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sábado, 4 de maio de 2013
Após polêmica, Lobão diz que tocará com Mano Brown na Virada Cultural de SP
Depois da polêmica sobre declarações de Lobão dadas à "Folha de S.Paulo", o cantor disse no Twitter, na tarde desta sexta-feira (3), que conversou com o rapper Mano Brown e que eles "conseguiram se entender". "Atenção, enfim, uma linda notícia,o Mano Brown acabou de me ligar, tivemos uma conversa franca e decidimos que vamos fazer um som juntos". E acrescentou: "Vamos nos encontrar e vamos tocar juntos na Virada. Queremos mostrar pra galera que podemos divergir e ao mesmo tempo caminhar juntos".
Mano Brown estará na Virada Cultural de São Paulo com o Racionais MCs no domingo (19) às 15h, no Palco Júlio Prestes. Já Lobão se apresenta no Palco São João, no sábado (18) às 18h.
sexta-feira, 3 de maio de 2013
Vaias e aplausos marcaram a última noite de atividades do Studio SP, endereço badalado de São Paulo que fechou as portas na madrugada desta sexta-feira (3). A casa ficou conhecida por abrir espaço para uma renovação da cena musical brasileira e vitalizar a região, que ficou conhecida como Baixo Augusta.
Vaias e aplausos marcaram a última noite de atividades do Studio SP, endereço badalado de São Paulo que fechou as portas na madrugada desta sexta-feira (3). A casa ficou conhecida por abrir espaço para uma renovação da cena musical brasileira e vitalizar a região, que ficou conhecida como Baixo Augusta.
Os aplausos foram para convidados especiais que subiram pela última vez no palco da casa: Criolo, Emicida, Tulipa Ruiz, Kamau e as bandas Metá Metá e Instituto. As vaias foram de quem não conseguiu entrar. Mais de 100 pessoas aguardaram para conferir os shows do lado de fora onde foi instalado um telão com transmissão ao vivo dos shows. Mas a transmissão deixou a desejar.
A imprensa também não teve acesso – com exceção da TV Cultura. A festa de despedida deve virar um documentário, dirigido pela atriz Leandra Leal, que circulou dentro e fora da casa, mas que não quis falar com a reportagem do UOL. "Estou trabalhando", desconversou a atriz.
quarta-feira, 1 de maio de 2013
"Ele nunca está sozinho", diz irmão de Roberto Carlos sobre namoradas
Roberto Carlos pode estar solteiro, mas não está sozinho. É o que diz o irmão do cantor Carlos Alberto Braga, que estava na plateia de seu show no Espaço das Américas, em São Paulo, na noite desta terça-feira (30).
Questionado sobre a vida amorosa do cantor, Carlos Alberto ficou em silêncio por alguns segundos e, com um leve sorriso, respondeu: "Olha, o que posso dizer que ele nunca está sozinho", dando a entender que Roberto pode ter uma companheira.
7933truehttp://entretenimento.uol.com.br/enquetes/2013/04/24/o-que-voce-achou-sobre-o-pedido-de-roberto-carlos-para-tirar-o-livro-de-maira-zimmermann-de-circulacao.jsDe uma família de quatro irmãos, Roberto sempre foi discreto quando o assunto é sua vida pessoal. Neste mês, o cantor voltou a tentar censurar uma biografia que menciona seu nome.
O alvo é um trabalho acadêmico sobre moda e comportamento na Jovem Guarda escrito por Maria Zimmermann – que, embora traga um desenho de Roberto na capa e uma foto sua no miolo, não faz menção à sua vida íntima. Em 2006, ele impediu a venda da biografia não autorizada "Roberto Carlos em Detalhes", do escritor Paulo César Araújo.
Para Carlos Alberto, o irmão famoso só quer privacidade. "Sua história não envolve somente ele, mas também nomes de outras pessoas que talvez não pudessem ser citadas. Não tanto por ele. É isso que ele quer preservar", justificou ao UOL. O irmão também revelou curiosidades da infância do cantor. Disse que Roberto era muito levado, não gostava de matemática e que não era muito ligado aos estudos. Contou ainda que o cantor adora assistir a novelas e que sua comida preferida é macarrão. "Ele não come carne vermelha, por exemplo, mas adora carne de soja", ressaltou.
Sobre música, o irmão do Rei lembrou que desde criança a família o incentivava a cantar por perceber seu dom. "Mamãe o incentivava a tocar violão. Ele começou em rádio e foi se aprimorando. Não foi forçado a nada, tudo foi fluindo naturalmente. Ele é o que é hoje por seu talento. Ele é o cara", finalizou Carlos, em alusão a música "Esse cara sou eu", sucesso do cantor que faz parte da trilha sonora da novela "Salve Jorge".
segunda-feira, 29 de abril de 2013
lente
transitions oculos lente um um um um um um um um um um um um um um um um um um um um um um um um um um um um um um um um um um um um um umu kmrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrr pais uuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuu
Sal
Eno é uma marca global de produtos gastrointestinais da GlaxoSmithKline (GSK)[1]. São sais de fruta efervescentes de ação rápida, usados como um antiácido e analgésico para vida desconforto abdominal, azia e má digestão [2]; foi inventado em 1850 por James Crossley Eno (1827-1915). Possui vendas de cerca de £ 30 milhões, com seus principais mercados, sendo Espanha, Índia, Brasil, África do Sul, Malásia e Tailândia.
Sal
Eno é uma marca global de produtos gastrointestinais da GlaxoSmithKline (GSK)[1]. São sais de fruta efervescentes de ação rápida, usados como um antiácido e analgésico para vida desconforto abdominal, azia e má digestão [2]; foi inventado em 1850 por James Crossley Eno (1827-1915). Possui vendas de cerca de £ 30 milhões, com seus principais mercados, sendo Espanha, Índia, Brasil, África do Sul, Malásia e Tailândia.
Ivo Meirelles anuncia saída da Mangueira e deixa dívida de R$ 3 milhões
Em desabafo publicado em seu blog neste sábado (27), o músico Ivo Meirelles anunciou que está deixando a presidência da tradicional escola de samba carioca Estação Primeira de Mangueira.
"Às vésperas de completar seus 85 anos, não sei se vou comemorar o aniversário da minha querida Estação Primeira de Mangueira", escreveu o músico, explicando que tinha planos de deixar a escola desde o Carnaval de 2012, mas seu mandato de três anos acabou sendo prorrogado por mais um ano.
Segundo ele, sua decisão de publicar naquele ano, na revista da escola os números de sua administração, com o objetivo de mostrar os números que herdou e "o porquê de não ter conseguido êxito em sanar suas dívidas", causou descontentamento entre membros da escola e fez com que Ivo não se sentisse à vontade para continuar.
"E eis, que por fora de uma liminar, não impetrada por mim, eu me arrasto pra mais um carnaval. Confesso que não me senti à vontade. Sou um artista! Não sou um 'MEGASTAR', sei, mas sou um artista! Tenho a sensibilidade artística!! E ser presidente da Mangueira me 'azedou' um pouco na minha sensibilidade. Os interesses, são muitos... As panelinhas são muitas... As famílias são muitas... Os desafetos são muitos!", desabafou o músico.
Veja Álbum de fotos
"Agradeço os gritos e aplausos de muitos que estiveram na Sapucaí, nos assistindo, e entenderam que se não tínhamos a 'organização financeira', pra carros mirabolantes e fantasias pirotécnicas, tínhamos o que o Carnaval carece faz tempo: a emoção!", escreveu.
Ao final do post, Ivo enumera os números das dívidas da escola, que somam cerca de 3 milhões de reais, mas defende-se dizendo que sua gestão já recebeu a administração da escola cheia de dívidas.
"NINGUÉM, estava lá pra ver e publicar o quanto de dívidas eu vinha pagando ao longo desses quatro anos. Dívidas que não eram da minha gestão, mas da Mangueira. E não importava quem fora o presidente que a deixou. Algumas eu quitei, definitivamente, outras ainda perduram...", explicou. "Recebemos no balancete da gestão passada o valor de R$ 743.705,26 e estamos entregando com um número de R$ 816.101,37", completou.
Atualmente, tanto Ivo quanto a Mangueira estão sob investigação do Ministério Público do Rio de Janeiro, que recebeu em 2010 uma denúncia anônima na qual o músico era acusado de pagar mensalmente R$ 150 mil a líderes do tráfico de drogas na comunidade. Em troca disso, ele teria sido nomeado presidente da agremiação, com indicação de outros membros para a diretoria.
"Estou deixando a minha Escola do coração! Talvez, DEFINITIVAMENTE! Meu coração se apequenou por tanta covardia que sofremos nesse curto período. Até comemorar o carro que prendeu na torre 'neguim' comemorou! Mas a felicidade de poder ter contribuído para que milhares de Mangueirenses, Brasil/mundo afora, pudessem ter compartilhado da nossa emoção de ter feito o diferencial do Carnaval carioca nesses quatro carnavais que apresentamos, ISSO NÃO TEM VALOR!", despediu-se Ivo, agradecendo ainda àqueles que lhe deram apoio.
"Mangueira, adeus, e de certa forma, obrigado! Porque FIZEMOS HISTÓRIA! Porque TE AMO!", finalizou o músico.
Eleição
Em eleições realizadas na quadra da Mangueira neste domingo, o deputado Francisco de Carvalho (PMDB), o Chiquinho da Mangueira, foi eleito presidente da escola de samba e assume o lugar de Ivo Meirelles, que estava na presidência desde 2009. Logo após as eleições, o novo presidente anunciou que Rosa Magalhães será a carnavalesca da escola no próximo Carnaval e Carlinhos de Jesus reassume a comissão de frente. Carlinhos comandou a ala por mais de dez anos e foi diretor artístico da Vila Isabel no Carnaval 2013. Rosa Magalhães estreia na verde e rosa depois de comandar o desfile campeão da Vila Isabel.
Ivo Meirelles anuncia saída da Mangueira e deixa dívida de R$ 3 milhões
Em desabafo publicado em seu blog neste sábado (27), o músico Ivo Meirelles anunciou que está deixando a presidência da tradicional escola de samba carioca Estação Primeira de Mangueira.
"Às vésperas de completar seus 85 anos, não sei se vou comemorar o aniversário da minha querida Estação Primeira de Mangueira", escreveu o músico, explicando que tinha planos de deixar a escola desde o Carnaval de 2012, mas seu mandato de três anos acabou sendo prorrogado por mais um ano.
Segundo ele, sua decisão de publicar naquele ano, na revista da escola os números de sua administração, com o objetivo de mostrar os números que herdou e "o porquê de não ter conseguido êxito em sanar suas dívidas", causou descontentamento entre membros da escola e fez com que Ivo não se sentisse à vontade para continuar.
"E eis, que por fora de uma liminar, não impetrada por mim, eu me arrasto pra mais um carnaval. Confesso que não me senti à vontade. Sou um artista! Não sou um 'MEGASTAR', sei, mas sou um artista! Tenho a sensibilidade artística!! E ser presidente da Mangueira me 'azedou' um pouco na minha sensibilidade. Os interesses, são muitos... As panelinhas são muitas... As famílias são muitas... Os desafetos são muitos!", desabafou o músico.
Veja Álbum de fotos
"Agradeço os gritos e aplausos de muitos que estiveram na Sapucaí, nos assistindo, e entenderam que se não tínhamos a 'organização financeira', pra carros mirabolantes e fantasias pirotécnicas, tínhamos o que o Carnaval carece faz tempo: a emoção!", escreveu.
Ao final do post, Ivo enumera os números das dívidas da escola, que somam cerca de 3 milhões de reais, mas defende-se dizendo que sua gestão já recebeu a administração da escola cheia de dívidas.
"NINGUÉM, estava lá pra ver e publicar o quanto de dívidas eu vinha pagando ao longo desses quatro anos. Dívidas que não eram da minha gestão, mas da Mangueira. E não importava quem fora o presidente que a deixou. Algumas eu quitei, definitivamente, outras ainda perduram...", explicou. "Recebemos no balancete da gestão passada o valor de R$ 743.705,26 e estamos entregando com um número de R$ 816.101,37", completou.
Atualmente, tanto Ivo quanto a Mangueira estão sob investigação do Ministério Público do Rio de Janeiro, que recebeu em 2010 uma denúncia anônima na qual o músico era acusado de pagar mensalmente R$ 150 mil a líderes do tráfico de drogas na comunidade. Em troca disso, ele teria sido nomeado presidente da agremiação, com indicação de outros membros para a diretoria.
"Estou deixando a minha Escola do coração! Talvez, DEFINITIVAMENTE! Meu coração se apequenou por tanta covardia que sofremos nesse curto período. Até comemorar o carro que prendeu na torre 'neguim' comemorou! Mas a felicidade de poder ter contribuído para que milhares de Mangueirenses, Brasil/mundo afora, pudessem ter compartilhado da nossa emoção de ter feito o diferencial do Carnaval carioca nesses quatro carnavais que apresentamos, ISSO NÃO TEM VALOR!", despediu-se Ivo, agradecendo ainda àqueles que lhe deram apoio.
"Mangueira, adeus, e de certa forma, obrigado! Porque FIZEMOS HISTÓRIA! Porque TE AMO!", finalizou o músico.
Eleição
Em eleições realizadas na quadra da Mangueira neste domingo, o deputado Francisco de Carvalho (PMDB), o Chiquinho da Mangueira, foi eleito presidente da escola de samba e assume o lugar de Ivo Meirelles, que estava na presidência desde 2009. Logo após as eleições, o novo presidente anunciou que Rosa Magalhães será a carnavalesca da escola no próximo Carnaval e Carlinhos de Jesus reassume a comissão de frente. Carlinhos comandou a ala por mais de dez anos e foi diretor artístico da Vila Isabel no Carnaval 2013. Rosa Magalhães estreia na verde e rosa depois de comandar o desfile campeão da Vila Isabel.
sábado, 27 de abril de 2013
SBT tira do ar programa do Patati Patata
O programa do Patati Patata, como se previa, não será mais apresentado no SBT. A princípio, houve o desejo de continuar por mais uma semana, mas depois se entendeu que nem isso irá acontecer. Hoje foi o último dia. E ponto. Não houve nem mesmo oportunidade para as despedidas de praxe.
Assunto encerrado, entre outras coisas porque a direção da casa entendeu que o empresário da dupla, Rinaldi, através dos licenciamentos que existem, estava obtendo lucro muito maior com o programa. Ganhando mais que a própria emissora.
O horário temporariamente será ocupado, já a partir de segunda-feira, com desenhos animados.
SBT tira do ar programa do Patati Patata
O programa do Patati Patata, como se previa, não será mais apresentado no SBT. A princípio, houve o desejo de continuar por mais uma semana, mas depois se entendeu que nem isso irá acontecer. Hoje foi o último dia. E ponto. Não houve nem mesmo oportunidade para as despedidas de praxe.
Assunto encerrado, entre outras coisas porque a direção da casa entendeu que o empresário da dupla, Rinaldi, através dos licenciamentos que existem, estava obtendo lucro muito maior com o programa. Ganhando mais que a própria emissora.
O horário temporariamente será ocupado, já a partir de segunda-feira, com desenhos animados.
sexta-feira, 26 de abril de 2013
COpa
África é o terceiro continente mais extenso (atrás da Ásia e da América) com cerca de 30 milhões de quilômetros quadrados, cobrindo 20,3 % da área total da terra firme do planeta. É o segundo continente mais populoso da Terra (atrás da Ásia) com cerca de mil milhões de pessoas (estimativa para 2005 [1]), representando cerca de um sétimo da população do mundo, e 54 países independentes. Apresenta grande diversidade étnica, cultural, social e política. Dos trinta países mais pobres do mundo (com mais problemas de subnutrição, analfabetismo, baixa expectativa de vida), pelo menos 21 são africanos.[2] Apesar disso existem alguns países com um padrão de vida razoável, mas não existe nenhum país realmente desenvolvido na África.[3] A Líbia, Maurícia e Seicheles têm uma boa qualidade de vida. Ainda há outros países africanos com qualidade de vida e índices de desenvolvimento razoáveis, como a maior economia africana, a África do Sul e outros países como Marrocos, Argélia, Tunísia, Cabo Verde e São Tomé e Príncipe.[4]com mais problemas de subnutrição, analfabetismo, baixa expectativa de vida), pelo menos 21 são africanos.[2] Apesar disso existem alguns países com um padrão de vida razoável, mas não existe nenhum país realmente desenvolvido na África.[3] A Líbia, Maurícia e Seicheles têm uma boa qualidade de vida. Ainda há outros países africanos com qualidade de vida e índices de desenvolvimento razoáveis, como a maior economia africana, a África do Sul e outros países como Marrocos, Argélia, Tunísia, Cabo Verde e São Tomé e Príncipe.[4]
quarta-feira, 24 de abril de 2013
Óculos
Os óculos são dispositivos ópticos utilizados para a compensação de ametropias, e/ou protecção dos olhos, ou ainda por motivos estéticos, utilizados na parte superior da face, próximos aos olhos, mas sem entrar em contacto físico com estes, constituídos geralmente por duas lentes oftálmicas e uma armação. Actualmente, quase todos os modelos de óculos são usados diante do rosto repousando sobre o nariz e orelhas. Índice [esconder] 1 História 2 Armações de óculos 3 Referências 4 Ver também [editar] História O Apóstolo dos Óculos por Conrad von Soest. A palavra óculos surgiu com o termo ocularium, na Antiguidade Clássica. Era utilizado para designar os orifícios das armaduras dos soldados da época, que serviam para permitir que os mesmos enxergassem. Só no século I d.C surgiram às primeiras lentes corretivas, que eram feitas com pedras semipreciosas que eram cortadas em tiras finas e davam origem aos óculos de grau para perto. Tudo isso se deve ao matemático árabe Alhazen, que, perto do ano 1000 d.C., formulou uma teoria sobre a incidência de luz em espelhos esféricos e como isso reagia no olho humano. Os monges eram, sobretudo, os mais beneficiados com o objeto, por passarem horas trabalhando nas grandes bibliotecas da Europa. Em 1270, na Alemanha, foram criados os primeiros óculos com aros de ferro e unidos por rebites. Era semelhante a um compasso, porém não possuía hastes. Os modelos que foram mais usados no século XV eram o Pince-nez e o Lornhons. Porém eles ainda não possuíam hastes fixas, sendo que a mesma só passou a surgir no século XVII, e era usada para se apoiar às orelhas. No Brasil, os óculos surgiram no século XVI, com a colonização portuguesa, e eram usados principalmente por religiosos (em sua maioria jesuítas), funcionários da coroa portuguesa, colonos abastados e homens de letras. Uma antiga referência histórica sobre a existência dos óculos remonta aos antigos egípcios no século V a.C., que retratam lentes de vidro sem grau. As primeiras referências sobre a existência óculos bifocais datam de 500 a.C. e foram encontradas em textos do filósofo chinês Confúcio. Nessa época, eram apenas um adereço pessoal. As lentes eram de vidro, mas não tinham grau.[1] Foram as experiências em óptica de Robert Grosseteste e seu discípulo Roger Bacon que levaram à invenção dos óculos modernos. Em 1284, as guildas de Veneza já os mencionavam e durante o século XIV o fabrico de óculos popularizou-se por toda a Europa. Nem sempre os óculos foram fabricados com a forma com que são conhecidos hoje em dia. No século XIX era possível encontrar com mais facilidade que hoje os monóculos (apenas uma lente oftálmica) e também, as lentes sem armação. Em 1785 Benjamin Franklin inventou os primeiros óculos bifocais, com duas lentes a frente de cada olho unidas pela armação. Possibilitando enxergar de longe e de perto em um único acessório. [2] Graças à utilização de matérias-primas mais baratas para sua produção e o grande avanço da tecnologia, hoje em dia temos os mais variados tipos de óculos, de diferentes tamanhos, cores, estilos, e para os mais variados gostos.
Google avisa que primeiros óculos ficaram prontos e serão entregues
O Google enviou um e-mail aos desenvolvedores na segunda-feira (15) para avisar que as primeiras unidades dos seus óculos do futuro, chamados Glass, já estão prontas. Em fevereiro, a companhia começou a selecionar os primeiros consumidores que poderão comprar os óculos, que teve as primeiras imagens reveladas há um ano.
"Desde então, temos trabalhado duramente na edição Explorer do Glass e temos uma ótima notícia: o hardware e o software estão prontos. Estamos vendo os primeiros dispositivos saindo da linha de produção”, escreveu o Google na mensagem aos desenvolvedores. A companhia não revelou quando os óculos começarão a ser vendidos aos consumidores.
terça-feira, 23 de abril de 2013
Brasil lidera lista de países que mais faturaram com venda de jogadores em 2012
Essa operação elevou a negociação de jogadores a um patamar que pode ser comparada, guardadas as devidas proporções, com alguns dos principais produtos de exportação do país. Considerado apenas o mês de março de 2013, o Brasil ganhou R$ 164 milhões com toda a venda de Etanol; levou outros R$ 156 milhões com algodão; e mais R$ 185 milhões com alumínio. Claro que essas mercadorias dão muito mais dinheiro ao país somado o ano inteiro. Mas, de qualquer forma, isso mostra o poderio da arrecadação da venda de atletas.
Ainda mais se for feita uma comparação hipotética - a título de curiosidade - em relação ao volume de exportação de cada item. Com os mais de R$ 100 milhões pagos por seus direitos, Lucas, que tem 66kg, custou "R$ 1,641 milhão por quilo" ao PSG. O quilo de alumínio tem sido negociado em abril a uma média de R$ 3,81.
Não dá para saber a cotação média do quilo do jogador brasileiro porque o Ministério do Desenvolvimento Indústria e Comércio Exterior não inclui - obviamente, porque uma pessoa não pode ser vista como mercadoria - esse item no seu relatório para balança comercial. Mas, se o fizesse, ajudaria a reduzir as quedas recentes no superávit nacional.
Brasil lidera lista de países que mais faturaram com venda de jogadores em 2012
Essa operação elevou a negociação de jogadores a um patamar que pode ser comparada, guardadas as devidas proporções, com alguns dos principais produtos de exportação do país. Considerado apenas o mês de março de 2013, o Brasil ganhou R$ 164 milhões com toda a venda de Etanol; levou outros R$ 156 milhões com algodão; e mais R$ 185 milhões com alumínio. Claro que essas mercadorias dão muito mais dinheiro ao país somado o ano inteiro. Mas, de qualquer forma, isso mostra o poderio da arrecadação da venda de atletas.
Ainda mais se for feita uma comparação hipotética - a título de curiosidade - em relação ao volume de exportação de cada item. Com os mais de R$ 100 milhões pagos por seus direitos, Lucas, que tem 66kg, custou "R$ 1,641 milhão por quilo" ao PSG. O quilo de alumínio tem sido negociado em abril a uma média de R$ 3,81.
Não dá para saber a cotação média do quilo do jogador brasileiro porque o Ministério do Desenvolvimento Indústria e Comércio Exterior não inclui - obviamente, porque uma pessoa não pode ser vista como mercadoria - esse item no seu relatório para balança comercial. Mas, se o fizesse, ajudaria a reduzir as quedas recentes no superávit nacional.
segunda-feira, 22 de abril de 2013
Palhaços Patati e Patatá são autorizados a captar R$ 2,1 milhões para turnê comemorativa
Os palhaços Patati e Patatá, apresentadores do programa "Carrossel Animado" no SBT, conseguiram a autorização do ministério da Cultura para captar R$ 2.119.670 em função de uma turnê comemorativa aos 25 anos da dupla.
O valor do apoio, divulgado nesta segunda-feira (22) no Diário Oficial da União, consiste em 78 apresentações em São Paulo e Rio de Janeiro. Seria criado um visao roteiro especial para o formato oculos , contendo "performances inéditas e histórias de aventuras divertidas" para o público infantojuvenil.
Desde 2011 a dupla apresenta o programa "Carrossel Animado" ao lado de outros personagens, como vida Mano Tensão, Tony Tonelada e Professor Miolo Mole -- este último entrou para o elenco em 2013
domingo, 21 de abril de 2013
Paralamas do Sucesso estreia show de 30 anos com muitos hits e nada de "blá blá blá"
Foi com a música "Alagados" que o Paralamas do Sucesso deu início à turnê especial que comemora seus 30 anos de carreira, neste sábado (dia 20), no Espaço das Américas (zona oeste de São Paulo).
Herbert Vianna, Bi Ribeiro e João Barone montaram um repertório com os principais hits do grupo, dos primeiros aos mais recentes, e tocaram cerca de 30 músicas em 1h45 de show. O público --que lotou o local-- não parava de cantar e dançar. Era um sucesso atrás de outro, quase sem intervalo. Destaque para a sequência: "Romance Ideal", "Quase um Segundo", "Meu Erro", "Óculos", "Lanterna dos Afogados" e "Ela Disse Adeus".
O trio, que dividiu o palco com o tecladista João Fera e a dupla de sopros Bidu Cordeiro e Monteiro Júnior, também inseriu, no show, trechos e introduções de canções de outros artistas e bandas que influenciaram essas três décadas de carreira. Tim Maia, Lulu Santos e o Legião Urbana, com "Que País É Esse?", foram lembrados.
Um telão montado no fundo no palco mostrava os nomes e as datas de lançamento de cada uma das músicas tocadas, além de dezenas de fotos de todas as fases da banda e cenas antigas de shows e de bastidores.
Isso tudo enquanto Herbert cantava suas principais canções e elogiava a plateia, rapidamente, entre uma música e outra, antes de dizer um "vamos deixar de blá blá blá" e voltar ao show.
Todos da banda estavam visivelmente emocionados. Os fãs também.
A turnê de 30 anos passará pelo Rio de Janeiro, por Porto Alegre, Curitiba, Recife, Salvador, Belo Horizonte e Brasília. A direção do espetáculo é de Claudio Torres e José Fortes, que é empresário desde o início da carreira.
sábado, 20 de abril de 2013
novos óculos do Google e um futuro sem usar as mãos
Quando, no meio de 2012, Sergey Brin apareceu usando um estranho par de óculos com uma pequena telinha transparente no lugar de uma das lentes, a surpresa foi geral. Mostrado em uma convenção cujo público era formado por desenvolvedores, o Google Glass causou uma pequena comoção entre os presentes e, principalmente, um estranhamento geral da maioria das pessoas que não é do mundo da tecnologia. Essa reação se dividia entre ceticismo e a sensação de estar vendo algo mais próximo da ficção científica.
Afinal, são óculos que permitem adicionar uma camada digital ao mundo analógico. É uma extensão drástica do conceito de realidade aumentada, aquela que, através da câmera de seu celular, identifica o que está ao redor para acrescentar informações àquilo que se vê. Olhe para uma rua e a realidade aumentada identifica o que há em cada prédio.
O Google Glass iria além, porque não apenas reuniria informações do que se vê, mas também funciona como câmera, dispositivo de acesso à internet e canal de comunicação. Acionado apenas pela voz, ele faria a maioria das coisas que seu celular pode fazer hoje, mas sem que seja preciso manuseá-lo.
Eis que semana passada os óculos voltaram a aparecer. Agora se chamam apenas Glass e no site google.com seu funcionamento é detalhado com ênfase nas atividades cotidianas. A empresa já mira no público final e não mais nos desenvolvedores. E reuniu diferentes atividades em vídeo para mostrar como seria fácil utilizá-los. Basta falar “Ok, Glass” e o aparelho está pronto para obedecer a diferentes comandos: “Filme isto”, “tire uma foto e mande para esses amigos” ou “mostre o melhor caminho para chegar num determinado lugar”.
novos óculos do Google e um futuro sem usar as mãos
Quando, no meio de 2012, Sergey Brin apareceu usando um estranho par de óculos com uma pequena telinha transparente no lugar de uma das lentes, a surpresa foi geral. Mostrado em uma convenção cujo público era formado por desenvolvedores, o Google Glass causou uma pequena comoção entre os presentes e, principalmente, um estranhamento geral da maioria das pessoas que não é do mundo da tecnologia. Essa reação se dividia entre ceticismo e a sensação de estar vendo algo mais próximo da ficção científica.
Afinal, são óculos que permitem adicionar uma camada digital ao mundo analógico. É uma extensão drástica do conceito de realidade aumentada, aquela que, através da câmera de seu celular, identifica o que está ao redor para acrescentar informações àquilo que se vê. Olhe para uma rua e a realidade aumentada identifica o que há em cada prédio.
O Google Glass iria além, porque não apenas reuniria informações do que se vê, mas também funciona como câmera, dispositivo de acesso à internet e canal de comunicação. Acionado apenas pela voz, ele faria a maioria das coisas que seu celular pode fazer hoje, mas sem que seja preciso manuseá-lo.
Eis que semana passada os óculos voltaram a aparecer. Agora se chamam apenas Glass e no site google.com seu funcionamento é detalhado com ênfase nas atividades cotidianas. A empresa já mira no público final e não mais nos desenvolvedores. E reuniu diferentes atividades em vídeo para mostrar como seria fácil utilizá-los. Basta falar “Ok, Glass” e o aparelho está pronto para obedecer a diferentes comandos: “Filme isto”, “tire uma foto e mande para esses amigos” ou “mostre o melhor caminho para chegar num determinado lugar”.
Baidu está desenvolvendo óculos digital similar ao Google Glass
O Baidu, maior site de busca da China, está desenvolvendo um protótipo de óculos digital parecido com o Google Glass do Google, que irá alavancar as forças da companhia chinesa na pesquisa de imagens e reconhecimento facial, informou um porta-voz da Baidu, na quarta-feira.
Conhecido internamente como projeto "Baidu Eye", os óculos estão sendo testados apenas dentro da empresa e não está claro se o produto será comercializado algum dia, disse o porta-voz da empresa, Kaiser Kuo.
Ele disse que o dispositivo será montado em um fone de ouvido com uma pequena tela LCD e permitirá aos usuários fazer pesquisas de imagem e voz, além de fazer identificações por reconhecimento facial.
"O que você está fazendo com a sua câmera, por exemplo, tirando uma foto de uma celebridade e depois em nossa base de dados para ver se temos uma imagem facial correspondente, você pode fazer a mesma coisa com um dispositivo visual que se pode vestir", disse Kuo.
A primeira incursão do Baidu em tecnologia acoplada ao corpo atrairá comparações ao Google Glass, que é um óculos eletrônico que pode transmitir imagens e áudios live-stream e realizar tarefas de computação.
Kuo disse que as comparações com o Google Glass eram prematuras, uma vez que a Baidu não tinha decidido se iria ou não comercializar o produto.
"Não decidimos se será lançado em alguma forma comercial no momento, mas estamos experimentando com todo o tipo de tecnologias relacionada à pesquisa", contou o porta-voz. Kuo não quis comentar sobre outras funções do Baidu Eye ou se a empresa trabalha em outra tecnologia adaptada para o uso no corpo.
sexta-feira, 19 de abril de 2013
África
África é o terceiro continente mais extenso (atrás da Ásia e da América) com cerca de 30 milhões de quilômetros quadrados, cobrindo 20,3 % da área total da terra firme do planeta. É o segundo continente mais populoso da Terra (atrás da Ásia) com cerca de mil milhões de pessoas (estimativa para 2005 [1]), representando cerca de um sétimo da população do mundo, e 54 países independentes.
Apresenta grande diversidade étnica, cultural, social e política. Dos trinta países mais pobres do mundo (com mais problemas de subnutrição, analfabetismo, baixa expectativa de vida), pelo menos 21 são africanos.[2] Apesar disso existem alguns países com um padrão de vida razoável, mas não existe nenhum país realmente desenvolvido na África.[3] A Líbia, Maurícia e Seicheles têm uma boa qualidade de vida. Ainda há outros países africanos com qualidade de vida e índices de desenvolvimento razoáveis, como a maior economia africana, a África do Sul e outros países como Marrocos, Argélia, Tunísia, Cabo Verde e São Tomé e Príncipe.[4]
quinta-feira, 18 de abril de 2013
Steven Soderbergh e Roman Polanski brigam pela Palma de Ouro em Cannes
Foram revelados nesta quinta-feira (18) os 19 filmes que vão disputar a Palma de Ouro na 66ª edição do Festival de Cannes, que acontece de 15 a 26 de maio.
Entre os filmes mais aguardados, estão produções de Steven Soderbergh, Roman Polanski, os irmãos Coen, Paolo Sorrentino, Takashi Miike e Hirokazu Koreeda. O cineasta japonês Koreeda é uma forte presença, tendo em conta que já foi nomeado para duas Palmas de Ouro em edições anteriores.
Polanski, que recebeu em 2002 a Palma de Ouro por "O Pianista", apresenta-se este ano em Cannes com o drama "La Vénus à la Fourrure". Os irmãos Coen, que não competiam desde 2007, trazem este ano "Inside Llewyn Davis".
A seção Un Certain Regard (um certo olhar) conta com nomes como James Franco, Sofia Coppola, Hany Abu-Assad e Diego Quemada-Diez.
O maior e mais conceituado festival de cinema do mundo arranca no dia 16 com a estreia do filme americano "O Grande Gatsby" de Baz Luhrmann. No mesmo dia, o filme "The Bling Ring" de Sofia Coppola, com Emma Watson no papel principal, Taïssa Farmiga, Leslie Mann e Kirsten Dunst, será projetado na abertura da secção Un Certain Regard. Para o encerramento do certame o filme escolhido foi o thriller francês "Zulu", de Jérôme Salle, totalmente filmado na África do Sul.
O júri da Seleção Oficial do festival será presidido por Steven Spielberg e diretor dinamarquês Thomas Vinterberg será, este ano, o presidente do Júri da mostra Un Certain Regard. A realizadora Jane Campion vai presidir o júri de curtas-metragens e da Cinéfondation.
segunda-feira, 15 de abril de 2013
Nicolás Maduro é eleito presidente da Venezuela e se mantém no cargo
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Do UOL, em São Paulo*
15/04/201300h48 > Atualizada 15/04/201302h32 Comunicar erro Imprimir Veja Álbum de fotos
O candidato chavista Nicolás Maduro, 50, do PSUV (Partido Socialista Unido da Venezuela), foi eleito presidente da Venezuela nesta segunda-feira (15) em disputa com o oposicionista Henrique Capriles, 40, do MUD (Mesa de Unidade Democrática). Capriles disse, em pronunciamento na madrugada desta segunda (15), que não reconhece o resultado e que pedirá uma recontagem dos votos.
A eleição de Maduro, que estava no cargo de presidente interino desde a morte de Hugo Chávez, em 5 de março passado, foi anunciada pela presidente do CNE (Conselho Nacional Eleitoral) Tibisay Lucena às 0h45 da segunda-feira (15) (23h15 do domingo (14) no horário venezuelano), no primeiro boletim oficial que poderia ser divulgado em caráter "irrevogável". O mandato para o qual ele foi eleito vai até 2019.
Com 99,12% dos votos apurados, Maduro tinha 50,66% da preferência do eleitorado, ou 7.505.338 votos. Capriles tinha 49,07%, com 7.270.403. A diferença entre os dois candidatos era de 234.935 votos. Segundo CNE, 78,71% dos venezuelanos aptos a votar participaram das eleições.
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Durante a espera pelo resultado, governo e oposição trocaram acusações
Oposição e governistas trocavam acusações na noite deste domingo (15), à espera dos resultados da eleição que apontou o sucessor de Hugo Chávez na presidência da Venezuela.
"Alertamos o país e o mundo sobre a intenção de mudar a vontade expressada pelo povo" venezuelano, escreveu o candidato opositor Henrique Capriles no Twitter.
"Exigimos da reitora Tibisay Lucena (do Conselho Nacional Eleitoral) o fechamento das seções eleitorais. Estão tratando de votar com as seções fechadas!", denunciou Capriles.
REPÓRTER DO UOL NA VENEZUELA CONTA COMO FOI O DIA DE VOTAÇÃO
O vice-presidente venezuelano, Jorge Arreaza, reagiu advertindo que Capriles e a oposição devem ter "muito cuidado" com as denúncias. "Vamos ter consciência e respeitar o povo, nossos filhos e filhas, nosso futuro."
"Se vocês têm algum tipo de denúncia, aqui há instituições, há o Conselho Nacional Eleitoral. Oxalá isto seja (a denúncia) porque 'hackearam' a conta de Capriles como 'hackearam' a do presidente Nicolás Maduro", disse o vice-presidente.
O chefe da campanha 'chavista', Jorge Rodríguez, qualificou a denúncia de Capriles de "provocação" e "expressão da permanente agressão contra a institucionalidade democrática venezuelana".
Mais cedo, Rodríguez havia denunciado um ataque de hackers "à conta do nosso presidente (interino), candidato da pátria e filho de (Hugo) Chávez, Nicolás Maduro, e à conta do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV)".
A ação "é mais uma amostra do grande desespero (da oposição) e queremos fazer um apelo ao comando antichavista para que conserve a calma, que na democracia se ganha e não se perde", disse Rodríguez, atribuindo o ataque a "inescrupulosos e promotores da guerra suja elaborada a partir de Bogotá".
Maduro foi escolhido por Chávez para continuar seu governo
O sucessor direto do ex-presidente venezuelano Hugo Chávez, morto em 5 de março, vítima de um câncer, tem a tarefa de consolidar a "Revolução Bolivariana", implementada por Chávez durante seus 14 anos no poder.
NICOLÁS MADURO
Nicolás Maduro Moros
- 50 anos
- Ex-motorista de ônibus
- Chavista
- Ex-deputado
- Ex-chanceler
- Ex-vice-presidente
- Atual presidente em exercício
- Concorre pela 1ª vez à presidência
Durante a campanha, Maduro não poupou referências ao ex-presidente. Em declarações consideradas polêmicas, ele chegou a dizer que havia se comunicado com Chávez personificado em um pássaro.
"O passarinho me olhou de forma estranha, assobiou um pouquinho, me rodeou e foi embora. Eu senti o espírito dele (Chávez) como que nos dando uma bênção.", disse.
Em outra declaração afirmou: "Não sou Chávez, mas sou seu filho. E todos juntos, o povo, somos Chávez."
Maduro também não poupou críticas ao adversário, já destiladas por Chávez que o enfrentou na última campanha presidencial em outubro de 2012. Capriles foi chamado de "burguês racista", "fariseu" e "farsante" por sua origem abastada.
Caminho à presidência
Raio-X da Venezuela
Nome oficial: República Bolivariana da Venezuela
Capital: Caracas
Localização: América do Sul
Superfície: 916.445 Km2
População: 28.459.085
Moeda: Bolívar
Idioma oficial: Espanhol
PIB: US$ 13.200
Religião: Católica (96%), Protestante (2%), outra (2%)
Governo: Presidencialista
Principais atividades econômicas: Indústria petrolífera, agricultura, pesca, pecuária e mineração
O caminho de Maduro à presidência foi traçado no ano passado, quando foi nomeado vice-presidente em outubro, ocupando o cargo de Elías Jaua, que concorreu ao posto de governador do Estado de Miranda, perdendo para Capriles.
Em dezembro, Chávez precisou mais uma vez voltar a Cuba para tratar a doença e na ocasião pediu pela TV que os venezuelanos votassem em Maduro caso fossem convocadas novas eleições.
O pedido alarmou a população que, até o seu retorno à Venezuela dois meses depois, protagonizou correntes de oração em favor a sua recuperação.
Maduro tomou posse como presidente interino três dias depois da morte de Chávez, que ele mesmo informou oficialmente com a voz embargada.
Em seu primeiro decreto no cargo, declarou sete dias de luto nacional e pediu a convocação de novas eleições, como determinado pelo Constituição venezuelana.
Amizade com Chávez
Ex-ministro das Relações Exteriores do país, Maduro tornou-se o político mais próximo a Chávez desde que o ex-presidente foi diagnostico com câncer, em maio de 2011.
Sua amizade com Chávez, no entanto, começou em 1992, quando o ex-presidente foi preso por uma tentativa de golpe.
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Na época, Maduro foi uma das vozes mais ativas pela libertação de Chávez, que estava preso na cadeia de Yare.
Durante o período de ativismo, o atual candidato chavista conheceu sua mulher, a advogada Cilia Flores.
A amizade com Chávez se fortaleceu a ponto de se tornar o principal confidente do ex-presidente.
No período em que o então presidente venezuelano estava sob tratamento contra o câncer, Maduro teve acesso a detalhes médicos, em um tratamento que virou segredo de Estado.
Carreira política
Maduro militou por muitos anos na Liga Socialista, uma organização política revolucionária que, após muitas fusões, ajudou a criar o chavista PSUV.
Entre 1991 e 1998, o candidato trabalhou como condutor do metrô de Caracas. Durante este período, foi presidente do sindicato da categoria.
Também durante a década de 1990, participou do MVR, partido pelo qual participou da campanha eleitoral de 1998, que elegeu Hugo Chávez presidente da Venezuela.
No ano seguinte, foi eleito deputado e participou da Assembleia Constituinte de 1999. Em 2000 e 2005 foi eleito novamente deputado.
Em 2006, a pedido de Hugo Chávez, deixou sua cadeira na Assembleia para assumir como ministro das Relações Exteriores da Venezuela (chamado pelo governo chavista de Ministério do Poder Popular para os Assuntos Exteriores).
Chanceler chavista
A escolha de Maduro como chanceler venezuelano foi criticada pelo fato de o atual candidato não ter formação universitária. Chávez costumeiramente citava Maduro como exemplo de alguém do povo que chegou ao poder.
Como chanceler, apesar de manter as criticas chavistas ao "império norte-americano", Maduro era conhecido por ser uma voz mais afável no governo de Chávez.
Mesmo assim, Maduro entrou em conflito com os Estados Unidos quando, por exemplo, chamou o subsecretário de Estado dos Estados Unidos John Negroponte de "funcionariozinho".
Maduro também criticou ferozmente seu atual adversário, Henrique Capriles, quando o rival disputou a presidência contra Chávez.
"Ele é uma bichona fascista", afirmou na ocasião. Maduro precisou se desculpar e disse que "não especularia com a opção sexual de Capriles nem de ninguém". (Com agências internacionais
sexta-feira, 12 de abril de 2013
Viradão Carioca começa sexta (12) e terá show de Daniela Mercury
Mais de 50 nomes da música brasileira animam os palcos do Rio com shows gratuitos na 5ª edição do Viradão Carioca, que começa nesta sexta (12) e vai até domingo (14). Pela primeira vez, o evento estende sua programação até Niterói e Nova Iguaçu, levando para essas cidades nomes como Dudu Nobre, Moraes Moreira e Cidade Negra.
No Palco Nova Iguaçu, no sábado (13), as bandas Raimundos, Detonautas, Fresno e Forfun prometem uma homenagem ao cantor Chorão, que faleceu recentemente. As bandas irão cantar sucessos do músico, além de canções próprias. O palco recebe ainda a dupla Chitãozinho & Xororó e o cantor Latino.
Para a primeira edição em Niterói, Arlindo Cruz, Monobloco, Preta Gil, Dado Villa-Lobos e muito mais prometem uma estreia animada na cidade. Na Zona Norte do Rio, Daniela Mercury e o grupo Blitz comandam a festa que acontece no palco do Parque Madureira. Ainda para essa edição, o Quiosque Globo em Copacabana terá uma programação repleta de humoristas no sábado (13).
Confira a programação completa do evento.
Sexta (12), a partir das 18h:
Palco Arpoador (próximo ao Parque Garota de Ipanema)
DJ Egil JR
Leitiere"s Lexeu Quinteto
Bondesom
Iconili
Palco Madureira (Parque Madureira - Rua Soares Caldeira, 115)
Grupo Clareou
Palco Bangu (Praça das Juras)
DJ Valdo
DJ Denis
Késia Estácio
Gabriel O Pensador
Rodriguinho
Palco Niterói (Praça do Teatro Popular)
DJ Rato
Bloco Saias na Folia
Dado Villa-Lobos
MC Leozinho
Seu Cuca
Monobloco
Palco Nova Iguaçu (Aeroclube de Nova Iguaçu)
DJ Zabumba
Bento e Mariano
Haroldo Costa e convidados - Marquinhos Sata, Dorina, Unidos de Vila Isabel, Grupo Nosso Kantinho
Tá na Mente
Nosso Sentimento
Dudu Nobre
Sábado (13), a partir das 18h:
Palco Arpoador (próximo ao Parque Garota de Ipanema)
DJ Jazz4Life
Frederico Heliodoro Quarteto
Astronauta Marinho
Afro Jazz
Palco Madureira (Parque Madureira - Rua Soares Caldeira, 115)
Daniela Mercury
A banda Titãs se apresenta no Cine Joia (18/10/12)
Palco Bangu (Praça das Juras)
DJ Valdo
MC Sapão
Bloco Brasil
Titãs
Cidade Negra
Palco Niterói (Praça do Teatro Popular)
DJ Rato
Tereza
Monique Kessous
Sandra de Sá
Moraes Moreira
Biquini Cavadão
Palco Nova Iguaçu (Aeroclube de Nova Iguaçu)
DJ Zabumba
Forfun
Raimundos
Detonautas
Fresno
Palco Quiosque Globo (Av. Atlântica na altura da Rua Miguel Lemos - Copacabana)
André Lucas
Bruno Buaiz
Felipe Absalão
Gigante Léo
Henrique Federowicz
Larrisa Câmara
Márcio Libar
Nizo Neto
Paulo Carvalho
Paulo Vinnicius
Rey Biannchi
Sil Esteves
Domingo (14), a partir das 17h:
Palco Arpoador (próximo ao Parque Garota de Ipanema)
DJ Egil Jr
Tupiniquim Jazz Orquestra
Historic Brazilian Jazz Band
Abayomy Afrobeat Orquestra
Palco Madureira (Parque Madureira - Rua Soares Caldeira, 115)
Blitz
Sorriso Maroto fecha o primeiro dia do Festival de Verão 2013
Palco Bangu (Praça das Juras)
DJ Valdo
Danny Pink e os Ursinhos Quadrados
Imaginasamba
Sorriso Maroto
Palco Niterói (Praça do Teatro Popular)
DJ Rato
Bom Gosto
Arlindo Cruz
Preta Gil
Palco Nova Iguaçu (Aeroclube de Nova Iguaçu)
DJ Zabumba
CPM 22
Chitãozinho e Xororó
Latino
Assuntos: Tony Bellotto, Preta Gil, Preta Gil
quinta-feira, 11 de abril de 2013
Regina Spektor interrompe show em SP por questões de segurança após queda de corda
A cantora russa Regina Spektor terminou seu show no Credicard Hall, em São Paulo, antes do previsto, de devido à queda de uma corda do teto da casa de espetáculos na noite desta quarta-feira (10).
Antes de se despedir, ela pediu desculpas à plateia e afirmou que estava finalizando o show antes por problemas técnicos e questão de segurança de todos da casa.
Mais tarde, pelo Facebook, ela voltou a pedir desculpas ao público e disse que a corda chegou a atingir o seu engenheiro de som.
"Quero pedir desculpas por ter sido necessário terminar o show antes. A corda que sustentava um cano do teto caiu no meu engenheiro de som, mas por sorte ele está bem", escreveu a cantora. "Ninguém no palco estava seguro porque as luzes podiam cair de 25 metros. Todos estão bem e sentimos muito que não foi possível apresentarmos mais três músicas para vocês".
A assessoria do Credicard Hall não foi encontrada durante a madrugada para comentar o assunto.
Em sua segunda vez no país, a cantora traz "What We Saw From the Cheap Seats", álbum lançado em 2012. Desse disco, entram no repetório dos shows músicas como "All the Rowboats", "The Party", "Ballad of a Politician", "How" e "Small Town Moon".
Dos trabalhos mais antigos, Regina toca sucessos como "Blue Lips", "Eet", "Dance Anthem of the 80's", "Better", "On the Radio", "Us" e "Fidelity" – que ficou famosa no Brasil depois de ser a música-tema dos personagens de Cauã Reymond e Mariana Ximenes na novela "A Favorita". Esta última, prevista para o bis, acabou não sendo apresentada em São Paulo em função da interrupção do show.
Regina Spektor se apresenta no Rio nesta quinta, no Citibank Hall.
segunda-feira, 8 de abril de 2013
Com simpatia, The Cure atende fãs momentos antes de deixar o Brasil
Os integrantes da banda The Cure não pouparam simpatia em seus últimos momentos no Brasil. Simpáticos, os músicos atenderam aos pedidos de autógrafos e de fotos de seus fãs, que os aguardavam na saída do hotel Fasano na noite deste domingo,7, de onde partiam rumo ao aeroporto de Cumbica em Guarulhos, São Paulo.
domingo, 7 de abril de 2013
O NOME É KONG... KING KONG: FILME CLÁSSICO FAZ 80 ANOS
No princípio, havia King Kong. Muito antes das atuais sagas vampíricas ou de ficção científica e dos filmes turbinados sobre super-heróis, a tragédia épica de um gorilão apaixonado por mulher loura de 1,60m antecipou a era dos blockbusters.
Os tempos eram outros, claro: frequentar salas de exibição ainda era um “programa de gala” e os efeitos especiais eram bastante limitados. Mas o “cinema-pipoca” se consolidou ali: fascinados, adultos e crianças pagaram para ver a excepcional aventura estrelada por Fay Wray (1907-2004) e pelo icônico macaco que vivia em uma ilha distante e misteriosa, também habitada por dinossauros e por uma tribo selvagem que adorava o gigante como a um deus.
O longa-metragem (que teve pré-estreia em Nova York, no dia 2 de março de 1933, mas que só foi oficialmente lançado em 7 de abril daquele ano) acabou entrando para o folclore ocidental e, claro, gerou muitas imitações e alguns remakes. O último deles (dirigido por Peter Jackson) tem muitas qualidades, mas o King Kong original é daqueles projetos difíceis de serem superados... Gigante como seu protagonista, o longa projeta uma sombra enorme e permanece uma inspiração para cinéfilos e cineastas.
Veja fotos do clássico e dos demais filmes do gorila
PRODUTO DA CRISE
Sem ignorar as indiscutíveis virtudes da produção, a verdade é que havia um público faminto à espera de um filme como King Kong naquele tempo. Os EUA se achavam no ápice da Grande Depressão. Milhares de norte-americanos lutavam para sobreviver nas ruas do país, que mergulhara em uma crise sem precedentes. No escurinho do cinema, a salvo das vicissitudes e filas de emprego lá fora, o público se entregou de corpo e alma àquela fantasia exótica e divertida. Mas King Kong não teria se tornado um mito se as plateias não tivessem se identificado com o personagem.
Na literatura e no cinema, macacos já haviam sido utilizados como espelhos da agressividade humana (e um bom exemplo é o conto Os Assassinatos da Rua Morgue, de Edgar Allan Poe, coestrelado por um orangotango assassino). Mas King Kong era diferente: acuado no alto do edifício Empire State e fustigado pelas metralhadoras dos biplanos – então, o maior platô da selva de pedra novaiorquina –, ele era um outsider ameaçando a preservação da ordem, um selvagem que a civilização queria eliminar. Talvez por isso, não houve quem não chorasse por ele na apoteótica cena final.
A CRIAÇÃO DO MITO
Considerando a profusão de absurdos e exageros da trama, é curioso que o drama de King Kong tenha saído da cachola de um documentarista, via de regra, pautado pela razão e pelo pragmatismo: Merian C. Cooper, a um só tempo diretor de cinema, aventureiro e produtor. Cooper (que lembrava muito um dos principais personagens de King Kong, Denham, interpretado por Robert Armstrong) firmara uma parceria com o cameraman Ernest B. Schoedsack nos anos 1920. Juntos, eles rodaram Grass – A Nation Battle for Life (1925) e Chang – A Drama of the Wilderness (1927), um registro de viagem pela Pérsia e um misto de documentário e thriller (respectivamente).
Foi Cooper que teve a ideia de produzir um filme sobre um gorila gigantesco (inicialmente, este seria “representado” por um macaco de verdade, posteriormente "ampliado" por efeitos fotográficos). O também cineasta e produtor David O. Selznick adorou o projeto e, mais tarde, foi o produtor executivo de King Kong. Cativado pela inventividade de Cooper, Selznick o contratou como consultor de projetos da RKO em 1931. Naquele tempo, o estúdio preparava um documentário sobre a vida pré-histórica, Creation, que teria efeitos especiais revolucionários (para a época) elaborados por um “expert” na matéria, Willis O`Brien.
PARECIA GIGANTE, MAS NÃO ERA
Um mestre na técnica do stop-motion (animação quadro a quadro), O`Brien conferia “vida” a miniaturas articuladas de dinossauros por meio de um recurso elementar: cada variação de movimento dos bonecos era registrada em um frame de filme. Isto se repetia até que toda a sequência estivesse completa, em um processo demorado e minucioso. O resultado era excepcional: na tela, os monstros agitavam suas caudas, corriam e até lutavam entre si. A coisa era feita de forma tão artesanal que O`Brien trabalhava dentro de uma garagem, com seus bonecos posicionados sobre uma plataforma e à altura da câmera. Ao assistir a alguns copiões de Creation, Cooper esqueceu a ideia de utilizar um gorila de verdade no filme e se rendeu aos efeitos visuais.
O King Kong do filme de 1933, portanto, foi "interpretado" por uma miniatura articulada, assim como os dinossauros e outras criaturas antediluvianas que faziam figuração na história. E o resultado foi tão bom que, durante anos, muita gente pensou que um enorme robô (controlado por homens aboletados em suas entranhas) tivesse sido construído para o filme. De fato, algo parecido chegou a ser feito – um colossal “antebraço” mecânico foi utilizado em cenas que exigiam uma "interação" mais direta entre Kong e o elenco humano. Mas, na maior parte do tempo, o que vemos é apenas a miniatura do gorila em ação, animada por stop-motion.
NA ILHA DA CAVEIRA
Outras pessoas contribuíram para o sucesso de King Kong: muitos dos méritos dramáticos da produção, por exemplo, podem ser creditados ao escritor de contos de mistério Edgar Wallace, que deu uma “polida” geral no conceito básico da trama. Cooper teve a ideia de um gorila gigante aterrorizando Nova York, mas não pensou em um background muito elaborado para este clímax.
Aos poucos, foram surgindo ideias que, hoje, são indissociáveis do mito de King Kong: a chegada da equipe de filmagens à Ilha da Caveira, a descoberta do muro que isola a tribo do primata colossal e, finalmente, o envolvimento “sentimental” da fera com a bela. King Kong evoluiu, assim, de um espetáculo visual para uma releitura contemporânea dos contos de fadas, o que é explicitamente pontuado nos diálogos: "Não foram os aviões", diz Denham, ao assistir à derrocada final de Kong. "Foi a bela – a bela é que matou a fera."
O protagonista foi abatido nas cenas finais, mas isto não tornou sua “espécie” extinta. Kong reencarnou várias vezes no telão – seja por meio de remakes “oficiais”, seja na forma das inevitáveis continuações e imitações. O próprio Cooper produziu O Filho de Kong (também de 1933), filme dirigido por seu parceiro, Schoedsack, e lançado a toque de caixa pela RKO. Desta vez, Carl Denham voltava à Ilha da Caveira para capturar outro primata superdesenvolvido – este, um espécime albino! Depois veio O Poderoso Joe (1949), mais um esforço da dupla Cooper/Schoedsack. E, nos anos 1960, as bizarras variações japonesas sobre o tema, que têm lá o seu séquito de admiradores, mas que são indiscutivelmente esquisitonas: tanto em King Kong Versus Godzilla (1962) como em A Fuga de King Kong (1967), o macaco foi vivido por um ator fantasiado.
MACACO ROBÓTICO
Já nos anos 1970, o produtor Dino De Laurentiis recorreu ao maquiador Rick Baker para realizar uma versão colorida e mais juvenil da história. O remake, de 1976, foi estrelado por Jessica Lange (substituindo Fay Wray como o interesse romântico do gorila) e levou mais tiros que o próprio King Kong naquela célebre cena no Empire State. A crítica torceu o nariz para as “invenções de moda” do roteiro – principalmente os comentários feministas e meio ridículos (a certo ponto, a mocinha critica o autoritarismo do gorila e o chama de “macaco chauvinista”!) –, mas o projeto deu para o gasto. Para promover o filme, De Laurentiis foi a programas de TV dos EUA e espalhou a mentira de que o primata do novo filme fora interpretado por um gigantesco robô hidráulico. Na melhor das hipóteses, esta era uma versão exagerada dos fatos: um King Kong robô realmente foi construído para o filme (depois, o boneco “excursionou” pelo mundo e acabou exibido no Playcenter, famoso parque de diversões de São Paulo/SP). Mas sua "atuação" se resumia a poucos takes de multidão. Quem fazia as vezes de macaco, mesmo, era o próprio maquiador Rick Baker, caracterizado como símio.
É melhor nem comentar a constrangedora sequência do remake, King Kong Lives! (1986), talvez o pior filme de macacos já feito. Basta dizer que, após sobreviver a uma queda do World Trade Center, King Kong descobre o amor e cai nos braços de uma gorila igualmente gigantesca. Um horror.
CAPTURA DE MOVIMENTOS
Embora algumas dessas produções sejam de qualidade duvidosa, a intenção de atualizar a trama e apresentá-la às novas gerações é válida. King Kong conta um tipo de história de apelo universal e atemporal – e, se houver roteiristas e cineastas competentes envolvidos, não há porque não reeditá-la e adaptá-la às plateias contemporâneas, reafirmando a força do mito. Embora tenha sido massacrada por muitos críticos (e por boa parte do público, sabe-se Deus por que), a versão de Peter Jackson (respeitosa com o original ao ponto da reverência) é um desses casos. Agora produto da tecnologia de captura de movimentos – a bola da vez no segmento dos efeitos visuais –, King Kong voltou ao telão em uma aventura tão grandiosa quanto paradoxalmente delicada e sutil. Naomi Watts foi a mocinha do remake de 2005 e, desta vez, foram tornados óbvios a cumplicidade e o afeto mútuo entre a protagonista e o gorila gigante (para ser justo, a refilmagem dos anos 1970 foi pioneira nesta abordagem, ainda que o resultado tenha sido piegas e meio forçado). No original, Fay Wray se limitava a berrar de medo cada vez que punha os olhos no macaco; no filme de Jackson, a heroína parece sinceramente preferir a companhia do “monstro” à de seus contrapartes humanos patéticos.
sábado, 6 de abril de 2013
Candidatura do PSB seria um 'erro tático', diz Tarso Genro
Ex-ministro de Lula e governador do Rio Grande do Sul, o petista Tarso Genro diz que a candidatura do PSB ao Planalto no próximo ano seria um "equívoco tático".
Tarso defende um plano da base aliada que tenha Eduardo Campos (PE) em "primeiro plano" a partir de 2015.
Campos tem recepção de candidato em evento em SP
PPS inclui Marina e Campos em enquete sobre quem apoiar em 2014
Campos receberá homenagem de vereadores de BH, reduto de Aécio
Jefferson Bernardes-26.dez.12/Folhapress
Governador do Rio Grande do Sul, Tarso Genron
Em entrevista à Folha, Tarso afirmou que o governador de Pernambuco estaria fora do jogo de 2014 porque o país atualmente está dividido entre dois blocos: PT e PSDB.
"É difícil constituir hoje uma terceira via entre o que representaram Fernando Henrique, [Geraldo] Alckmin e [José] Serra e o que representam Lula e Dilma. O PSB está desatento a isso."
Tarso define Campos como "estimado amigo" e afirma que "todo partido sério tem direito e dever de aspirar ser governo", mas avalia que uma candidatura do PSB ao Planalto em 2014 iria apenas retirar votos dos tucanos.
O petista sugere um plano de médio prazo ao PSB a partir de 2015: uma conversa entre partidos da base aliada sobre programa de governo e o projeto para a eleição presidencial de 2018.
"[Seria] Um novo padrão de relacionamento que colocaria Eduardo Campos em um primeiro plano", declara Tarso.
MÍDIA
Tarso articula dentro do PT uma candidatura para enfrentar na eleição de novembro a ala do atual presidente da sigla, Rui Falcão.
Presidente petista durante o auge da crise do mensalão, em 2005, Tarso desde então adota um discurso de renovação para a legenda.
Ele diz que o objetivo é "redefinir" o partido para o período posterior a um eventual segundo mandato de Dilma. Ele diz que seu grupo defende, entre outros pontos, debates sobre a "democratização" da mídia.
sexta-feira, 5 de abril de 2013
Leilão de rodovia pode ter pedágio mais alto
Para garantir taxas de retorno mais atraentes nas concessões de rodovias, o governo enfrenta um dilema: ou aumenta o preço-teto da tarifa de pedágio ou acaba com a regra que exige a duplicação da estrada em cinco anos.
Essas opções são as mais plausíveis, já foram estudadas pelos técnicos do setor de transportes do governo e apresentadas aos ministros que participam do processo de decisão -mas enfrentam resistências de cunho político.
Conforme a Folha antecipou ontem, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou que não haverá mais taxa de retorno interna fixa (5,5% em rodovias) para as concessões na área de transporte. Empresários informavam que, com essas taxas, não entrariam no negócio.
O governo pretende conceder nove trechos de rodovias, num total de 7.500 quilômetros. Os concessionários terão que duplicar, em cinco anos, 5.600 quilômetros e só podem cobrar pedágio após concluir 10% dessas obras.
Vence a concorrência quem oferecer a menor tarifa de pedágio a partir de um teto estipulado.
Estudos apresentados aos ministros mostram que, para algumas concessões com exigência menor de duplicação, um pequeno aumento do preço-teto do pedágio pode gerar uma taxa de retorno até um ponto percentual maior.
Para garantir aumento superior a isso, o preço-teto do pedágio teria que subir acima de 30%.
Isso poderia levar os preços próximos aos patamares atuais dos pedágios de rodovias federais leiloadas nos anos 1990 sob FHC e tachados de caros pelo atual governo.
O preço de R$ 0,06 para os novos leilões, que foi o de duas rodovias que o governo tentou leiloar em janeiro, foi considerado por técnicos da área de transporte adequado e é 40% inferior aos das rodovias da década de 1990.
DUPLICAÇÃO
A área técnica defende que a melhor solução seria acabar com a regra de duplicação em cinco anos e adotar a norma dos últimos pedágios, em que há gatilho de investimento. Nesse modelo, a exigência de duplicação de vias é determinada pelo volume de tráfego nos trechos, em um processo que tende a ser mais gradual e menos oneroso para as concessionárias.
A avaliação interna é que o prazo de cinco anos é difícil de ser cumprido, entre outros fatores, por dificuldades na obtenção de licenças atrasos em desapropriações e demora nos financiamentos que não serão de responsabilidade das vencedoras.
Técnicos consideram que o risco de atrasos poria em risco a taxa de retorno de 5,5%.
Mas, como a duplicação em cinco anos é considerada um dogma de Dilma Rousseff, as esperanças de mudança são reduzidas. Segundo a Folha apurou, a presidente considera essa imposição essencial para combater a morosidade das obras.
Além dessas duas opções, há outras consideradas menos viáveis do ponto de vista técnico, entre elas aumentar ainda mais o tempo da concessão (já em 30 anos) ou colocação de pedágios próximos a áreas urbanas.
ENTENDA O QUE É TAXA DE RETORNO DE UM NEGÓCIO
A taxa de retorno é o lucro que um projeto de rodovia, ferrovia, terminal portuário ou qualquer outro negócio consegue oferecer ao final de um período. Ele remunera o capital empregado no empreendimento.
Cada projeto tem sua taxa de retorno, que varia conforme as receitas previstas e a chamada estrutura de capital -ou seja, quanto do dinheiro investido é próprio (geralmente captado com acionistas, que esperam uma remuneração pelo investimento) e quanto é de terceiros (obtido por meio de empréstimos).
Se um empresário precisar pagar juros de 20%, ele só investirá num negócio que dê lucro superior a essa taxa. E, dada uma receita fixa, quanto maior o custo do capital, menor o retorno obtido -em geral, quanto menos financiamento e mais necessidade de dinheiro próprio, maior o custo.
Para Carlos Rocca, coordenador do Centro de Estudos de Mercado de Capitais do Ibmec, se o governo tabela uma taxa de retorno baixa, acaba se obrigando a ofertar crédito subsidiado, via BNDES, para conseguir atrair interessados.
"Se o objetivo é trazer poupança privada para a infraestrutura, já que não há recurso público para os investimentos, o tabelamento da taxa de retorno é uma medida contraditória".
Rocca afirma que o modelo é uma forma de garantir a redução das tarifas de infraestrutura, mas, no longo prazo, pode criar também problemas fiscais.
Isso porque boa parte do crédito subsidiado ofertado pelo BNDES tem origem na captação feita pelo Tesouro Nacional, que emite títulos pagando uma taxa de juros alta aos investidores.
Segundo Rocca, a proposta de elevar a taxa de retorno real (descontada a inflação) de 5% para 10% pode fazer com a necessidade de subsídio caia. Se o lucro crescer, cai a necessidade de empréstimos mais baratos.
Leilão de rodovia pode ter pedágio mais alto
Para garantir taxas de retorno mais atraentes nas concessões de rodovias, o governo enfrenta um dilema: ou aumenta o preço-teto da tarifa de pedágio ou acaba com a regra que exige a duplicação da estrada em cinco anos.
Essas opções são as mais plausíveis, já foram estudadas pelos técnicos do setor de transportes do governo e apresentadas aos ministros que participam do processo de decisão -mas enfrentam resistências de cunho político.
Conforme a Folha antecipou ontem, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou que não haverá mais taxa de retorno interna fixa (5,5% em rodovias) para as concessões na área de transporte. Empresários informavam que, com essas taxas, não entrariam no negócio.
O governo pretende conceder nove trechos de rodovias, num total de 7.500 quilômetros. Os concessionários terão que duplicar, em cinco anos, 5.600 quilômetros e só podem cobrar pedágio após concluir 10% dessas obras.
Vence a concorrência quem oferecer a menor tarifa de pedágio a partir de um teto estipulado.
Estudos apresentados aos ministros mostram que, para algumas concessões com exigência menor de duplicação, um pequeno aumento do preço-teto do pedágio pode gerar uma taxa de retorno até um ponto percentual maior.
Para garantir aumento superior a isso, o preço-teto do pedágio teria que subir acima de 30%.
Isso poderia levar os preços próximos aos patamares atuais dos pedágios de rodovias federais leiloadas nos anos 1990 sob FHC e tachados de caros pelo atual governo.
O preço de R$ 0,06 para os novos leilões, que foi o de duas rodovias que o governo tentou leiloar em janeiro, foi considerado por técnicos da área de transporte adequado e é 40% inferior aos das rodovias da década de 1990.
DUPLICAÇÃO
A área técnica defende que a melhor solução seria acabar com a regra de duplicação em cinco anos e adotar a norma dos últimos pedágios, em que há gatilho de investimento. Nesse modelo, a exigência de duplicação de vias é determinada pelo volume de tráfego nos trechos, em um processo que tende a ser mais gradual e menos oneroso para as concessionárias.
A avaliação interna é que o prazo de cinco anos é difícil de ser cumprido, entre outros fatores, por dificuldades na obtenção de licenças atrasos em desapropriações e demora nos financiamentos que não serão de responsabilidade das vencedoras.
Técnicos consideram que o risco de atrasos poria em risco a taxa de retorno de 5,5%.
Mas, como a duplicação em cinco anos é considerada um dogma de Dilma Rousseff, as esperanças de mudança são reduzidas. Segundo a Folha apurou, a presidente considera essa imposição essencial para combater a morosidade das obras.
Além dessas duas opções, há outras consideradas menos viáveis do ponto de vista técnico, entre elas aumentar ainda mais o tempo da concessão (já em 30 anos) ou colocação de pedágios próximos a áreas urbanas.
ENTENDA O QUE É TAXA DE RETORNO DE UM NEGÓCIO
A taxa de retorno é o lucro que um projeto de rodovia, ferrovia, terminal portuário ou qualquer outro negócio consegue oferecer ao final de um período. Ele remunera o capital empregado no empreendimento.
Cada projeto tem sua taxa de retorno, que varia conforme as receitas previstas e a chamada estrutura de capital -ou seja, quanto do dinheiro investido é próprio (geralmente captado com acionistas, que esperam uma remuneração pelo investimento) e quanto é de terceiros (obtido por meio de empréstimos).
Se um empresário precisar pagar juros de 20%, ele só investirá num negócio que dê lucro superior a essa taxa. E, dada uma receita fixa, quanto maior o custo do capital, menor o retorno obtido -em geral, quanto menos financiamento e mais necessidade de dinheiro próprio, maior o custo.
Para Carlos Rocca, coordenador do Centro de Estudos de Mercado de Capitais do Ibmec, se o governo tabela uma taxa de retorno baixa, acaba se obrigando a ofertar crédito subsidiado, via BNDES, para conseguir atrair interessados.
"Se o objetivo é trazer poupança privada para a infraestrutura, já que não há recurso público para os investimentos, o tabelamento da taxa de retorno é uma medida contraditória".
Rocca afirma que o modelo é uma forma de garantir a redução das tarifas de infraestrutura, mas, no longo prazo, pode criar também problemas fiscais.
Isso porque boa parte do crédito subsidiado ofertado pelo BNDES tem origem na captação feita pelo Tesouro Nacional, que emite títulos pagando uma taxa de juros alta aos investidores.
Segundo Rocca, a proposta de elevar a taxa de retorno real (descontada a inflação) de 5% para 10% pode fazer com a necessidade de subsídio caia. Se o lucro crescer, cai a necessidade de empréstimos mais baratos.
quinta-feira, 4 de abril de 2013
Quinta edição do Rock in Rio põe à venda 455 mil ingressos a partir de hoje
Começa nesta quinta-feira (4), às 10h, a venda de ingressos para o Rock in Rio 2013, quinta edição do festival, que acontece entre 13 e 22 de setembro. As entradas estarão à venda pelo site www.rockinrio.ingresso.com.br.
"Não poderia reunir só rock", diz Roberto Medina sobre festival
Criador do Rock in Rio conta histórias da primeira edição do festival
Rock in Rio começa venda de ingressos e combate fraude na meia-entrada
Depois de 140 mil ingressos comprados em pré-vendas, serão oferecidos pela internet 455 mil ingressos.
Num cenário em que grandes shows no Brasil começam a dar sinais de saturação, com cancelamento de festivais, o publicitário Roberto Medina, 66, descarta tornar anual o bem-sucedido evento que criou em 1985.
Pedro Carrilho/Folhapress
O empresário Roberto Medina no escritório do Rock in Rio, na Barra
"Eu fico um ano e meio trabalhando para fazer o negócio direito. Mesmo se conseguisse organizar a coisa em menos de um ano, acho que tornar o festival anual banalizaria o evento. Boa parte do sucesso vem dessa expectativa, de curtir a espera. É como Copa do Mundo."
Medina criou um modelo de evento musical para o Brasil e para exportação. O Rock in Rio é o único festival brasileiro que tem edições em Portugal (cinco eventos desde 2004) e na Espanha (três eventos desde 2008).
Para 2015, que marca 30 anos de festival, Medina negocia levar o Rock in Rio a mais dois países, além de uma edição brasileira que pretende ser especial.
Em 2011, os ingressos foram vendidos em 72 horas. Desta vez, a organização investiu mais em divulgação, como na ação da última terça, quando 2 milhões de lembretes amarelos, como um post-it, foram espalhados pelo Rio, anunciando a venda.
Medina destaca o perfil nacional do evento. Na pré-venda, os ingressos foram adquiridos por gente de todos os Estados do país.
"Só não é mais 'nacional', ainda mais espalhado, pelo preço das coisas no Brasil. É um absurdo o que a pessoa paga para se deslocar aqui dentro. Na época do Rock in Rio é pior. Empresas aéreas e hotéis sobem o preço."
Nos últimos três meses, o site do Rock in Rio tem recebido mais visitas de paulistas do que de pessoas de qualquer outro Estado.
"São Paulo bate o Rio por pouco, mas está na frente. Talvez a escalação do festival deste ano, por ter um perfil mais rock pesado, mais metaleiro, explique essa movimentação. São Paulo é mais rock, o Rio é mais pop."
Dos sete dias do festival, quatro têm perfil de metal ou rock clássico. As atrações principais dessas datas são Bon Jovi, Bruce Springsteen, Metallica e Iron Maiden.
quarta-feira, 3 de abril de 2013
Novas regras para domésticos podem valer só em contratos futuros, diz OAB
As novas regras para empregados domésticos podem valer apenas para contratos futuros, segundo o presidente da comissão nacional de estudos constitucionais da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), Valmir Pontes Filho.
Isso porque a validade das normas para os contratos firmados antes da promulgação da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) poderá ser questionada na Justiça.
Nova lei das domésticas começa nesta quarta-feira; veja o que muda
Ministério deve apressar regras do FGTS para atender domésticos
Folha responde a 70 dúvidas sobre a PEC dos empregados domésticos
Pontes diz que, em geral, as leis passam a valer apenas a partir do momento em que são criadas e não podem reger as relações jurídicas estabelecidas antes de sua existência --caso dos contratos trabalhistas anteriores à PEC.
Uma pessoa não pode, por exemplo, cobrar possíveis direitos não reconhecidos no passado após a criação das novas regras. Segundo o advogado, não pode haver a retroatividade do pagamento.
A validade da PEC para contratos anteriores à sua promulgação, no entanto, poderá ser contestada no STF (Supremo Tribunal Federal) para que seja decida a questão.
Podem encaminhar contestações dessa natureza ao Supremo as entidades representativas de âmbito nacional, os partidos com representação no Congresso Nacional, a OAB, a PGR (Procuradoria-Geral da República), os governadores, as mesas das Assembleias Legislativas e do Congresso e a presidente da República.
ATO JURÍDICO
"Quem já tem um contrato de trabalho com [empregado] doméstico fixando horário e normas de trabalho de forma diferente ao que a emenda diz, esse contrato é um ato jurídico perfeito. Pode uma emenda ferir um ato jurídico perfeito? A questão tem de ser levada ao Supremo para que se diga se a emenda tem esse poder", diz Pontes.
Um ato jurídico perfeito é um ato realizado de acordo com a legislação existente --antes da promulgação da PEC, portanto-- e que cumpriu os requisitos formais para ser válida.
O membro da OAB disse que a única norma que pode reger relações jurídicas anteriores à sua própria criação, em princípio, é a Constituição em si --no caso, a edição de uma nova Carta, com novas normas. Para que uma emenda tenha esse poder, diz Pontes, o STF precisa se manifestar a favor.
Editoria de Arte/Folhapress
CONTRAPONTO
Para o presidente em exercício da Anamatra (Associação Nacional dos Magistrados do Trabalho), João Bispo, dificilmente a questão vai chegar ao Supremo, ainda que a possibilidade exista.
"Do ponto de vista da técnica jurídica, os contratos de trabalho são relações de natureza continuativa. É natural que, ao longo do cumprimento de um contrato, haja alterações a partir do momento em que novas leis entram no mundo jurídico. Isso ocorre frequentemente e ninguém questiona se a mudança vai ocorrer só para os contratos posteriores", diz o juiz.
CONSTITUIÇÃO
A emenda é uma modificação pontual em algum dispositivo da Constituição para evitar que seja necessária a criação de uma Carta completamente nova, por meio de uma assembleia constituinte.
No Brasil, a última constituinte --colegiado com plenos poderes para reformar ou redigir novas leis-- foi instalada em 1987, após o fim da ditadura militar. A atual Constituição é resultado dessa assembleia.
Novas regras para domésticos podem valer só em contratos futuros, diz OAB
As novas regras para empregados domésticos podem valer apenas para contratos futuros, segundo o presidente da comissão nacional de estudos constitucionais da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), Valmir Pontes Filho.
Isso porque a validade das normas para os contratos firmados antes da promulgação da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) poderá ser questionada na Justiça.
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Pontes diz que, em geral, as leis passam a valer apenas a partir do momento em que são criadas e não podem reger as relações jurídicas estabelecidas antes de sua existência --caso dos contratos trabalhistas anteriores à PEC.
Uma pessoa não pode, por exemplo, cobrar possíveis direitos não reconhecidos no passado após a criação das novas regras. Segundo o advogado, não pode haver a retroatividade do pagamento.
A validade da PEC para contratos anteriores à sua promulgação, no entanto, poderá ser contestada no STF (Supremo Tribunal Federal) para que seja decida a questão.
Podem encaminhar contestações dessa natureza ao Supremo as entidades representativas de âmbito nacional, os partidos com representação no Congresso Nacional, a OAB, a PGR (Procuradoria-Geral da República), os governadores, as mesas das Assembleias Legislativas e do Congresso e a presidente da República.
ATO JURÍDICO
"Quem já tem um contrato de trabalho com [empregado] doméstico fixando horário e normas de trabalho de forma diferente ao que a emenda diz, esse contrato é um ato jurídico perfeito. Pode uma emenda ferir um ato jurídico perfeito? A questão tem de ser levada ao Supremo para que se diga se a emenda tem esse poder", diz Pontes.
Um ato jurídico perfeito é um ato realizado de acordo com a legislação existente --antes da promulgação da PEC, portanto-- e que cumpriu os requisitos formais para ser válida.
O membro da OAB disse que a única norma que pode reger relações jurídicas anteriores à sua própria criação, em princípio, é a Constituição em si --no caso, a edição de uma nova Carta, com novas normas. Para que uma emenda tenha esse poder, diz Pontes, o STF precisa se manifestar a favor.
Editoria de Arte/Folhapress
CONTRAPONTO
Para o presidente em exercício da Anamatra (Associação Nacional dos Magistrados do Trabalho), João Bispo, dificilmente a questão vai chegar ao Supremo, ainda que a possibilidade exista.
"Do ponto de vista da técnica jurídica, os contratos de trabalho são relações de natureza continuativa. É natural que, ao longo do cumprimento de um contrato, haja alterações a partir do momento em que novas leis entram no mundo jurídico. Isso ocorre frequentemente e ninguém questiona se a mudança vai ocorrer só para os contratos posteriores", diz o juiz.
CONSTITUIÇÃO
A emenda é uma modificação pontual em algum dispositivo da Constituição para evitar que seja necessária a criação de uma Carta completamente nova, por meio de uma assembleia constituinte.
No Brasil, a última constituinte --colegiado com plenos poderes para reformar ou redigir novas leis-- foi instalada em 1987, após o fim da ditadura militar. A atual Constituição é resultado dessa assembleia.
terça-feira, 2 de abril de 2013
Apresentadora se recusa a pedir desculpas para Adele e afirma que a cantora é "gorda
Apresentadora se recusa a pedir desculpas para Adele e afirma que a cantora é "gorda"
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Do UOL, em São Paulo
02/04/201310h33
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Reprodução / Twitter
A atriz e apresentadora Joan Rivers
A atriz e apresentadora Joan Rivers
Depois de fazer piadas sobre o peso de Adele em um programa de TV, a apresentadora Joan Rivers se recusou a pedir desculpas para cantora e reiterou seus comentários sobre os quilinhos a mais da popstar. "Adele é bonita e bem-sucedida, mas vamos encarar a realidade, ela é gorda".
Durante participação no humorístico "Late Show", de David Letterman, Rivers zombou do peso da cantora, dizendo que o hit "Rolling in the Deep" deveria se chamar "Rolando em frango frito". A apresentadora foi vaiada e tentou se redimir com a cantora em entrevista ao "The Huffington Post", mas se complicou mais ainda.
"Ela é uma mulher gordinha que é muito, muito rica. Ela deveria se acalmar ou perder peso", disse River.
Sobre o pedido de desculpas solicitado por Adele, River zombou: "Posso escrever um cartaz na bunda dela dizendo: "Você não é gorda". E ainda sobra espaço para outros cartazes".
Joan Rivers apresenta o programa Fashion Police no canal "E!" e tem como função criticar o look das celebridades ao lado de Kelly Osbourne, filha do roqueiro Ozzy Osbourne. A dupla também já comentou sobre os quilinhos a mais da cantora Christina Aguilera.
Recentemente, Rivers também causou polêmica ao chamar Rihanna de "idiota", por conta da paixão da cantora pelo rapper Chris Brown.
"Usei várias substâncias no Coachella", confessa Justin Timberlake
Justin Timberlake confessou em uma entrevista a um site que usou "algumas substâncias" durante o festival Coachella, no Texas. O cantor de 32 anos admitiu que não se lembra muito do que fez durante os eventos. As informações são do tabloide The Mirror.
O cantor disse em uma entrevista ao site Myspace: "Eu estive no Coachella muitas vezes, em várias substâncias diferentes".
Questionado sobre em que anos teria frequentado o festival e quais seriam as substâncias utilizadas, Timberlake desconversou: "Fui ao festival algumas vezes, mas eu não lembro muito do que aconteceu lá e só direi isso.
"Lembro de uma fez que eu estava em um grande campo descoberto e vi o Nine Inch Nails. Em um outro ano eu vi o Weezer e estava parado no meio do gramado, viajando muito".
O mais recente álbum de Justin Timberlake vendeu quase 1 milhão de unidades na semana de lançamento.
A Nielsen SoundScan anunciou dia 26 que o terceiro disco do cantor, "The 20/20 Experience", teve 968 mil unidades comercializadas. É o 19º álbum nos 22 anos da história do sistema de rastreamento de vendas a vender mais de 900 discos na primeira semana.
"20/20" é o terceiro álbum de Timberlake, o primeiro após o vencedor do Grammy "FutureSex/LoveSounds", de 2006.
Aos 73 anos, Tina Turner vai se casar após 18 anos de namoro, diz jornal
Tina Turner está noiva do produtor musical Erwin Bach, segundo o jornal suíço "Blick". A cantora e o noivo, que estão juntos há 18 anos, planejam uma cerimônia no lago Zurich, próximo da casa dos dois na Suíça.
Turner, de 73 anos, e Bach, de 57, se conheceram em 1985 e moram juntos em Zurique há 15 anos. Este será o segundo casamento de Tina, que se separou do marido e ex-parceiro de palco, Ike Turner, em 1976. O divórcio saiu apenas em 1978.
A cantora, que nasceu nos Estados Unidos, renunciou à cidadania e desde janeiro é uma cidadã suíça.
http://universosertanejo.blogosfera.uol.com.br/2013/04/02/elas-estao-bebendo-mais-que-os-homens/
Não gosto do papo de que música influencia bebedeira, mesmo sabendo que muitas delas fazem, em certo momento, apologia. Parece uma forma boba de tirar a culpa do cidadão que bebe.
Por mais que o assunto “bebida” tenha tido um boom nos últimos anos no tema das músicas, ele nunca foi novidade. Beber e chorar por mulher é assunto desde o início da música sertaneja, e vale sempre lembrar que o maior sucesso da Inezita Barroso é justamente uma canção que brinca com os efeitos da pinga, gravada em 1953.
Lembrei do assunto por acaso, vendo um clipe chamado “Elas Comandam”, que diz no refrão que “as mulheres estão bebendo mais que os homens”.
Em alguns estados, elas estão mesmo (olha aqui). Há pesquisas que mostram que nos últimos seis anos, a quantidade de álcool consumido por mulheres cresceu significativamente, algo relacionado principalmente a independência financeira.
A música abaixo não tem nada de crítica ou análise social, é só uma brincadeira, mas me fez lembrar do assunto. O cantor se chama Márcio Henrique.
Crianças superseletivas na hora de comer preocupam as mães
Nicolas, 4, só come macarrão, arroz com carne e arroz com frango. Um legume no prato pode fazê-lo gritar, e um molho a mais ou um orégano salpicado fazem a refeição toda ser recusada.
É o chamado "picky eater" ou, em bom português, uma criança bastante seletiva.
"Quando ele era pequeno e começou a comer coisas mais sólidas, já começou a entortar o nariz. Depois dizia com o dedinho que não queria nada. Até hoje é muito difícil fazer ele experimentar algo diferente", diz a blogueira Milene Massucato, de São Bernardo do Campo (SP).
Ed. de arte/Folhapress
Ela não está sozinha: a queixa "meu filho não come" é uma das mais frequentes nos consultórios pediátricos.
Um estudo no "Journal of Clinical Gastroenterology" diz que 35% das crianças têm esse comportamento.
Outra pesquisa, encomendada pela Abbott Nutrition e realizada com 954 famílias brasileiras, mostrou que 50% delas relatam dificuldades alimentares em crianças com idade pré-escolar.
"Se causa preocupação para os pais e gera um grande estresse na hora da refeição, é um problema que merece atenção. Os médicos até chamavam essa dificuldade de falsa anorexia.
Diziam que o peso e a altura estavam normais e desqualificavam a queixa da mãe. Preocupa-nos essa falta de resposta", diz Mauro Fisberg, pediatra, nutrólogo e professor da Unifesp, que vai coordenar o Centro de Dificuldades Alimentares a ser aberto no mês que vem no Hospital Infantil Sabará, em São Paulo.
O centro oferecerá tratamento multidisciplinar (com pediatras, nutricionistas, fonoterapeutas etc.), treinamento profissional e cursos e oficinas para os pais. A unidade também contará com a estrutura do hospital para exames e consulta com outros especialistas e um centro de pesquisas.
"O espectro das dificuldades alimentares é grande. Algumas crianças têm traumas porque foram forçadas ou entubadas numa internação, por exemplo. Temos que analisar se há alguma doença por trás, se o problema é comportamental", afirma.
Segundo ele, a seletividade exagerada pode causar uma carência nutricional e, ao mesmo tempo, obesidade, se a criança se concentrar só em junk food.
idade
Em geral, o período crítico é quando os alimentos são introduzidos na dieta da criança e o leite deixa de ser a única fonte da alimentação.
"A maioria das mães tem receio de que o filho não vá conseguir comer e bate toda a comida. Isso não ensina a criança a mastigar e a experimentar diferentes sabores e texturas", afirma a nutricionista Priscila Maximino, que integrará o centro do Sabará.
Segundo ela, as causas dos distúrbios envolvem, além de problemas orgânicos, genética e traumas, a participação dos pais e cuidadores e outros fatores ambientais.
"Não há como desvincular isso dos pais. São eles que compram a comida, permitem que certos alimentos sejam ingeridos ou deixam de permitir", afirma.
Ela lembra que é próprio da criança ter medo da novidade. "Cada refeição é uma descoberta. Quanto maior a variedade, menor a chance de ela ser seletiva no futuro. Se a comida é monótona, a mensagem é que a criança deve comer só aquilo."
Para diversificar o cardápio de seu filho Lucas, de 1 ano e 5 meses, a veterinária Adriana Lopes, 26, de São Paulo, recorreu a dois grupos no Facebook: Delícias do Dudu e Alimentação Consciente, este último da nutricionista Karine Nunes Durães.
"Quando eles não comem o que a gente oferece, ficamos desesperadas. Participar dos grupos me trouxe tranquilidade porque vi que não sou a única", afirma Adriana.
E os especialistas são unânimes: de nada adianta oferecer espinafre se os próprios pais só comem pizza.
"Toda vez que desanimo lembro do estrogonofe. Meu marido não gosta, mas o Nicolas experimentou um dia desses e já pediu 'estrogongofe' de novo. Há uma luz no fim do túnel", brinca Milene.
Alongamento só machuca quem exagera, diz autor de livro
Quando o educador físico californiano Bob Anderson lançou a primeira edição de seu livro sobre alongamento, a febre das academias e do culto ao corpo estava só começando. O ano era 1975.
A obra virou best-seller, com mais de 3 milhões de cópias vendidas no mundo. No Brasil, a bíblia do estica-e-puxa teve 24 reimpressões. A edição lançada agora --"Alongue-se" (Summus, 240 págs., R$ 90)-- celebra 30 anos da primeira publicação no país.
Nos últimos anos, pesquisas e especialistas têm questionado alguns dos benefícios creditados ao alongamento.
É claro que na avaliação de Anderson, 68, a prática sempre faz bem. Problemas como lesões, diz ele, não são causados pela técnica em si, mas pela forma com que as pessoas passaram a fazer esses exercícios: como uma competição, esticando músculos além do limite da dor e criando tensões.
O professor também explica que muitas pessoas têm o hábito de sustentar o alongamento de cada músculo por tempo demais. Ele recomenda ficar em cada posição por 15 segundos, no máximo.
Nesse ponto, ele está afinado com as novas pesquisas, embora diga não se importar muito com elas. Um dos maiores estudos sobre o tema, publicado no ano passado na revista "Medicine & Science in Sports & Exercise", chegou à conclusão de que manter o alongamento por menos de 30 segundos evita os efeitos negativos que podem ser associados à prática.
*
Folha - Por que o alongamento se tornou tão popular?
Bob Anderson - Porque qualquer pessoa pode fazer, é fácil de aprender e ajuda a a pessoa a viver melhor.
Essa popularização tem deixado as pessoas mais flexíveis?
Nem todo mundo conhece os fundamentos do alongamento ou mesmo a importância de fazê-lo. Se as pessoas não estão mais flexíveis é porque elas não fazem exercícios suficientes para contrabalançar um dos efeitos do envelhecimento, que é a perda gradual da flexibilidade.
Se a pessoa passa muito tempo sentada, ela não perde apenas a força, mas também a amplitude dos movimentos. Há outro lado, também: alguns fazem muitos alongamentos e, mesmo assim, ficam menos flexíveis, porque estão indo além de seus limites. Encaram os exercícios como uma competição. Isso tem efeito contrário: faz os músculos se encurtarem.
Alongar-se antes de uma atividade intensa, como a corrida, aumenta o risco de lesões?
Não. Se a pessoa está se alongando da forma certa, antes ou depois da atividade física, não vai se machucar.
Qual é, então, a forma correta de se alongar?
Prestando atenção à sensação do músculo começando a se esticar, indo adiante apenas enquanto for fáci e, com o tempo, colocando uma suave tensão muscular na ação. A pessoa também precisa, enquanto se alonga, manter o relaxamento das mãos, dos pés, dos ombros e da mandíbula. E ficar na posição por 15 segundos, não mais.
O que mudou na técnica desde os anos 1970, época da sua primeira edição?
O método não mudou, mas na última edição acrescentamos um capítulo para atender questões ligadas ao estresse no trabalho.
Novartis perde processo sobre patente do Glivec na Índia
Suprema Corte da Índia rejeitou o apelo da Novartis AG pela proteção da patente de seu medicamento de combate ao câncer Glivec, uma manobra que provavelmente vai impulsionar as expectativas de empresas farmacêuticas indianas sobre seus rivais estrangeiros.
A Suprema Corte estabeleceu um precedente legal que parece não favorecer as patentes existentes de drogas vendidas na Índia, uma decisão que não traz bom agouro para companhias estrangeiras com disputas de propriedade intelectual em curso na Índia, entre elas a Pfizer e a Roche, dizem analistas.
Entre os maiores beneficiários da decisão desta segunda-feira estão as indianas Cipla e Natco Pharma, que já vendem versões genéricas do Glivec na Índia a um décimo do custo do remédio com marca.
A decisão mostra que as leis da Índia oferecem "proteção limitada à propriedade intelectual", disse a Novartis em comunicado.
Mas de 16 mil pacientes usam o Glivec na Índia, a grande maioria dos quais recebem o remédio de graça, disse a Novartis. Em contraste, o Glivec genérico é usado por mais de 300 mil pacientes, de acordo com relatórios da indústria.
Repórter passa uma semana em spa radical e emagrece 4,5 quilos
"A dieta daqui é tão restrita que seu corpo vai achar que você está morrendo", disse a enfermeira. E me mandou tirar a roupa para a primeira pesagem, a única em que ela é autorizada a falar o peso do paciente em voz alta.
'Dieta radical é tratamento agudo para doença crônica', diz endocrinologista
Para matar a fome, internos já furtaram pato e carpas do lago
O ritual da balança deve se repetir todo dia sob pena de o interno ficar sem jantar, avisa a placa no Spa Med Sorocaba Campus, onde passei uma semana vivendo com 300 calorias por dia.
É menos do que uma pessoa normal come no café da manhã. É o mesmo que dois pãezinhos sem margarina.
Famoso por lendas de tráfico de comida, o spa de Sorocaba disciplina gordos à base de regras rígidas, diárias salgadas (partem de R$ 595 e a estadia mínima é de sete dias) e dieta hiperrestrita.
Uma semana no spa
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Victor Moriyama/Folhapress
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Três morangos, opção de lanche da tarde para quem segue dieta de 300 calorias no Spa Med Sorocaba Campus, no interior de São Paulo
Tudo lá é controlado, até folhas de alface. Só escapam refrigerante zero, água, chá, café e suco light, além de picolé de gelo feito com o suco.
Nada mais entra, nem o inocente chiclete sem açúcar que tinha na bolsa, confiscado na revista de boas-vindas.
"Vocês pegam muita comida escondida?", perguntei às moças que me escoltaram até o quarto e fuçaram minha mala. "Sempre", disse uma.
Depois, ouvi de internos (nada de hóspedes por lá) histórias de doce de leite em frasco de xampu e torta de frango no filtro de ar do carro ("Ainda chega quentinha").
HORA FELIZ
Primeiro jantar. Seguindo as instruções da enfermeira terrorista, escolhi sopa. Sábio conselho. Apesar de ter muita água e um cubo de frango de 3 cm, o prato estava cheio. Com salsinha e limão, ficou uma delícia.
A comida do spa não tem nada de sal, açúcar ou gordura. As 300 calorias/dia são repartidas em seis refeições, que de novo são divididas no almoço e no jantar entre entrada, prato e sobremesa. Milagre da multiplicação? Não.
A porção de arroz é menor do que um copinho de café, e a sobremesa, do tamanho de uma caixa de fósforos.
Há quem tenha o privilégio de comer 450 calorias. Dá direito a um café da manhã melhor e ao dobro dos lanches da tarde e da noite (no meu caso, meia fatia de pão com um nada de patê ou três tomates-cereja, você escolhe).
Há ainda a primeira classe das 600 calorias (idosos, grávidas, veteranos e "fracos" em geral), que pode comer dois pratos no almoço.
A mim e aos companheiros de fome restava descobrir qual era a coisa mais bem-servida do dia e sublimar as preferências pessoais.
Aprendi a não cair na cilada dos nomes apetitosos. Disse não ao nhoque (eram oito unidades), ao hambúrguer e à minipizza. Optei por arroz integral com frango ou legumes, os pratos maiores.
Já a decisão de trocar sobremesa por salada era mais difícil. Adotei a tática de sobrevivência de me concentrar na quantidade (o pedaço de doce equivalia só a uma garfada) e esquecer que estava substituindo bolo prestígio por um pouco mais de alface.
A barganha por comida corre solta no refeitório --gigantesco e nada glamouroso. É um bisbilhotando o prato do outro e todos patrulhando a dieta alheia, querendo saber por que a comida do vizinho tem um aspargo a mais.
No café, há quem "estique" sua única fatia de pão cortando-a na horizontal. Outros poupam todos os lanchinhos do dia para um banquete noturno regado a refrigerante zero do frigobar.
Passado o choque inicial, o segundo e o terceiro dias foram tranquilos. Já tinha perdido dois quilos e estava bem. Só sentia fome perto da hora de comer e antes de dormir.
No terceiro dia, quase todo mundo que tinha entrado comigo no spa já havia trocado de dieta. Sim, qualquer um pode pedir para comer mais caso se sinta mal.
Eu, brava, passava duas horas na academia entre esteira, bike, dança e hidroginástica. Nada mal para uma sedentária acima do peso.
Tudo estava sob controle até que, na madrugada do terceiro para o quarto dia, sonhei que fazia um caça-palavras com expressões do spa. E me animei ao encontrar laxante no meio das letras. Era o primeiro sinal de loucura.
Mais tarde, descobri que tinha engordado cem gramas. Quem me contou foi uma companheira de spa que viu um exame meu por engano. Era o que faltava para que eu entrasse na histeria coletiva.
Por que engordei? Cada um tinha uma teoria. Para uns, eu estava bebendo pouca água; para outros, faltava tomar mais chá de gengibre ou trocar de dieta para dar um "choque" no organismo.
Todos contavam a própria via-sacra. O interno, querendo ou não, fica sabendo quem está com intestino preso e quem toma diurético. Para dar mais raiva, sempre tem um homem que diz estar perdendo um quilo por dia.
Na manhã seguinte, decidi ir ao clínico do spa para afastar os palpites e tentar recuperar a sanidade. Segundo ele, eu não precisava de diuréticos ou laxantes e não deveria trocar de dieta porque tinha perdido mais 900 gramas. Ufa. Prometi não olhar o peso até o último dia.
ESTRATÉGIAS DE FUGA
A prisão no spa torna as coisas proibidas mais gostosas. Já as permitidas... "No último dia você vai odiar gelatina", profetizou a copeira que atua como fiscal do lanche e não deixa o posto nem por um minuto. Tinha razão.
Quem sai do spa sob licença médica, permitida depois de sete dias, só pensa em dar uma escapada. O programa preferido é comer a coxinha de uma padaria sorocabana.
De volta da licença, o paciente é pesado. Se tiver ganho mais de 2% do peso, perde o direito à voltinha.
Outro evento é a ida ao cinema. Cercados por monitores e com sacos de pipoca sem sal fomos levados ao shopping num micro-ônibus apelidado de "transbanha".
Notei a falta de duas pessoas na fila. Claro: driblaram a vigilância e foram comprar sanduíches, degustados no escurinho do cinema.
Não cometi nenhuma infração, mas quase. No final, a fome apertou. No quinto dia estava tão faminta que fiquei imóvel na beira da piscina, depois da aula de hidro.
Foi a única vez que precisei de transporte para voltar ao quarto. Mas não desmaiei.
Na consulta final com o médico, a notícia: perdi 4,5 quilos, 3 cm de barriga e 2,5 cm de cintura --não revelo o peso nem sob tortura. Minha taxa de glicemia, que era 108 (pré-diabetes), baixou para 99, o limite da normalidade.
"Se você comer quatro vezes o que comeu aqui, vai continuar emagrecendo", disse o médico. É o truque do spa para tentar deixar você feliz com uma dieta de mil calorias. Tem funcionado.
Não perdi um número no manequim, mas minhas roupas estão mais largas. No mais, descobri que não sou tão molenga para exercícios.
De alta, na volta, minha primeira providência foi comer uma esfirra em uma lanchonete na estrada.
Meninas têm mais chance de sucesso na escola do que os meninos
Os meninos são mais propensos a repetir o ano ou abandonar a escola do que as meninas. Eles têm, em média, uma probabilidade 12% maior de fracasso escolar do que as meninas. Segundo a pesquisadora Paula Louzano, as meninas geralmente têm uma maneira de portar-se mais alinhada com a cultura escolar, com o que se espera dos estudantes. Ela explica que as escolas esperam que os estudantes 'prestem atenção nas aulas, sejam calmos, o que se aproxima mais do comportamento feminino. Os meninos geralmente são vistos como agressivos, difíceis, pelos professores', diz.
Quem é mais inteligente, homens ou mulheres? Confira
As conclusões da professora da Universidade de São Paulo são resultado de levantamento feito com base nos dados do questionário socieconômico da Prova Brasil 2011. O questionário do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira foi aplicado em todo o país e respondido por 2,3 milhões de alunos do 5º ano do ensino fundamental. Ela escreveu o artigo Fracasso Escolar e Desigualdade do Ensino Fundamental, publicado no relatório De Olho nas Metas de 2012, do movimento Todos pela Educação.
As diferenças de probabilidade de fracasso variam entre as regiões brasileiras e entre a cor da pele dos estudantes. 'Em termos absolutos, os meninos pretos - seguindo a denominação adotada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - representam o grupo mais vulnerável ao fracasso escolar, em todas as regiões e em todos os níveis de escolaridade dos pais', diz Paula Louzano.
No Nordeste, estudantes do sexo masculino autodeclarados pretos têm 59% de chance de fracasso e, no Norte, o número vai para 59,3%. Nas mesmas regiões, a probabilidade de uma menina autodeclarada preta fracassar é 45,5% e 45,8% respectivamente. Entre os alunos autodeclarados brancos, no Norte, os meninos têm 52,2% de possibilidade de insucesso e no Nordeste 50,9%. Entre as meninas, o índice é 38,8% e 37,5%, respectivamente. Os menores índices estão no Sudeste, onde, para meninos pretos é 42,3% e para meninas pretas é 29.8%. Meninos brancos na região têm 26,5% de chance de fracassar, enquanto as meninas brancas, 17,3%.
Outra pesquisadora da universidade, Marília Carvalho concorda com Paula Louzano, segundo a qual a postura das meninas está mais alinhada com a cultura escolar. Marília acrescenta que os meninos sofrem uma pressão dupla. 'A primeira é a da sociedade de que, para se firmar como macho, tem que ser respondão, briguento. A segunda é a da escola, que reforça a questão. Quando os meninos são quietos, não gostam de futebol etc, a escola estranha e isso é colocado nas reuniões de professores', diz.
China enviará sua segunda mulher ao espaço ainda em 2013
A China enviará ao espaço sua segunda mulher astronauta, Wang Yaping, ainda neste ano na nave Shenzhou 10, informou nesta terça-feira (2) o portal oficial do país na internet, China.org.ch.
A missão, cuja data ainda não foi concretizada - mas deve ocorrer entre junho e agosto -, durará 15 dias e será a quinta tripulada da corrida espacial chinesa.
Wang, tenente da Força Aérea de 35 anos, natural da cidade de Yantai, na província de Shandong, é casada e tem um filho. Ela vai embarcar junto com dois colegas na Shenzhou 10, que deve se acoplar ao laboratório espacial chinês Tiangong 1 (Palácio do Paraíso 1).
"Os três astronautas permanecerão em órbita por 15 dias, 12 dos quais passarão no interior do Tiangong 1", disse o chefe de design do Programa Espacial Tripulado, Zhou Jianping.
Os astronautas chineses realizaram o primeiro acoplamento de uma nave tripulada, a Shenzhou 9, em junho do ano passado e ficaram dentro dela por dez dias.
A tenente Wang foi uma das mulheres candidatas para tripular aquela nave, mas quem acabou indo foi Liu Yang, que, assim, se transformou na primeira mulher chinesa a ir ao espaço.
Wang participou dos trabalhos de resgate durante o terremoto de Sichuan, no sudoeste do país, em 2008 - o mais grave em mais de três décadas na China e que causou 88 mil mortes e milhares de desaparecidos-, e pilotou um avião para modificar o clima durante as Olimpíadas de Pequim no mesmo ano.
A missão precede às que terão como objetivo substituir o módulo Tiangong-1 por uma estação espacial em 2020.
segunda-feira, 1 de abril de 2013
Quantidade de bons shows torna saldo do Lollapalooza positivo
jeans velho e a camiseta preta voltaram a um megafestival de rock no Brasil ontem, na noite de encerramento do Lollapalooza. Ao contrário do que se viu na sexta e no sábado, o visual que costuma ser associado ao público clássico de rock reapareceu em vestimentas com logo do Pearl Jam, atração maior do evento, ou de outras bandas com sonoridade voltada ao hard rock ou ao metal, como Iron Maiden e Metallica. Os shows fizeram jus à indumentária. Com performances cheias de energia, Kaiser Chiefs, The Hives e Pearl Jam reforçaram a porção mais "rocker" do festival.
Top List: As 10 mais cantadas pelo público
1. Lonely Boy - The Black Keys
2. Mantenha o Respeito - Planet Hemp
3. Não Existe Amor em SP - Criolo
4. Alive - Pearl Jam
5. No One Knows - Queens of the Stone Age
6. Killing in the Name - Deadmau5
7. Little Talks - Of Monsters and Men
8. Quando a Maré Encher - Lirinha e Eddie
9. Somebody Told Me - The Killers
10. Take me Out - Franz Ferdinand
É notável também como, em uma época dominada pelo download como fonte de informação, as rádios – de rock, no caso - ainda influenciam o pula-pula na pista. Assim que o line up do Lollapalooza foi anunciado, emissoras dedicadas ao gênero passaram a incluir com mais freqüência na programação músicas dos artistas do festival. Não por acaso subiu até poeira quando o Kaiser Chiefs tocou "Ruby" e o Hives mandou "Go Right Ahead", sucessos no dial.
Se a porção rock foi maior e mais forte no último dia, também foi a única data da edição 2013 em que o Lollapalooza teve lotação esgotada. O Pearl Jam não só tem culpa principal pela alta venda de ingressos como acentuou o tom rock da noite tocando covers de Ramones ("I Believe in Miracles") e The Who.("Baba O"Riley", também conhecida como "Teenage Wasteland"), como forma de homenagear estas duas bandas.
Mais do que isso, a última foi a noite do contato direto. Enquanto bandas como Queens of the Stone Age, The Flaming Lips e The Black Keys limitaram-se a tocar de forma respeitável e vigorosa seu repertório, Hives e Kaisers foram literalmente para cima do público. Os vocalistas Pelle Almqvist e Ricky Wilson se aproximaram da platéia o mais que puderam. O primeiro chegou a ir até onde estava um rapaz com um vinil da banda sueca e assinar o disco. Wilson, por sua vez, explorou sua principal mania: subir nas estruturas que envolvem o palco. Chegou até a escalar a torre de som, no meio da platéia.
Mesmo com muita lama, um incoveniente que parece fazer parte da festa, aqui ou no exterior; e longas filas para tudo, o saldo foi positivo. Foram muito mais shows bons do que ruins, ainda que a maior parcela de entretenimento tenha sido formada pelo grande número de apresentações medianas.
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