino Unido, com filmes como o do diretor Jonathan Glazer, que trará ao evento o longa "Under The Skin", com Scarlett Johansson vivendo uma alien dentro de um corpo humano, perambulando pela Escócia -- e de cabelo preto.
Já o Brasil estará em Veneza em coprodução com a França. O longa "Amazônia", um híbrido de documentário com ficção, não conta com atores humanos, nem com falas ou efeitos especiais. A história, dirigida por Thierry Ragobert e roteirizada pelo brasileiro Luiz Bolognesi ("Uma História de Amor e Fúria"), mostra um macaco que cai de um avião e precisa sobreviver na região de floresta equatorial homônima. Estimado em US$ 20 milhões, o filme conta com tecnologia 3D.
Patriota se disse responsável pela saída de senador da Bolívia
Tão logo soube que o senador boliviano Roger Pinto Molina entrara no Brasil, Dilma Rousseff quis saber quem fora o responsável pela operação que abriu uma crise no Ministério das Relações Exteriores e derrubou o chanceler Antonio Patriota.
Foi o chanceler quem disse à presidente, por telefone, que o boliviano havia entrado no país. A Folha apurou que Dilma e Patriota se falaram no sábado. O tom da conversa entre os dois teria sido tenso.
Senador poderá ir ao Uruguai antes de obter refúgio no Brasil
Ex-chanceleres se dividem sobre a postura de Saboia
Membro de comissão criticada por Saboia desiste de investigá-lo
Patriota estava no aeroporto de Guarulhos (SP), prestes a embarcar para a Finlândia, e, segundo relatos, parecia incomodado. Fez vários telefonemas e avisou que poderia ter de voltar para Brasília.
Uma das ligações foi para um funcionário do Itamaraty, que confirmou que o senador havia entrado no país após passar 455 dias na embaixada em La Paz.
Patriota teria demonstrado surpresa e apreensão com a notícia. Imediatamente pediu a um assessor para que o colocasse em contato com a presidente. A primeira tentativa, contudo, foi frustrada.
Ele telefonou então para o chanceler da Bolívia, David Choquehuanca, informando que acabara de saber da retirada do senador oposicionista.
Na conversa, teria dito que havia sido uma decisão de um funcionário da embaixada devido às condições de saúde do senador. Prometeu que providências seriam tomadas pelo governo brasileiro.
Em seguida, Patriota falou com Dilma. Apesar de afirmar que a condição de saúde do senador era séria, disse que a decisão não fora tomada em Brasília.
Dilma quis saber quem planejara a operação. Patriota apontou o encarregado de negócios, Eduardo Saboia, mas se responsabilizou pela retirada do oposicionista, uma vez que havia sido ele que indicara Saboia para o cargo.
Patriota voltou então à capital federal.
No dia seguinte, o Itamaraty divulgou nota citando Saboia e anunciando que uma investigação interna seria aberta para apurar o caso.
Na segunda-feira, Patriota deixou o cargo e foi indicado para representar o Brasil na ONU. O senado precisará sabatiná-lo.
domingo, 25 de agosto de 2013
Mulheres de todo o mundo reúnem-se para Marcha Mundial em SP
Cerca de 1.600 mulheres vindas de todo o mundo participam ao longo da semana do 9º Encontro Internacional da Marcha Mundial das Mulheres (MMM), na capital paulista. A abertura pública do evento acontece segunda-feira (26), no Memorial da América Latina. No entanto, a partir de hoje (25) o público já pode visitar a exposição Feminismo em Marcha, na Galeria Olido, no centro da cidade. Podem ser vistas projeções, fotos e faixas, entre outros materiais produzidos pelo movimento, mostrando a atuação da marcha em 62 países.
Além de fazer um balanço das atividades dos dois últimos anos, serão discutidas pautas relativas às mulheres em todo o mundo. "Vamos fazer um balanço dessa trajetória de construção de um feminismo popular, enraizado nas lutas locais, mas também articulado a partir de ações internacionais", afirmou Tica Moreno, da coordenação nacional da MMM, sobre o evento que marca o fim da gestão brasileira no movimento. "Desde 2006, a coordenação internacional da marcha está aqui no Brasil. Foi um período que a gente apendeu muito."
As pautas serão discutidas dentro da proposta que considera que as reivindicações sociais estão intimamente ligadas às demandas feministas. "Os desafios que a gente enfrenta para mudar o mundo e a vida das mulheres são as questões mais globais do capitalismo patriarcal, da divisão sexual do trabalho, da forma de organização da sociedade de mercado. Não basta um feminismo que beneficia apenas setores das mulheres", disse Tica.
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